sábado, 25 de abril de 2009

Essência

Assim como uma Flor que ao amanhecer expande seu tamanho, de uma forma encantadora, pois suas pétalas se abrem como se fossem os braços em busca de um acolhimento quando se recebe uma visita de alguém especial, e o sol ilumina-a, como se sorrisse lindamente para aquela recepção. E este conjunto de pétalas que abertas permitem que este cativante momento surpreenda a todos com esta imagem, que surge suavemente linda, naqueles mais desejados sonhos.
Além de suas características próprias, e dos sonhos, esta Flor de saudades, de alegrias, de sentimentos e de palavras, exala emocionadamente aquele aroma que comove em sua essência, alegra e intriga, pois aprisiona em um gesto tipicamente egocêntrico, todo aquele cenário e personagens para ela.
Assim como se encantasse as abelhas que necessitam viajar por entre flores e campos, mas esta Flor faz com que a abelha descubra que apenas uma flor que realmente a cativou e continuará a cativar. A Flor.
É um amor. Um amor a esta Flor.
Assim descobre-se por que quando se diz “eu te amo” não há aquelas saudosas e encantadoras rimas, porém nosso corpo age como se esta frase fosse a melhor de todas as melodias, e com todo este encanto, descobre-se por que os homens procuram outras gurias já que o que eles realmente desejam é mais este sol, esta Flor, para os seus novos dias.
Naquele campo de vasta beleza, onde todos os sentimentos apresentam-se límpidos e claros há aquela Flor, que não é notada só por causa do seu tamanho ou por suas cores, ou cheiro, mas sim pela sua essência completa, uma vez que algumas vezes fechamos os olhos para vê-la, pois ao atuarmos assim fazemos com que aquele invisível desejado apareça em nossos olhos. Assim esta Flor se torna única. Única em sua essência.
Assim agradeço-lhe, pois a cada noite, a cada lembrança, lhe agradeço por florescer como uma bela e delicada flor, a Flor, em meu jardim, me dando a cada dia, novos motivos para regá-la de alegrias, sorrisos e de vida.
Esta é a essência de descobrir, esta é a essência de encantar, esta é a essência de amar. Amar toda esta essência.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Doadora de cerejas

Quando tu vês uma cerejeira, observa e repara que tudo aquilo é apenas uma árvore. Mas uma árvore que ali está como naquele papel discreto de uma peça de um teatro, porém quando as cortinas fecham, esta linda cerejeira encena a verdadeira história, em um verdadeiro cenário e principalmente, o tempo, em um tempo de magnífica floração da Primavera, de introspectividade do Outono, de vida e afeto do Verão, e da fragilidade do Inverno, porém há uma nova Primavera. Ela Vive.
Passamos momentos incríveis da vida, tornando-a inteira, e nós apenas nos queixando do que gostamos ou do que não gostamos, assim existindo e fazendo existir.
As flores desta cerejeira fazem existir, existem, e se apresentam e assim, repentinamente, passam de coadjuvante para uma das principais e comoventes encenações do ato, assim como as próprias cerejas. Já viste uma cerejeira? E suas flores?
As flores desta cerejeira que eu descrevo surgem em meus sonhos como presentes graciosos, e uma brisa, que movimenta sutilmente os galhos, as folhas e as pétalas destas lindas e encantadoras flores, que em um movimento praticamente hipnótico, me faz sentir o meu coração palpitar.
Meu coração, simpático e com uma ternura doce e calma, que apenas pode ser descrito com esse calmo e sublime movimento de suas pétalas. Pétalas conquistadas, cedidas e concedidas pela mais bela e encantadora doadora de cerejas.
O brilho do orvalho nestas cerejas, torna uma perfeita simetria, assim como uma única gota d'água, de uma lágrima de sorriso, de alegria, que escorre e torna mais vivo aquelas cores vivas e fortes que este fruto transpassa para aqueles que admiram-no. Tal sutil gota que reluz e brilha quando o caloroso sol vem a desvendar seus simples mistérios dos mais sigilosos.
Estas cerejas diferem-se das outras, apenas por ser uma em especial, simplesmente por existir e este vento e este sol só existem pelo simples motivo de haver esta cerejeira. Aliás, a magnífica doadora de cerejas.

sábado, 4 de abril de 2009

Um sonho...

O sol se despede, acariciando, sem pressa alguma, o horizonte de uma forma toda encantadora, tornando o mais límpido azul do dia em sua calorosa despedida alaranjada e tais brancas e suaves nuvens trocam de vestimenta, assim como um artista ao entrar em teu camarim, e todo ligeiro este espetáculo termina sem nenhum aplauso. Surgem novos artistas e uma nova peça com seus coadjuvantes que incorporam a nova cena. Aquele anoitecer local.
Escurece, e todo contraste enegrecido do céu com a fascinante luminosidade emitida pelas infinitas estrelas e nem todo aquele horizonte urbano, com suas luzes hipnotizantes artificiais conseguem retirar o brilho da magnífica e solitária lua.
Apenas os sonhos apresentam poder maior de ofuscar todo este cenário perfeito dos amantes.
O silêncio agita triunfante a mente, e a visão que ousava em estar enegrecida, transparece em uma realidade de desejos, assim como aquele mais belo filme onde, acompanhado, o momento se torna eterno. Toda aquela ilusão real, acrescentados de cores ou de sombras, pincela como deuses os seus mais vivos e fictícios personagens, assim para o mais confidente dos corações.
Aquela momento, em que nos movemos, corremos, recebemos abraços, beijamos, temos o poder de ser autor e interprete de nossa própria criação, assim conseguimos voar, duelar com dragões e conquistar aquilo que na vida real seria tão ilusório quanto neste sonho, conquistar a princesa, a amada, ou simplesmente aquela que idealizas.
Aos sonhos as distâncias desaparecem, ou em um passe de luz, esticam de uma forma que o tamanho desta galáxia que criamos em nossos olhos seria um ínfimo passo a diante. Assim sentimos um palpitar, um apertar no coração, mas quem é que ousa abrir os olhos? Continuamos a sonhar, assim como o vento pede ar para movimentar-se, os homens pedem os sonhos. A sonhar, os homens podem voar e serem quem são, de uma forma diferente.
Dos sonhos, ao despertar, sentimos que de nosso vôo fomos impedidos de prosseguir, mas sempre teremos esta vontade de voltar voar. E tentamos voltar a sonhar.
Um sonho é a melhor conquista, melhor que aquele beijo roubado, que aquela flor do abismo, do que o sorriso daquela garota, ou mesmo melhor do que todos estes planos, no sonho, podemos conquistar aquele sorriso da garota simplesmente com aquela flor coletada na beira do abismo, e com aqueles olhos lindos e sorridentes podemos roubar-lhe o beijo, que sempre foi nosso, bastava-nos sonhar.