Uma parte do teu corpo que eu sentia aqui tão perto de mim, do meu coração e tomava conta da minha mente, eu pude sentir você aqui tão perto. Simplesmente pela luz do sol que misteriosamente incidia neste cristal de curvas e linhas absolutamente chamativas, fazendo transparecer uma beleza em exponencial onde misteriosamente se delata os mais divinos louvores. O tom loiro ouro que esvoaça ao sabor dos ventos e o verde infindo dos olhos daquele vasto campo de videiras criam um espaço, um mundo, um cenário em que se sonha viver, e todo este conjunto, que se torna perfeito, enlaçam o impossível.
A impossibilidade de voltar ao tempo algumas horas em alguns instantes, ligeiramente essenciais para apreciar-te.
Uma taça, de cristal, imponente e de magnificente beleza que são incontestáveis e incomparáveis, apresenta-se inicialmente gélida, como os primeiros flocos de neve em uma manhã de inverno russo, entretanto tão doce como o sorriso de quem a ostenta.
Tão segura, pois se exibe em tua pose e postura de elevado nível econômico-social, entretanto, simultaneamente tão frágil, pois deságua em si própria todas as emoções que quisera um dia realmente sentir. Onde nenhum crítico, sendo este dos mais renomados, poderia descobrir. Quisera esta voar sob mais límpidos céus, nadar pelos mais profundos oceanos, se afogar completamente em um amor. E derrama-se em pranto, em um pranto tinto, caloroso e vivo, entretanto poucos apresentam os olhos para voar, os lábios para se afogar, e o sentimento para perceber este pranto e afagar esta taça de cristal. Que muitas vezes cai em estilhaços praticamente irrecuperáveis.
A ousadia deste vinho contido nesta taça, vinho tinto, como o sangue presente na vida, hipnotiza com uma sensualidade de imaginações e de aromas de mais belos perfumes, da mais perfeita safra, talvez assim comprova-se que do gélido amor que acolhe as videiras, deixando as tuas uvas esbranquiçadas e sufocadas por este abraço mais que sonhado, faz-se surgir o mais vivo e intrépido vinho. Enigmático tal qual a imagem desta taça que o preserva. Que o pulsa, que o faz viver.
Todo o calor, o fulgor deste vinho acolhe o corpo por inteiro, invade e transforma em vida o que se encontrava morto, em cor o que se escurecera, em sorriso o que se entristecia e em amor o que se esquecia. Fazem daqueles que são bobos e temem em dizer sobre o amor, realmente e literalmente tremer por um único suspiro que seja. Caso contrario, o voar, o beijar e se afogar, nada disso valeria.
São frases soltas em um caldeirão, ou melhor, em uma taça de emoções, delicadamente em um tom tinto de amor, com a suavidade de todas as essências do querer, totalmente fora do controle da razão e que se inspira nas diversas manifestações profundas do inconsciente e mesmo não gostando muito destas palavras, seja este como um ato de viciar-se em um delicioso degustar, com uma sinestesia completa de sentir o sabor deste vinho, simplesmente beijando-a.
domingo, 1 de novembro de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Um conto de fadas
Era uma vez uma singela pessoa, que por um encantamento surpreendente foi lançado, arremessado, como em um precipício de incógnitas, todo escuso e intrincado, em uma espécie de floresta de lamentações, onde penumbras e sombras do inconsciente, passavam a assustar e segui-lo em passos compassados e em barulhos específicos e ritmados, cada vez mais fortes e com maior freqüência. Não havia caminhos a seguir. Estava literalmente perdido. Não havia novelos de ouro para guiá-lo por uma possível saída, e por mais que andava, mais se aprofundava e se aprisionava neste labirinto sem paredes erguidas, entretanto com fronteiras muito bem definidas.
Tornou-se possível, para passar a noite, se abrigar em casas, algumas toda pequenina, outras enormes, algumas na medida certa, de mais variadas paredes sendo de palha, de madeira e pedras, porém independente da resistência desta proteção, os deuses do vento, sopraram tão fortemente, que avalanches de sentimentos e emoções levavam de tudo, desde paredes até as esperanças, até só sobrar apenas a tua lembrança, uma possível solução era manter-te alimentando a chama do amor, que coordenava a razão. Esta lembrança esvoaçava, levando toda a razão da chama. Deste modo, angustiado e sofrendo passou a correr atrás deste bem mais precioso, seguia-se, por aquilo que poder-se-ia chamar de caminho.
Passavam-se casas, personagens, pulava castelos, ilusões, lagos, animais, desviava de reis e reinados, cruzavam culturas, magias e religiões, mas não se notava, apenas se fazia notar, como o perseguidor do sonho de amar. Muitas vezes encontrava acompanhantes, dos quais compartilhavam cestas de comidas, amizades de mineradores em miniatura, conversas de diversos tamanhos, encontravam-se famílias de ursos, fadas azuis, duendes e sorrisos em faces e apenas sorrisos. A corrida se fazia de comparações, como se tentasse pegar um coelho branco todo eufórico, que passava por portas de pequenas casas, subiam-se em camas grandes, duras, confortáveis e por outras pequenas e macias, corria por cima de mesas gigantescas com bules e candelabros tagarelantes, nem sequer podia desfrutar das lindas paisagens por onde passava, pois estava sempre em busca da tua lembrança.
Corria em trechos onde não haviam caminhos, voava em tapetes mágicos, agarrava-se em cometas, caminhava por passarelas de tijolos de ouro, que de tão dourados se confundia com o brilho do sol, pegava carona em nuvens de tempestades, navegava em lagos de profundo mistério, desvendava mares de dúvidas, escalava cordilheiras de angústia.
Conhecia piratas, fadas, bruxas, garotos voadores que nunca envelheciam e tantos outros admiradores desta incessante busca. Encontrava maçãs envenenadas de ódio, duelava com exércitos de ciúmes, pisava em abóboras podres da desilusão, discutia com grilos e pedaços de madeira, ambos falantes que tentavam criar a desistência do objetivo, era cercado por legião de cartas das quais de amor nunca foram enviadas, tropeçava em tranças imensas, colidia com anões, com espadas e dragões, atravessava em frente de carruagens com belos cavalos, via sapatos de cristal reluzindo a perda de um sonho e pensava em parar, entretanto prosseguia cruzando e interrompendo valsas entre belas e feras e mesmo assim o sopro que se fazia ventania, não cessava, e a imagem daquilo que era mais precioso praticamente sumia ao horizonte do reino encantado.
As forças se esgotavam, porém o desejo de novamente estar perto do amor era mais forte, e evidenciava esta garra, que sempre fazia dar mais um passo, os sinos de uma catedral soava as horas ímpares e logo corcundas cessavam o som, como se quem ditasse a hora agora seria o sol que se esconde, fazendo assim a lua como espectadora daquela busca e as estrelas que vibram constantemente, como torcedoras natas iluminavam todo o caminho.
O tempo girava a favor do relógio e contra a ocasião.
Parou em uma rocha, na margem de um lago, que refletia nitidamente toda expectativa da Lua e das estrelas, para descansar, assim fez-se sair uma lágrima de angústia, que sobressaia às gotas de suor da busca incansável pelo amor.
Um estrondo ecoou por entre as árvores e que agitou todos os pássaros, que em revoada não notam que antes de que esta lágrima caísse ao lago, um tiro com a mais potente arma que já se ouviu e que já se pode comentar transpassa e aniquila o possível sonho de encontrar aquela lembrança. Todo o fulgor, exaltação se resumem a suspiros agoniados pedindo que se repita apenas mais uma vez tudo aquilo que o fez chegar até aquele lugar e antecederam aquele momento.
O líquido de vida, escorre colorindo o lago com uma cor vida, como se celebrasse a vida, entretanto o empalidecia ao ponto de estar mais branco do que a Lua e ao ponto de fechar os olhos e só.
Por entre fadas, animais, grama e água, surge com ar de soberano um caçador que deseja retirar-lhe o coração, simplesmente para oferecer em troca de uma promessa, surge um dragão disposto a dar-lhe metade do seu coração para que possas viver, porém desatina-se ao repouso. Repouso profundo.
Há beijos que tentam acordá-lo, há canções de vida, há fadas de todas as cores, há feitiços de todas as origens, há cestas de frutas, flores, e súplicas, porém a única coisa que não se cita nesta história é o final, pois os ventos fizeram com que o ato de conjugar “E viveram” em primeira pessoa do plural tomasse distâncias incontáveis, e a mais perfeita e misteriosa arma, fez com que o “para sempre” terminasse agora.
Não haveriam mais páginas, pois o aquele amor, aquele sonho não sentira saudades do seu perseguidor apaixonado, e não voltara, muito menos correra atrás daquela lembrança, que um dia os deuses do vento ousaram em assoprar ao teu lado.
Não ousaria terminar este conto para que não se torne extinta a esperança, pois em contos, este amor ainda existe, vive e se mantém caloroso, procurando, ou não, um final, mas que este momento seja “feliz”.
Tornou-se possível, para passar a noite, se abrigar em casas, algumas toda pequenina, outras enormes, algumas na medida certa, de mais variadas paredes sendo de palha, de madeira e pedras, porém independente da resistência desta proteção, os deuses do vento, sopraram tão fortemente, que avalanches de sentimentos e emoções levavam de tudo, desde paredes até as esperanças, até só sobrar apenas a tua lembrança, uma possível solução era manter-te alimentando a chama do amor, que coordenava a razão. Esta lembrança esvoaçava, levando toda a razão da chama. Deste modo, angustiado e sofrendo passou a correr atrás deste bem mais precioso, seguia-se, por aquilo que poder-se-ia chamar de caminho.
Passavam-se casas, personagens, pulava castelos, ilusões, lagos, animais, desviava de reis e reinados, cruzavam culturas, magias e religiões, mas não se notava, apenas se fazia notar, como o perseguidor do sonho de amar. Muitas vezes encontrava acompanhantes, dos quais compartilhavam cestas de comidas, amizades de mineradores em miniatura, conversas de diversos tamanhos, encontravam-se famílias de ursos, fadas azuis, duendes e sorrisos em faces e apenas sorrisos. A corrida se fazia de comparações, como se tentasse pegar um coelho branco todo eufórico, que passava por portas de pequenas casas, subiam-se em camas grandes, duras, confortáveis e por outras pequenas e macias, corria por cima de mesas gigantescas com bules e candelabros tagarelantes, nem sequer podia desfrutar das lindas paisagens por onde passava, pois estava sempre em busca da tua lembrança.
Corria em trechos onde não haviam caminhos, voava em tapetes mágicos, agarrava-se em cometas, caminhava por passarelas de tijolos de ouro, que de tão dourados se confundia com o brilho do sol, pegava carona em nuvens de tempestades, navegava em lagos de profundo mistério, desvendava mares de dúvidas, escalava cordilheiras de angústia.
Conhecia piratas, fadas, bruxas, garotos voadores que nunca envelheciam e tantos outros admiradores desta incessante busca. Encontrava maçãs envenenadas de ódio, duelava com exércitos de ciúmes, pisava em abóboras podres da desilusão, discutia com grilos e pedaços de madeira, ambos falantes que tentavam criar a desistência do objetivo, era cercado por legião de cartas das quais de amor nunca foram enviadas, tropeçava em tranças imensas, colidia com anões, com espadas e dragões, atravessava em frente de carruagens com belos cavalos, via sapatos de cristal reluzindo a perda de um sonho e pensava em parar, entretanto prosseguia cruzando e interrompendo valsas entre belas e feras e mesmo assim o sopro que se fazia ventania, não cessava, e a imagem daquilo que era mais precioso praticamente sumia ao horizonte do reino encantado.
As forças se esgotavam, porém o desejo de novamente estar perto do amor era mais forte, e evidenciava esta garra, que sempre fazia dar mais um passo, os sinos de uma catedral soava as horas ímpares e logo corcundas cessavam o som, como se quem ditasse a hora agora seria o sol que se esconde, fazendo assim a lua como espectadora daquela busca e as estrelas que vibram constantemente, como torcedoras natas iluminavam todo o caminho.
O tempo girava a favor do relógio e contra a ocasião.
Parou em uma rocha, na margem de um lago, que refletia nitidamente toda expectativa da Lua e das estrelas, para descansar, assim fez-se sair uma lágrima de angústia, que sobressaia às gotas de suor da busca incansável pelo amor.
Um estrondo ecoou por entre as árvores e que agitou todos os pássaros, que em revoada não notam que antes de que esta lágrima caísse ao lago, um tiro com a mais potente arma que já se ouviu e que já se pode comentar transpassa e aniquila o possível sonho de encontrar aquela lembrança. Todo o fulgor, exaltação se resumem a suspiros agoniados pedindo que se repita apenas mais uma vez tudo aquilo que o fez chegar até aquele lugar e antecederam aquele momento.
O líquido de vida, escorre colorindo o lago com uma cor vida, como se celebrasse a vida, entretanto o empalidecia ao ponto de estar mais branco do que a Lua e ao ponto de fechar os olhos e só.
Por entre fadas, animais, grama e água, surge com ar de soberano um caçador que deseja retirar-lhe o coração, simplesmente para oferecer em troca de uma promessa, surge um dragão disposto a dar-lhe metade do seu coração para que possas viver, porém desatina-se ao repouso. Repouso profundo.
Há beijos que tentam acordá-lo, há canções de vida, há fadas de todas as cores, há feitiços de todas as origens, há cestas de frutas, flores, e súplicas, porém a única coisa que não se cita nesta história é o final, pois os ventos fizeram com que o ato de conjugar “E viveram” em primeira pessoa do plural tomasse distâncias incontáveis, e a mais perfeita e misteriosa arma, fez com que o “para sempre” terminasse agora.
Não haveriam mais páginas, pois o aquele amor, aquele sonho não sentira saudades do seu perseguidor apaixonado, e não voltara, muito menos correra atrás daquela lembrança, que um dia os deuses do vento ousaram em assoprar ao teu lado.
Não ousaria terminar este conto para que não se torne extinta a esperança, pois em contos, este amor ainda existe, vive e se mantém caloroso, procurando, ou não, um final, mas que este momento seja “feliz”.
Ei... Eu não te escuto mais.
Na neblina densa deste vale assustador em que se encontram, ou melhor, em que se perdem os apaixonados, tantos os devotos do estilo platônico de amar, ou mesmo aqueles que se encontram sem rumo, e sem destino, há vozes, que falam, sussurram o teu nome, dizem palavras boas, nos iludem em imagens vestidas de névoas caracterizadas pelo pensamento, são os sonhos, que e primeiro momento são bons por nos fazerem sentir um bem estar repentino, ligeiro e vago de que somos amados também, entretanto logo ficamos aprisionados e tão aficionados que nos enrolamos e imobilizamos nossos próprios movimentos pelas fitas de cetim do(s) nosso(s) próprio(s) sentimento(s), assim diriam os depressivos.
Os olhos descansados no travesseiro recebem os primeiros raios da ofensiva luz, e aqueles sons dos sonhos se tornam mais intensos e reais, nos chamando com vozes enfáticas e fazendo-nos refletir pensamentos distintos de uma forma unida, e vendo que todos os magníficos sonhos e desejos são impossíveis de realizar. E simplesmente culpamos o destino.
As imagens do dia, os sorrisos, a grandiosidade do nascer do sol, a sutileza da presença de uma flor, uma rosa em teu caminho, aquele sentimento bom, que nos afaga em saudades e lembranças, aquelas estrelas surgindo em um céu azul em tona alaranjados com a despedida do sol, e aquele sentimento de querer estar ao teu lado, compartilhar momentos e por que não, te ver logo alí, adiante, motiva as pernas a dares alguns passos na tua direção, fazendo assim esvaecer-se, como se fosses parte daquela neblina que assusta. Imagens na televisão, olhares, e outras cenas me fazem ter-te assim, e logo desaparecer como impossível.
“Impossível” a palavra que mais tenho escutado ao refletir no “eu te amo” que te digo, que te disse, e aqueles que eu queria dizer.
Impossível, não se vive em contos de fadas, onde sapos viram príncipes, portanto impossível ser príncipe, onde princesas são aprisionadas em torres mais altas, entretanto não há torres, mas sim a distância, impossível fazer com que uma “Bela” realmente se apaixone por uma “Fera”, por mais belo e sutil este conto de fada apresenta-se, viram-se as páginas, onde nunca se encontra no “Viveram felizes para sempre” (ou para sempre mais um) entretanto o livro se fecha, e com ele todas as imagens ficam apenas no olhar.
Não escuto mais dizeres que é impossível, não ouço mais você me dizer nem sequer um “Olá”, “Saudades de ti” ou qualquer palavra que seja, não escuto mais nada, nem os barulhos das cigarras dizendo que haverá uma chuva que limpará o meu horizonte, nem o som dos pássaros já me trazendo boas novas.
Não quero mais escutar óperas de melancolia, onde os instrumentos suplicam em choro todo o sentimento que o coração não consegue fazer exaltar. Nunca me esquecerei da tua voz, mesmo não conseguindo escutá-la, nunca me desapegarei da tua imagem, mesmo não conseguindo vê-la, não estará fora de meus planos sentir um abraço como aquele que senti antes, entretanto sussurro este texto para que os ventos soprem-no até ti, mas o mais importante é soprem com força de mim, e com ele, toda esta névoa e neblina que me impedem, hoje, de ver o mundo a minha volta saiam, e que eu possa me sentir livre novamente.
Desamarrado de amores, estas fitas de cetim estarão bem guardadas para o caso dos sonhos, onde você as pede para mim, simplesmente para me amarrar a ti, e assim construirmos, junto, todo o cenário e a história que pode se compor nas páginas daquele que descreveremos como nosso conto de fada.
Os olhos descansados no travesseiro recebem os primeiros raios da ofensiva luz, e aqueles sons dos sonhos se tornam mais intensos e reais, nos chamando com vozes enfáticas e fazendo-nos refletir pensamentos distintos de uma forma unida, e vendo que todos os magníficos sonhos e desejos são impossíveis de realizar. E simplesmente culpamos o destino.
As imagens do dia, os sorrisos, a grandiosidade do nascer do sol, a sutileza da presença de uma flor, uma rosa em teu caminho, aquele sentimento bom, que nos afaga em saudades e lembranças, aquelas estrelas surgindo em um céu azul em tona alaranjados com a despedida do sol, e aquele sentimento de querer estar ao teu lado, compartilhar momentos e por que não, te ver logo alí, adiante, motiva as pernas a dares alguns passos na tua direção, fazendo assim esvaecer-se, como se fosses parte daquela neblina que assusta. Imagens na televisão, olhares, e outras cenas me fazem ter-te assim, e logo desaparecer como impossível.
“Impossível” a palavra que mais tenho escutado ao refletir no “eu te amo” que te digo, que te disse, e aqueles que eu queria dizer.
Impossível, não se vive em contos de fadas, onde sapos viram príncipes, portanto impossível ser príncipe, onde princesas são aprisionadas em torres mais altas, entretanto não há torres, mas sim a distância, impossível fazer com que uma “Bela” realmente se apaixone por uma “Fera”, por mais belo e sutil este conto de fada apresenta-se, viram-se as páginas, onde nunca se encontra no “Viveram felizes para sempre” (ou para sempre mais um) entretanto o livro se fecha, e com ele todas as imagens ficam apenas no olhar.
Não escuto mais dizeres que é impossível, não ouço mais você me dizer nem sequer um “Olá”, “Saudades de ti” ou qualquer palavra que seja, não escuto mais nada, nem os barulhos das cigarras dizendo que haverá uma chuva que limpará o meu horizonte, nem o som dos pássaros já me trazendo boas novas.
Não quero mais escutar óperas de melancolia, onde os instrumentos suplicam em choro todo o sentimento que o coração não consegue fazer exaltar. Nunca me esquecerei da tua voz, mesmo não conseguindo escutá-la, nunca me desapegarei da tua imagem, mesmo não conseguindo vê-la, não estará fora de meus planos sentir um abraço como aquele que senti antes, entretanto sussurro este texto para que os ventos soprem-no até ti, mas o mais importante é soprem com força de mim, e com ele, toda esta névoa e neblina que me impedem, hoje, de ver o mundo a minha volta saiam, e que eu possa me sentir livre novamente.
Desamarrado de amores, estas fitas de cetim estarão bem guardadas para o caso dos sonhos, onde você as pede para mim, simplesmente para me amarrar a ti, e assim construirmos, junto, todo o cenário e a história que pode se compor nas páginas daquele que descreveremos como nosso conto de fada.
Hoje sou eu... Que mando
Hoje cubro-me de uma esperança companheira. Acredito em mim e que dentro de mim construo os meus próprios sonhos, as minhas fagulhas de idéias ou mesmo as minhas ansiedades. Hoje sou feito do amanhã desejado. Abrigo-me das inconveniências e afasto os temporais de uma vida pré-anunciada. Da vida que querem que eu tenha. Entretanto não a desejo a mim. De todo o condicionamento imposto, de todas as regras a seguir, de todos os protocolos de exatidão e imperfeições. Hoje sou eu que mando. Assim desejo que seja, eu mando em mim e no meu destino.
Busco no espaço que me rodeia a mesma sensação que me guia, retoco e refaço assim o meu caminho e desenho aquilo que seja o meu destino.
Aconteça o que acontecer, Faça o que fizer, será sempre uma vitória, porque a cada acontecimento o amor que acontece é a seqüência de cada passo dado ao rosto do destino que almejo.
Nasce o sentimento de querer ser um sol abrasador dos dias por viver e nas noites que se seguem, de conseguir ter a capacidade de ser Lua cheia para iluminar as faces deste amor que neste instante coloca-se a sonhar e entre muitas noites serenas, que o sono não nos faz companhia e nos fazem desejar, aqueles momentos gestos que, em conjunto, trocaremos no céu de algum sonho.
Hoje sou assim, e espero receber-te, sorte dos meus prazeres que, na lucidez do meu sentimentos, procuram o meu corpo. Hoje estou aqui! Aqui onde sabes que poderás encontrar-me. Aqui onde sempre me procuras, mesmo que não queiras saber de mim…
Despedidas de hoje, sendo aquilo que estiver programado a vir desejo que hoje, amanhã e sempre, para mim, será sempre uma vitória porque me libertei do que restava de mim e renovei-me para receber a felicidade.
Hoje espero-te.
Lembra-te que hoje sou eu que mando e, aconteça o que acontecer, será sempre uma vitória…
Busco no espaço que me rodeia a mesma sensação que me guia, retoco e refaço assim o meu caminho e desenho aquilo que seja o meu destino.
Aconteça o que acontecer, Faça o que fizer, será sempre uma vitória, porque a cada acontecimento o amor que acontece é a seqüência de cada passo dado ao rosto do destino que almejo.
Nasce o sentimento de querer ser um sol abrasador dos dias por viver e nas noites que se seguem, de conseguir ter a capacidade de ser Lua cheia para iluminar as faces deste amor que neste instante coloca-se a sonhar e entre muitas noites serenas, que o sono não nos faz companhia e nos fazem desejar, aqueles momentos gestos que, em conjunto, trocaremos no céu de algum sonho.
Hoje sou assim, e espero receber-te, sorte dos meus prazeres que, na lucidez do meu sentimentos, procuram o meu corpo. Hoje estou aqui! Aqui onde sabes que poderás encontrar-me. Aqui onde sempre me procuras, mesmo que não queiras saber de mim…
Despedidas de hoje, sendo aquilo que estiver programado a vir desejo que hoje, amanhã e sempre, para mim, será sempre uma vitória porque me libertei do que restava de mim e renovei-me para receber a felicidade.
Hoje espero-te.
Lembra-te que hoje sou eu que mando e, aconteça o que acontecer, será sempre uma vitória…
Coisa que não se explica
O negro véu da noite delicadamente cobre todo o horizonte deste apaixonado, entretanto a Lua e as estrelas não trazem boas notícias, algumas vezes elas somem como se não conseguissem entregar o recado, são mais sentimentais e preferem se esconder de receio, fazendo com que se torne mais escuro ainda, criando a ilusão de que este véu passa a sufocar, asfixiar, o coração e a alma, todo este ser que ama.
Os olhos fechados, ou abertos, a escuridão é a mesma pelo simples fato de não haverem estrelas nem luas na mente, muito menos sentimentos iluminadores no céu. É a dor da saudade que aperta, retorce e estraçalha o coração, ou simplesmente um amor, que não se demonstra real?
“É mais importante saber que espécie de pessoa tem uma doença, do que saber que espécie de doença esta pessoa tem.”
Um amante, apaixonado literalmente, este é o paciente da vez, apresentando sinais e sintomas específicos, dores musculares, principalmente no músculo cardíaco, podendo apresentar arritmias, como se uma descarga sobrenatural de neurotransmissores atingissem o nodo sino-atrial e se disseminassem em impulsos elétrico fervorosos para os nodos atrioventriculares e uma forte contração de emoções impulsiona aquilo que designam a vida da circulação e a dor da emoção.
A mente se estagna, e inerte passa a flutuar, os olhos se abrem, se fecham, e as imagens que antes não passava, torna o escuro daquela cena, com uma imagem, um sorriso de vida em um túmulo onde enterramos um tempo já decorrido, as sinapses de lembranças passam a comandar.
O corpo padece, e tende a se manter em nostalgia, mantendo no estado basal ou de sonolência onde facilita todo o comando dos sonhos. Surge cenários já passados, pessoas já amadas, um castelo, dragões e tudo aquilo que o ópio e o ócio correlacionados ao profundo desespero de ver-te, tendem a demonstrar.
Todas as relações fisiológicas, tendem a ficar na mais estreita faixa com as severas alterações patológicas, fazendo assim os limites de imaginação da dor e de sensibilidade para o mundo se tornem incoerentes.
Apresentam-se uma visão diferenciada, onde tudo e todos são um só, toda vibração mecânica no ar, toda sensibilidade de mecano, noci e termoreceptores de toque sejam confundidos com nada daquilo que é real. A tua imagem ainda atormenta o paciente, que regride neste quadro, mesmo mantendo um grau de sanidade e de Glasgow normais, ou mesmo compatíveis para a vida.
Não sabemos nada do doente, não sabemos nada da doença, o que se tem são apenas palavras, pensamentos e imagens que me levam ao fármaco mais apropriado, entretanto este não é produzido em larga escala, muito menos apresenta-se em uma versão genérica, que considera-se falso, ou mesmo poderia apresentar um efeito placebo temporário.
Desisto de diagnósticos complicados, fujo de simpatias, mandingas ou muito menos técnicas de chantagem pessoal, opto por se tiver que sofrer deste mal, que sofra, mas que saiba você, único remédio e droga que exista, sendo que o que separa as duas colocações é a dose, sofrerei intensamente e por um período que será eterno até chegarmos a uma bifurcação do destino, ou me curo de vez e não necessito mais de doses, ou passo a ser completamente dependente.
Independente dos casos mencionados, saiba, não é por que não abri a tampa deste remédio, que não desejaria toma-lo. Apenas respeitei aquilo que a bula mostrava naquele momento.
Os olhos fechados, ou abertos, a escuridão é a mesma pelo simples fato de não haverem estrelas nem luas na mente, muito menos sentimentos iluminadores no céu. É a dor da saudade que aperta, retorce e estraçalha o coração, ou simplesmente um amor, que não se demonstra real?
“É mais importante saber que espécie de pessoa tem uma doença, do que saber que espécie de doença esta pessoa tem.”
Um amante, apaixonado literalmente, este é o paciente da vez, apresentando sinais e sintomas específicos, dores musculares, principalmente no músculo cardíaco, podendo apresentar arritmias, como se uma descarga sobrenatural de neurotransmissores atingissem o nodo sino-atrial e se disseminassem em impulsos elétrico fervorosos para os nodos atrioventriculares e uma forte contração de emoções impulsiona aquilo que designam a vida da circulação e a dor da emoção.
A mente se estagna, e inerte passa a flutuar, os olhos se abrem, se fecham, e as imagens que antes não passava, torna o escuro daquela cena, com uma imagem, um sorriso de vida em um túmulo onde enterramos um tempo já decorrido, as sinapses de lembranças passam a comandar.
O corpo padece, e tende a se manter em nostalgia, mantendo no estado basal ou de sonolência onde facilita todo o comando dos sonhos. Surge cenários já passados, pessoas já amadas, um castelo, dragões e tudo aquilo que o ópio e o ócio correlacionados ao profundo desespero de ver-te, tendem a demonstrar.
Todas as relações fisiológicas, tendem a ficar na mais estreita faixa com as severas alterações patológicas, fazendo assim os limites de imaginação da dor e de sensibilidade para o mundo se tornem incoerentes.
Apresentam-se uma visão diferenciada, onde tudo e todos são um só, toda vibração mecânica no ar, toda sensibilidade de mecano, noci e termoreceptores de toque sejam confundidos com nada daquilo que é real. A tua imagem ainda atormenta o paciente, que regride neste quadro, mesmo mantendo um grau de sanidade e de Glasgow normais, ou mesmo compatíveis para a vida.
Não sabemos nada do doente, não sabemos nada da doença, o que se tem são apenas palavras, pensamentos e imagens que me levam ao fármaco mais apropriado, entretanto este não é produzido em larga escala, muito menos apresenta-se em uma versão genérica, que considera-se falso, ou mesmo poderia apresentar um efeito placebo temporário.
Desisto de diagnósticos complicados, fujo de simpatias, mandingas ou muito menos técnicas de chantagem pessoal, opto por se tiver que sofrer deste mal, que sofra, mas que saiba você, único remédio e droga que exista, sendo que o que separa as duas colocações é a dose, sofrerei intensamente e por um período que será eterno até chegarmos a uma bifurcação do destino, ou me curo de vez e não necessito mais de doses, ou passo a ser completamente dependente.
Independente dos casos mencionados, saiba, não é por que não abri a tampa deste remédio, que não desejaria toma-lo. Apenas respeitei aquilo que a bula mostrava naquele momento.
Saudade
Por diversas noites que fico pensando
Se são destas noites que estou amando
Ou se são os amores que eu estou sonhando
Algo que o vento carrega
Entre fronteiras tão distantes
Mas aquilo que não leva
Do coração, é aquele instante
Uma luz que se apaga
Um amor que se afaga
Ao recordar na memória
uma amorosa história
Teu sorriso ilumina a noite
Que se faz te tão alegre
Por tudo, amo-te
Saudade que se celebre
Se são destas noites que estou amando
Ou se são os amores que eu estou sonhando
Algo que o vento carrega
Entre fronteiras tão distantes
Mas aquilo que não leva
Do coração, é aquele instante
Uma luz que se apaga
Um amor que se afaga
Ao recordar na memória
uma amorosa história
Teu sorriso ilumina a noite
Que se faz te tão alegre
Por tudo, amo-te
Saudade que se celebre
domingo, 2 de agosto de 2009
Tudo misturado – Um tanto confuso!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Eu faço as coisas assim, com a maior naturalidade, sem pensar nos sentidos e nos perigos, assim você está presente nos pensamentos, nas coisas, na vida, pois és especial demais na minha vida (hoje digo que te amo - acho que esta é a sexta ou sétima vez que eu já me declaro, mesmo que em algumas vezes tu nem perceba), e volto e repito, és especial demais, assim como quem apareces nas coisas que eu escrevo simplesmente pelo fato de coisas boas para mim, são sentimentos de felicidades e assim lá estás, e sempre, eu digo sempre em meus pensamentos, mas você me surpreende.
Às vezes me pego sonhando em ter-te por perto, com todo este charme, com este carisma, e sorriso que me encantam e sinceramente não, não és apenas uma parte do meu sonho (volto a dizer que isto não é uma cantada, muito menos uma tentativa de conquista) não és simplesmente uma parte do sonho, pois agora estás aqui, enquanto eu estou acordado... E este momento eu quero aproveitar!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Sou difícil sim, mas acredito que ao conversar contigo amoleço ao ponto de dizer que és tão especial, e que todas as palavras que já usei, que todas as tuas imagens que aparecem na minha cabeça de vez em quando, que algumas de nossas conversas em que relembro e que toda a alegria da sua companhia enfatizam aquilo que apenas palavras não diriam... TE AMO!
O sorriso já não me basta, perguntará por que escrevo, escrevo pelo motivo de apenas um sorriso não me basta, e não me basta o pranto nem a raiva deste momento, assim eu escrevo mais e mais, assim pelo simples fato de que eu acredito em você, que tudo em que toda aquela garota que me cativou e que me cativa ainda vive aí, escondida neste sentimento enegrecido e triste, escrevo por que sei, sinto e pressinto que juntos venceremos esta derrota!
Assim diriam algumas palavras sábias: “Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências!" (Osho).
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Porém ainda tenho uma dúvida: “O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito. A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.”
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Creio que não há embrulhos a não ser o meu abraço, que lhe envolveria, acredito que não há enfeites exceto o meu sorriso ao notar a tua real presença e o teu contato, o teu cheiro e os teus olhos, pelos quais eu costumeiramente sonhava, e me irradiava de tanta alegria. Não há presente maior do que fazer valer tudo aquilo que já foi dito, onde o amor não se postará a calar-se. E ao encontro do coração inquieto que freneticamente procura-te. Ao silêncio da tua espera.
Eu sou este, um cara enigmático, cativante e uma envolvente figura, me postaria a ser como uma carta no baralho, mas não me atenho a ficar com apenas uma cor, naipe ou apenas uma figura, eu me altero, e se assim me achares louco, prontamente eu concordo. Pois apresentarás mais argumentos que comprovem a minha loucura, do que eu que as negue... Sou do tipo de pessoa que faz tudo por um sorriso!
"Aos sonhos as distâncias desaparecem, ou em um passe de luz, esticam de uma forma que o tamanho desta galáxia que criamos em nossos olhos seria um ínfimo passo a diante. Assim sentimos um palpitar, um apertar no coração, mas quem é que ousa abrir os olhos?".
Assim quem sabe na próxima páscoa nós dois não estaremos fazendo muita bagunça na cozinha fazendo alguns dos tão famosos ovos de chocolate, e fazendo a noite, pois "na noite a lua é só lua... quem a faz perfeita são os amantes".
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Passei a ser uma lucidez fora do comum, típico de apaixonados, quando se trata de julgar o mundo e as pessoas, onde confia em todos e todos são bons até que se provem o contrário. E toda vez que abre a boca, ou usa as palavras diz a coisa certa. O problema é que vive com um pé no chão e outro na lua, ligando e desligando sua atenção com uma rapidez incrível assim fico agora pensando que o "eu te amo" fosse forte demais para se dizer para uma garota demais de especial, mas que nunca vi pessoalmente, creio que seria inevitável que não pronunciasse "eu te amo" mesmo que não fosse hoje, amanhã ou mesmo que eu já tenha digitado e tenha apagado o que digitei apenas pelo fato desta dúvida, seria inevitável que um dia, e como foi hoje de lhe dizer, aliás... infelizmente de lhe escrever isto!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Viaja, voa alto, volta e viaja constantemente, por isso muitas vezes, parece estar nem ai com o que ocorre no mundo ou a sua volta. Liberdade, para você, é a coisa mais importante do mundo e, por isso, costuma fugir, sumir e resolver sozinho seus problemas, sem pedir ajuda ou conselhos a ninguém. Ordens? Você as detesta, tanto dar quanto receber, por este motivo faz favores.
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Preciso esquecer você.
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Se eu falar, nem sempre palavras em imenso número quantificam e qualificam o que pode-se sentir, seria algo como um plágio de outras coisas, como poesias, músicas e corações... Mas o importante mesmo é ter-te ali, aqui, comigo!
Se tu voltar e eu não estiver... Beijo, Beijo, Beijo! Se eu estiver, então até logo e para estas e outras situações... (não... não é Master card) Eu te amo!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Eu faço as coisas assim, com a maior naturalidade, sem pensar nos sentidos e nos perigos, assim você está presente nos pensamentos, nas coisas, na vida, pois és especial demais na minha vida (hoje digo que te amo - acho que esta é a sexta ou sétima vez que eu já me declaro, mesmo que em algumas vezes tu nem perceba), e volto e repito, és especial demais, assim como quem apareces nas coisas que eu escrevo simplesmente pelo fato de coisas boas para mim, são sentimentos de felicidades e assim lá estás, e sempre, eu digo sempre em meus pensamentos, mas você me surpreende.
Às vezes me pego sonhando em ter-te por perto, com todo este charme, com este carisma, e sorriso que me encantam e sinceramente não, não és apenas uma parte do meu sonho (volto a dizer que isto não é uma cantada, muito menos uma tentativa de conquista) não és simplesmente uma parte do sonho, pois agora estás aqui, enquanto eu estou acordado... E este momento eu quero aproveitar!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Sou difícil sim, mas acredito que ao conversar contigo amoleço ao ponto de dizer que és tão especial, e que todas as palavras que já usei, que todas as tuas imagens que aparecem na minha cabeça de vez em quando, que algumas de nossas conversas em que relembro e que toda a alegria da sua companhia enfatizam aquilo que apenas palavras não diriam... TE AMO!
O sorriso já não me basta, perguntará por que escrevo, escrevo pelo motivo de apenas um sorriso não me basta, e não me basta o pranto nem a raiva deste momento, assim eu escrevo mais e mais, assim pelo simples fato de que eu acredito em você, que tudo em que toda aquela garota que me cativou e que me cativa ainda vive aí, escondida neste sentimento enegrecido e triste, escrevo por que sei, sinto e pressinto que juntos venceremos esta derrota!
Assim diriam algumas palavras sábias: “Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências!" (Osho).
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Porém ainda tenho uma dúvida: “O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito. A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.”
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Creio que não há embrulhos a não ser o meu abraço, que lhe envolveria, acredito que não há enfeites exceto o meu sorriso ao notar a tua real presença e o teu contato, o teu cheiro e os teus olhos, pelos quais eu costumeiramente sonhava, e me irradiava de tanta alegria. Não há presente maior do que fazer valer tudo aquilo que já foi dito, onde o amor não se postará a calar-se. E ao encontro do coração inquieto que freneticamente procura-te. Ao silêncio da tua espera.
Eu sou este, um cara enigmático, cativante e uma envolvente figura, me postaria a ser como uma carta no baralho, mas não me atenho a ficar com apenas uma cor, naipe ou apenas uma figura, eu me altero, e se assim me achares louco, prontamente eu concordo. Pois apresentarás mais argumentos que comprovem a minha loucura, do que eu que as negue... Sou do tipo de pessoa que faz tudo por um sorriso!
"Aos sonhos as distâncias desaparecem, ou em um passe de luz, esticam de uma forma que o tamanho desta galáxia que criamos em nossos olhos seria um ínfimo passo a diante. Assim sentimos um palpitar, um apertar no coração, mas quem é que ousa abrir os olhos?".
Assim quem sabe na próxima páscoa nós dois não estaremos fazendo muita bagunça na cozinha fazendo alguns dos tão famosos ovos de chocolate, e fazendo a noite, pois "na noite a lua é só lua... quem a faz perfeita são os amantes".
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Passei a ser uma lucidez fora do comum, típico de apaixonados, quando se trata de julgar o mundo e as pessoas, onde confia em todos e todos são bons até que se provem o contrário. E toda vez que abre a boca, ou usa as palavras diz a coisa certa. O problema é que vive com um pé no chão e outro na lua, ligando e desligando sua atenção com uma rapidez incrível assim fico agora pensando que o "eu te amo" fosse forte demais para se dizer para uma garota demais de especial, mas que nunca vi pessoalmente, creio que seria inevitável que não pronunciasse "eu te amo" mesmo que não fosse hoje, amanhã ou mesmo que eu já tenha digitado e tenha apagado o que digitei apenas pelo fato desta dúvida, seria inevitável que um dia, e como foi hoje de lhe dizer, aliás... infelizmente de lhe escrever isto!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Viaja, voa alto, volta e viaja constantemente, por isso muitas vezes, parece estar nem ai com o que ocorre no mundo ou a sua volta. Liberdade, para você, é a coisa mais importante do mundo e, por isso, costuma fugir, sumir e resolver sozinho seus problemas, sem pedir ajuda ou conselhos a ninguém. Ordens? Você as detesta, tanto dar quanto receber, por este motivo faz favores.
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Preciso esquecer você.
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
Se eu falar, nem sempre palavras em imenso número quantificam e qualificam o que pode-se sentir, seria algo como um plágio de outras coisas, como poesias, músicas e corações... Mas o importante mesmo é ter-te ali, aqui, comigo!
Se tu voltar e eu não estiver... Beijo, Beijo, Beijo! Se eu estiver, então até logo e para estas e outras situações... (não... não é Master card) Eu te amo!
Quero cair livremente pro nada, quero deixar esse mundo por enquanto.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Para sempre mais um.
O que é o tempo? O que é o tempo senão um estado passageiro daquilo que se presencia na vida. O que é o tempo senão uma marcação cronológica daquilo que pode-se fazer, ou daquilo que já se foi feito. O que seria do tempo se não houvesse pedidos de mais uns instantes? O que seria da vida sem um tempo para determiná-la, ou para narrá-la?
Tudo aquilo que se aprisiona no tempo, denomina-se passado, onde as lembranças são boas ou penumbras que desejamos esquecer, ou mesmo aprisionamos o nosso futuro em nossos pensamentos, assim como o Sol escolhe o tempo da manhã e do dia, e a Lua o tempo da noite e do escuro, são pré-definidos estes períodos de tempo. Não se contesta. Ele Brilha, e ela Irradia, e ponto.
O tempo é coletivo vive-se acompanhado, desfrutando cada unidade de tempo sendo ela qual for, com estrelas ou com nuvens, com chuvas ou com ventos... Por vezes o tempo é contabilizado em horas, porém em outros momentos as horas são pouco e damos à ela os dias, por outras vezes, ela é eterna, e as resumimos em segundos inimagináveis.
O desejo é que em instantes preciosos o tempo não passe, fiquei estático ao ponto de tudo que se passa pelo mundo lá fora, que deixamos de viver simplesmente para estar com o melhor sentimento do mundo, continue a seguir teu rumo, porém sem notar o seu devido valor, pois toda a riqueza que desejamos naquele momento simplesmente é este o sorriso e o coração que te acompanha naquele momento.
Assim aquilo que é eterno, dura o tempo necessário para ser inesquecível, mas não para ser imortal, e durar para sempre. O que é o “Para Sempre” então? Já que nada se perdura neste período de tempo?
“Para Sempre” é imortal, é o divinamente lembrado, aquilo que sempre carregaremos conosco, por mais desavenças, mais conturbado que seja a nossa travessia do oceano, ou mesmo por mais distantes que se encontrem os diferentes continentes. “Para Sempre” é manter a vontade de estar junto, mesmo passado muito tempo do primeiro encontro, “Para Sempre” é sempre estar novo para aquela década que marcou-se no tempo. “Para Sempre” é notar o sorriso, mesmo não havendo sorrisos, é notar que é possível que ele apareça, independente das situações.
Para se ter mais do que já se teve, normalmente soma-se o valor de um, assim como mais uma cereja, mais um abraço, mais um beijo, assim não temos somente aquilo que desejamos, e sim aquilo tudo e mais um. Possessivo? Parece sim, entretanto possessivos são os sonhos dos apaixonados.
Possessivo é pensar em seqüestrar-te e enclausura-te em meus braços para sempre, é quere-te no café da manhã, na tarde, na noite, e que isto nunca acabe. Ser possessivo é sentir ciúmes do ar que te acolhe, da luz que te ilumina, ser possessivo é manter-te gravada em minha memória em momentos difíceis.
Possessivo é escrever-te palavras e palavras que talvez nunca irás escutar, é fazer poemas que nunca serão recitados, é imaginar cenários que nunca acontecerão, é sonhar e sonhar, daqueles sonhos que não se acordam.
Possessivo é ter-te para todo o sempre, aliás, amar-te para todo o sempre mais um.
Tudo aquilo que se aprisiona no tempo, denomina-se passado, onde as lembranças são boas ou penumbras que desejamos esquecer, ou mesmo aprisionamos o nosso futuro em nossos pensamentos, assim como o Sol escolhe o tempo da manhã e do dia, e a Lua o tempo da noite e do escuro, são pré-definidos estes períodos de tempo. Não se contesta. Ele Brilha, e ela Irradia, e ponto.
O tempo é coletivo vive-se acompanhado, desfrutando cada unidade de tempo sendo ela qual for, com estrelas ou com nuvens, com chuvas ou com ventos... Por vezes o tempo é contabilizado em horas, porém em outros momentos as horas são pouco e damos à ela os dias, por outras vezes, ela é eterna, e as resumimos em segundos inimagináveis.
O desejo é que em instantes preciosos o tempo não passe, fiquei estático ao ponto de tudo que se passa pelo mundo lá fora, que deixamos de viver simplesmente para estar com o melhor sentimento do mundo, continue a seguir teu rumo, porém sem notar o seu devido valor, pois toda a riqueza que desejamos naquele momento simplesmente é este o sorriso e o coração que te acompanha naquele momento.
Assim aquilo que é eterno, dura o tempo necessário para ser inesquecível, mas não para ser imortal, e durar para sempre. O que é o “Para Sempre” então? Já que nada se perdura neste período de tempo?
“Para Sempre” é imortal, é o divinamente lembrado, aquilo que sempre carregaremos conosco, por mais desavenças, mais conturbado que seja a nossa travessia do oceano, ou mesmo por mais distantes que se encontrem os diferentes continentes. “Para Sempre” é manter a vontade de estar junto, mesmo passado muito tempo do primeiro encontro, “Para Sempre” é sempre estar novo para aquela década que marcou-se no tempo. “Para Sempre” é notar o sorriso, mesmo não havendo sorrisos, é notar que é possível que ele apareça, independente das situações.
Para se ter mais do que já se teve, normalmente soma-se o valor de um, assim como mais uma cereja, mais um abraço, mais um beijo, assim não temos somente aquilo que desejamos, e sim aquilo tudo e mais um. Possessivo? Parece sim, entretanto possessivos são os sonhos dos apaixonados.
Possessivo é pensar em seqüestrar-te e enclausura-te em meus braços para sempre, é quere-te no café da manhã, na tarde, na noite, e que isto nunca acabe. Ser possessivo é sentir ciúmes do ar que te acolhe, da luz que te ilumina, ser possessivo é manter-te gravada em minha memória em momentos difíceis.
Possessivo é escrever-te palavras e palavras que talvez nunca irás escutar, é fazer poemas que nunca serão recitados, é imaginar cenários que nunca acontecerão, é sonhar e sonhar, daqueles sonhos que não se acordam.
Possessivo é ter-te para todo o sempre, aliás, amar-te para todo o sempre mais um.
Inverno
O calor de Verão irradiado pelos corações caem como imóveis sentimentos mortos em um Outono atípico, as flores de esperança são congeladas pelas gotas de lágrimas gélidas que queimam como fagulhas de um orvalho ao primeiro sinal de raios de luz de um certo astro-rei do amor.
As vozes soam como infernais palavras que nos ferem como metralhadoras destravadas e sem piedade, não há feridos sobreviventes, não há mais nada além daquilo que não conseguimos ver, ou seja, o nosso próprio abismo, a nossa própria escuridão.
O frio deste Inverno interno, que transpassa para todos aqueles que nos rodeiam, que querem nos amar, assim paralisa, sem nenhuma hipótese de ação ou de reação, só afastamento, de nós para com tudo o que nós criamos. Não há guerras, pois não há exércitos, não há nações, não há conquistas. Há um certo amor, aliás, crê-se que havia este certo amor. Que se foi. Ou não se apresenta mais.
Todas aquelas palavras de afeto que fizeram um rígido alicerce, em que nos embasamos para construir isto que denominávamos vida se esvaeceram ao conjunto de ventos, de diversas direções, de diversos nomes, de diversas origens e intensidades, que unidos geraram um devastador furacão que fez tudo cair em vazio, ao chão, onde apenas destroços foram deixados espalhados, formando um imenso quebra – cabeça de memórias sem nenhuma lógica de solução.
A confusão dos astros, dos deuses, das pessoas e dos seres, por mais que digam que a confusão das estações deste teu, que se diz teu ano, tua vida, teus sentimentos, não é entendido. Não há proteção a não ser não deixar que mais palavras, que jogadas ao vento se façam de armas, ou de redes que continuam a capturar traços de esperança, ou de angústia aos sonhos.
Por mais lindo que seja a vida, aparecem dias de inverno, em que sendo com raios de Luz que fazem brilhar e dar um ar tão romântico ao cenário, não aparece sonhadores para desfrutá-lo. Há apenas palavras que servem como proteção, muita proteção, ou mesmo a ausência de palavras para gerar a dúvida, que não derrete com aquilo que lhe esquentaria novamente, assim sufocando como avalanches, e eliminando qualquer vestígio de se reaver um sorriso.
Pelo tempo, tudo aquilo que vimos e presenciamos e vivemos somem e assim quando ao Inverno interior, por instinto passamos a ganhar singelas e eficazes asas, e assim como andorinhas passamos a partir em busca de um novo Verão, mesmo que tão distante, e pouco similar com o apaixonante local que passamos a chamar de Lar, porém que se tornou irreconhecível simplesmente pela gélida presença deste inverno.
Assim somente um persistente, um real apaixonado por aquilo que construiu e que ainda mantém aqueles sonhos, com a expectativa de um dia se tornar realidade, persiste, tece mais uma camada de amor, mais uma camada de esperança para acolher-se, e por que não encolher-se ao ponto de que o calor passe por despercebido ao frio intenso e assim possa ainda manter a chama daquele amor acesa. Para que ela sempre dure. Para sempre. Para sempre mais um.
As vozes soam como infernais palavras que nos ferem como metralhadoras destravadas e sem piedade, não há feridos sobreviventes, não há mais nada além daquilo que não conseguimos ver, ou seja, o nosso próprio abismo, a nossa própria escuridão.
O frio deste Inverno interno, que transpassa para todos aqueles que nos rodeiam, que querem nos amar, assim paralisa, sem nenhuma hipótese de ação ou de reação, só afastamento, de nós para com tudo o que nós criamos. Não há guerras, pois não há exércitos, não há nações, não há conquistas. Há um certo amor, aliás, crê-se que havia este certo amor. Que se foi. Ou não se apresenta mais.
Todas aquelas palavras de afeto que fizeram um rígido alicerce, em que nos embasamos para construir isto que denominávamos vida se esvaeceram ao conjunto de ventos, de diversas direções, de diversos nomes, de diversas origens e intensidades, que unidos geraram um devastador furacão que fez tudo cair em vazio, ao chão, onde apenas destroços foram deixados espalhados, formando um imenso quebra – cabeça de memórias sem nenhuma lógica de solução.
A confusão dos astros, dos deuses, das pessoas e dos seres, por mais que digam que a confusão das estações deste teu, que se diz teu ano, tua vida, teus sentimentos, não é entendido. Não há proteção a não ser não deixar que mais palavras, que jogadas ao vento se façam de armas, ou de redes que continuam a capturar traços de esperança, ou de angústia aos sonhos.
Por mais lindo que seja a vida, aparecem dias de inverno, em que sendo com raios de Luz que fazem brilhar e dar um ar tão romântico ao cenário, não aparece sonhadores para desfrutá-lo. Há apenas palavras que servem como proteção, muita proteção, ou mesmo a ausência de palavras para gerar a dúvida, que não derrete com aquilo que lhe esquentaria novamente, assim sufocando como avalanches, e eliminando qualquer vestígio de se reaver um sorriso.
Pelo tempo, tudo aquilo que vimos e presenciamos e vivemos somem e assim quando ao Inverno interior, por instinto passamos a ganhar singelas e eficazes asas, e assim como andorinhas passamos a partir em busca de um novo Verão, mesmo que tão distante, e pouco similar com o apaixonante local que passamos a chamar de Lar, porém que se tornou irreconhecível simplesmente pela gélida presença deste inverno.
Assim somente um persistente, um real apaixonado por aquilo que construiu e que ainda mantém aqueles sonhos, com a expectativa de um dia se tornar realidade, persiste, tece mais uma camada de amor, mais uma camada de esperança para acolher-se, e por que não encolher-se ao ponto de que o calor passe por despercebido ao frio intenso e assim possa ainda manter a chama daquele amor acesa. Para que ela sempre dure. Para sempre. Para sempre mais um.
Era Retrógrada
Pensamos que constantemente crescemos, e que assim, grandes, passamos a evoluir, entretanto continuamos nesta era Paleolítica de tudo, onde cada um tem o teu dever, direito, e assim se vive. A razão é dada por questão do destino. O coração por questão do tempo.
Nada mudou e nada pode ser mudado, a visão de uma democracia silenciosa e paraplégica ainda domina sobre todos e o que nos basta é simplesmente ouvir, murmurar e calar-mos, independente de nossas línguas estarem afiadas, e nossas mentes prontas, não adianta termos a fórmula da pólvora, sendo que quem domina o fogo não somos nós.
Apresentar um diploma, dois ou mais, ainda é visto como se fosse um mero papel utilizado a limpar as nossas necessidades biológicas, ou seja, passar na bunda, onde todos querem apresentar o “papel” e seres taxados como “soft”, “ultra-fino”, porém ainda concordam em furar as hemorróidas com pregos e arames farpados.
Ainda acreditam que assim são felizes.
Geladeira e cama são os principais móveis da casa, sala e quarto os principais cômodos, porém ninguém dispensa o banheiro e as pornografias da TV.
Ter filho, se torna como gripe, pega-se uma vez ao ano, e ainda se sentem felizes por serem paparicados a cada “nova boa vinda”, o choro, manhas e berros, são curados com tapas na boca dos bacuris desdentados.
Comida? Arroz e feijão, se tem. São os alimentos saudáveis, sem contar com umas “saidinhas” para conseguir os ovos de uma certa “galinha” da esquina, para caprichar no prato.
Aceitar tudo isto, passou a ser questão de acomodação.
O voto, nosso legítimo “poder”, passou a ser um pretexto para sair e visitar parentes e ganhar brindes, assim este sendo tão secreto quanto certos programas de fofoca na Televisão, onde por mais ou menos inauguram novos programas humorísticos com a nossa própria vida como uma das protagonistas esquecidas.
E por fim de tudo...
As lamentações tornam-se a soar como hinos, com um fundo musical de choro e pedidos de misericórdia que são “cantados” a cada amanhecer entristecedor e só terminam quando o sol se esconde e a Lua, que imaginária aos nossos olhos fechados para sonhar, enquanto uma risada irônica e cínica acorda aqueles que não se deitam em travesseiros de penas de ganso.
Nada mudou e nada pode ser mudado, a visão de uma democracia silenciosa e paraplégica ainda domina sobre todos e o que nos basta é simplesmente ouvir, murmurar e calar-mos, independente de nossas línguas estarem afiadas, e nossas mentes prontas, não adianta termos a fórmula da pólvora, sendo que quem domina o fogo não somos nós.
Apresentar um diploma, dois ou mais, ainda é visto como se fosse um mero papel utilizado a limpar as nossas necessidades biológicas, ou seja, passar na bunda, onde todos querem apresentar o “papel” e seres taxados como “soft”, “ultra-fino”, porém ainda concordam em furar as hemorróidas com pregos e arames farpados.
Ainda acreditam que assim são felizes.
Geladeira e cama são os principais móveis da casa, sala e quarto os principais cômodos, porém ninguém dispensa o banheiro e as pornografias da TV.
Ter filho, se torna como gripe, pega-se uma vez ao ano, e ainda se sentem felizes por serem paparicados a cada “nova boa vinda”, o choro, manhas e berros, são curados com tapas na boca dos bacuris desdentados.
Comida? Arroz e feijão, se tem. São os alimentos saudáveis, sem contar com umas “saidinhas” para conseguir os ovos de uma certa “galinha” da esquina, para caprichar no prato.
Aceitar tudo isto, passou a ser questão de acomodação.
O voto, nosso legítimo “poder”, passou a ser um pretexto para sair e visitar parentes e ganhar brindes, assim este sendo tão secreto quanto certos programas de fofoca na Televisão, onde por mais ou menos inauguram novos programas humorísticos com a nossa própria vida como uma das protagonistas esquecidas.
E por fim de tudo...
As lamentações tornam-se a soar como hinos, com um fundo musical de choro e pedidos de misericórdia que são “cantados” a cada amanhecer entristecedor e só terminam quando o sol se esconde e a Lua, que imaginária aos nossos olhos fechados para sonhar, enquanto uma risada irônica e cínica acorda aqueles que não se deitam em travesseiros de penas de ganso.
Amo-te
Palavras, apenas palavras, simples letras, unidas que tentam descrever um dos mais sublimes, belos e intensos sentimentos, cujo mesmo o ser humano, racional, não foi capaz de descreve-lo, decifrá-lo. Se este sentimento é tão enorme, por qual motivo foi apenas denominado, foi resumido por, simplesmente, “AMOR’? Qual o verdadeiro amor?
Se há vários caminhos para chegar a um mesmo objetivo, como e por qual motivo é tão difícil dizer “Amo-te!”?
Diversas pessoas tentam, procuram, vasculham vestígios históricos, filosóficos, até mesmo biológicos que definam-no, que expliquem-no, porém nem o maior e melhor “histórico filósofo das artes biológicas” não os definiu, apenas, em comunhão de várias outras idéias, apelidou este nobre sentimento de amor.
Algumas imposições a respeito do assunto não o definem, apenas tentam compara-lo com fatos, visões, paisagens, entretanto, ainda, não se encontra o sentido, por mais obscuro e fascinante que seja, o sentido da palavra amor.
Conhece-se músicas, artes, poesias, porém simples tentativas, sem o devido êxito, tentativas grandiosas e gloriosas de descrever o que é o amor, que, ainda, continua a ser um mistério desejado.
Muitos dos vestígios dizem que o amor é algo onde a mente manipule o corpo, com as reações tipicamente inesperadas, porém deliciosamente desfrutadas, inesquecíveis, por ambas as partes, sentimento mútuo, uma troca de confidências, de atos, de gestos imersos sobre o gigantesco oceano do amor.
Esteticamente, este nobre sentimento, perfeito, pode ser confundido com paixão, atração e um simples desejo de união, porém o amor, segundo os moldes históricos, é nobre , fiel e conselheiro, tecendo em seus finos fios dourados, intensamente luminosos, indignos de serem olhados por simples seres não amantes, cujo o emaranhado desses fios mostram os fatos que leva-se a crer que apenas o amor prevalece.
Livros, peças de teatros, novelas dizem do amor, algo inacabável, quando despertado, há apenas um final, o final feliz, onde os apaixonados ficam juntos e, eternamente, desfrutarão deste sentimento, sobressaindo, até mesmo, sobre a morte.
Por fim, amor, isoladamente analisado, pode ser apenas um sentimento cativante entre duas pessoas, porém para estas duas pessoas, apaixonadas, não há um significado completo, uma ideologia concluída a esse respeito, levando-nos a acreditar que o amor surge, não para ser decifrado, mas sim para ser vivido e desfrutado.
Não há maior declaração de amor para ti, simplesmente, AMO-TE...
Se há vários caminhos para chegar a um mesmo objetivo, como e por qual motivo é tão difícil dizer “Amo-te!”?
Diversas pessoas tentam, procuram, vasculham vestígios históricos, filosóficos, até mesmo biológicos que definam-no, que expliquem-no, porém nem o maior e melhor “histórico filósofo das artes biológicas” não os definiu, apenas, em comunhão de várias outras idéias, apelidou este nobre sentimento de amor.
Algumas imposições a respeito do assunto não o definem, apenas tentam compara-lo com fatos, visões, paisagens, entretanto, ainda, não se encontra o sentido, por mais obscuro e fascinante que seja, o sentido da palavra amor.
Conhece-se músicas, artes, poesias, porém simples tentativas, sem o devido êxito, tentativas grandiosas e gloriosas de descrever o que é o amor, que, ainda, continua a ser um mistério desejado.
Muitos dos vestígios dizem que o amor é algo onde a mente manipule o corpo, com as reações tipicamente inesperadas, porém deliciosamente desfrutadas, inesquecíveis, por ambas as partes, sentimento mútuo, uma troca de confidências, de atos, de gestos imersos sobre o gigantesco oceano do amor.
Esteticamente, este nobre sentimento, perfeito, pode ser confundido com paixão, atração e um simples desejo de união, porém o amor, segundo os moldes históricos, é nobre , fiel e conselheiro, tecendo em seus finos fios dourados, intensamente luminosos, indignos de serem olhados por simples seres não amantes, cujo o emaranhado desses fios mostram os fatos que leva-se a crer que apenas o amor prevalece.
Livros, peças de teatros, novelas dizem do amor, algo inacabável, quando despertado, há apenas um final, o final feliz, onde os apaixonados ficam juntos e, eternamente, desfrutarão deste sentimento, sobressaindo, até mesmo, sobre a morte.
Por fim, amor, isoladamente analisado, pode ser apenas um sentimento cativante entre duas pessoas, porém para estas duas pessoas, apaixonadas, não há um significado completo, uma ideologia concluída a esse respeito, levando-nos a acreditar que o amor surge, não para ser decifrado, mas sim para ser vivido e desfrutado.
Não há maior declaração de amor para ti, simplesmente, AMO-TE...
Uma história
Certa fábula narra a terrível e apaixonante história de um Sol, onde este Sol se apaixonara por uma Lua, assim como distâncias incontáveis os separavam, o Sol sempre despertava, e fazia e florescia as maiorias das manhãs, todo aquele encantamento de esperança que rodeia os apaixonados, onde ele preparava todo o cenário, com a expectativa de que naquele dia a encontraria. E assim o fazia todas às vezes, todos os dias, ou em grande parte deles.
Transpassava o horizonte, as linhas imaginárias do homem, ofuscavam os olhos dos seres, esquentava os corpos, fazia alegria e irradiava vida às plantas, e ao final do teu dia, mesmo percebendo que aquele dia não mais a veria, deixava seu expediente, com o mais magnífico por do sol, como se fosse um convite, um bilhete de recado para a tua amada, que posteriormente reinaria naquele mesmo cenário, acompanhada de inúmeras estrelas.
Assim se prosseguia, as nuvens acalmavam as suas lágrimas de dor, os ventos dispersavam os seus gritos de ódio. A chuva fazia a desaguar tuas mágoas e tua solidão, que enchiam lagos, corriam rios e o refletiam naquele instante, e ironicamente, a refletiam posteriormente..
Algumas vezes se sentia feliz, havia encontrado o teu amor, assim ficava mesmo que por alguns instantes, mesmo que por um eclipse, mesmo que assim colocasse o desespero daqueles que temem as sombras, sombra esta que nem percebia que apagava o mundo, e o dia de Sol, se apagara com a Lua, sua amada.
A luz que ele irradiava se concentrava como em um abraço mais do que apaixonado, a tua Luz, que por algumas vezes era amada de verdade, e não invejada por entre todas as estrelas. Era o amor.
Ela triunfante sobre o negro da noite, maestrava as idas e vindas das ondas, fazia com que as marés beijassem cada vez mais as areias, fizessem com que os poetas ofertassem poemas, e os amantes desejassem mais uma noite. Assim era a dedicação dela ao Sol.
Ela, por muitas vezes sorridente, pois também mantinha a esperança de encontra-lo, assim como algumas vezes se colocava a chorar, e ao seu horizonte, como travesseiro, desmoronava aos prantos, e ao cair da noite, sempre amparava-se pelos raios acolhedores do Sol.
Algumas noites solitárias, a Lua murmurava palavras de amor onde cometas se faziam de seus mensageiros procurando por notícias dele, algumas estrelas se mantinham a brilhar tão intensamente, para deixar os recados da apaixonada Lua, ao todo imponente fragilizado Sol.
Assim a história diz. Constantemente o sol ilumina a Lua, para guiá-la e mostrá-la que ele a ama, e ela fica envergonhada, e nem se mostra, em outras circunstâncias demonstra um sorriso sublime e encantador. Outras vezes fica cheia de orgulho e apresenta feliz, radiante pelos raios de amor. As lembranças fecham as fases, com uma saudosa despedida.
Assim narrava esta história...
Distante ainda há amor, mesmo que em algumas vezes este amor ao se encontrar apague tudo ao redor, há aquela chama que ascende o coração, e o faz crer que todos os caminhos percorridos ainda o fará lembrar da amada.
Transpassava o horizonte, as linhas imaginárias do homem, ofuscavam os olhos dos seres, esquentava os corpos, fazia alegria e irradiava vida às plantas, e ao final do teu dia, mesmo percebendo que aquele dia não mais a veria, deixava seu expediente, com o mais magnífico por do sol, como se fosse um convite, um bilhete de recado para a tua amada, que posteriormente reinaria naquele mesmo cenário, acompanhada de inúmeras estrelas.
Assim se prosseguia, as nuvens acalmavam as suas lágrimas de dor, os ventos dispersavam os seus gritos de ódio. A chuva fazia a desaguar tuas mágoas e tua solidão, que enchiam lagos, corriam rios e o refletiam naquele instante, e ironicamente, a refletiam posteriormente..
Algumas vezes se sentia feliz, havia encontrado o teu amor, assim ficava mesmo que por alguns instantes, mesmo que por um eclipse, mesmo que assim colocasse o desespero daqueles que temem as sombras, sombra esta que nem percebia que apagava o mundo, e o dia de Sol, se apagara com a Lua, sua amada.
A luz que ele irradiava se concentrava como em um abraço mais do que apaixonado, a tua Luz, que por algumas vezes era amada de verdade, e não invejada por entre todas as estrelas. Era o amor.
Ela triunfante sobre o negro da noite, maestrava as idas e vindas das ondas, fazia com que as marés beijassem cada vez mais as areias, fizessem com que os poetas ofertassem poemas, e os amantes desejassem mais uma noite. Assim era a dedicação dela ao Sol.
Ela, por muitas vezes sorridente, pois também mantinha a esperança de encontra-lo, assim como algumas vezes se colocava a chorar, e ao seu horizonte, como travesseiro, desmoronava aos prantos, e ao cair da noite, sempre amparava-se pelos raios acolhedores do Sol.
Algumas noites solitárias, a Lua murmurava palavras de amor onde cometas se faziam de seus mensageiros procurando por notícias dele, algumas estrelas se mantinham a brilhar tão intensamente, para deixar os recados da apaixonada Lua, ao todo imponente fragilizado Sol.
Assim a história diz. Constantemente o sol ilumina a Lua, para guiá-la e mostrá-la que ele a ama, e ela fica envergonhada, e nem se mostra, em outras circunstâncias demonstra um sorriso sublime e encantador. Outras vezes fica cheia de orgulho e apresenta feliz, radiante pelos raios de amor. As lembranças fecham as fases, com uma saudosa despedida.
Assim narrava esta história...
Distante ainda há amor, mesmo que em algumas vezes este amor ao se encontrar apague tudo ao redor, há aquela chama que ascende o coração, e o faz crer que todos os caminhos percorridos ainda o fará lembrar da amada.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Construí um mundo...
Voei até a Lua e criei um mundo dentro de mim mesmo, criei poemas, sons, cenários com as palavras pelas quais eu brinco fazendo uma história que muitos queriam sonhar em escrevê-la, desenhei todo o contorno, todo o relevo e todo os mistérios, subi em colinas e desci em vales atravessei céus e infernos procurando retoques e novas cores, novas nuanças e esperanças.
Às borboletas dei-lhe asas e as asas forneci o movimento, fui sutil e suave com as nuvens e delicadeza eu depositei como em plumas. Coloquei em tudo o ardor de um soluço, a toda a inocência das lágrimas. Dediquei um toque todo especial para as coisas mais simples e para aquelas menos intencionais.
Descrevi caminhos, obstáculos, cavernas e templos, dentre cada qual todo o seu toque especial, de cor, vida e personalidade, coloquei as chuvas para pudessem limpar os cenários em aquarela, para que posteriormente pudesse tornar de cor com sorrisos que irradiam inúmeras cores por este que chamo de sol e que faz tudo florescer novamente.
Coloquei magos, magias, feitiços e encantos, dei nomes às estrelas, feições às flores, mas não me esqueci dos sonhos. E para cada sonho, desenhei cuidadosamente obstáculos para visualizar qualquer que sejam os cenários, para que assim se possa ter o livre arbítrio de realizar escolhas. Desenhei os ventos e dei-lhes vozes.
Criei a Luz, assim como dei vida às sombras, dei graciosidade aos Anjos e um tanto de audácia aos demônios e maquiavelicamente forneci âncora aos barcos, ninhos aos pássaros e amor aos viajantes.
Depositei toda confiança na afeição profunda, no objeto desta afeição, confidenciei ao conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto afetivo aquilo que denominei AMOR.
Segui os passos de Manual Bandeira e coloquei a "Paixão dos suicidas que se matam sem explicação", mas não para se matarem, mas sim para se apaixonarem perdidamente, assim como o fiz.
Agarrei-me à saudade e a depositei em cada canto, em cada fresta e fenestra, em cada foto, em cada lembrança, em cada parte.
Por fim, depois de modelar em vida, postei-me a olhar os cenários, desfrutar dos sentimentos, sentindo todos os sons que foram derramados ao ar e caminhando cautelosamente pelo meu próprio olhar, perdido em uma charada desta história, deste mundo.
Por uma praia intacta pisei na areia suave, que não me irritava aos olhos, e me sentei defronte ao mar. E pelo último toque e retoque, coloquei o tempo. As ondas vinham e iam quando, com um graveto na areia, gravei Vinicius de Moraes: “Quero vivê-la a cada vão momento, que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja eterno enquanto dure”, e tais ondas acabaram por levar estas palavras, dissolvidas à deriva por entre as lembranças que inquietam o coração.Postei-me em silêncio para decifrar o que criei e dentro deste Mundo, nasci.
Às borboletas dei-lhe asas e as asas forneci o movimento, fui sutil e suave com as nuvens e delicadeza eu depositei como em plumas. Coloquei em tudo o ardor de um soluço, a toda a inocência das lágrimas. Dediquei um toque todo especial para as coisas mais simples e para aquelas menos intencionais.
Descrevi caminhos, obstáculos, cavernas e templos, dentre cada qual todo o seu toque especial, de cor, vida e personalidade, coloquei as chuvas para pudessem limpar os cenários em aquarela, para que posteriormente pudesse tornar de cor com sorrisos que irradiam inúmeras cores por este que chamo de sol e que faz tudo florescer novamente.
Coloquei magos, magias, feitiços e encantos, dei nomes às estrelas, feições às flores, mas não me esqueci dos sonhos. E para cada sonho, desenhei cuidadosamente obstáculos para visualizar qualquer que sejam os cenários, para que assim se possa ter o livre arbítrio de realizar escolhas. Desenhei os ventos e dei-lhes vozes.
Criei a Luz, assim como dei vida às sombras, dei graciosidade aos Anjos e um tanto de audácia aos demônios e maquiavelicamente forneci âncora aos barcos, ninhos aos pássaros e amor aos viajantes.
Depositei toda confiança na afeição profunda, no objeto desta afeição, confidenciei ao conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto afetivo aquilo que denominei AMOR.
Segui os passos de Manual Bandeira e coloquei a "Paixão dos suicidas que se matam sem explicação", mas não para se matarem, mas sim para se apaixonarem perdidamente, assim como o fiz.
Agarrei-me à saudade e a depositei em cada canto, em cada fresta e fenestra, em cada foto, em cada lembrança, em cada parte.
Por fim, depois de modelar em vida, postei-me a olhar os cenários, desfrutar dos sentimentos, sentindo todos os sons que foram derramados ao ar e caminhando cautelosamente pelo meu próprio olhar, perdido em uma charada desta história, deste mundo.
Por uma praia intacta pisei na areia suave, que não me irritava aos olhos, e me sentei defronte ao mar. E pelo último toque e retoque, coloquei o tempo. As ondas vinham e iam quando, com um graveto na areia, gravei Vinicius de Moraes: “Quero vivê-la a cada vão momento, que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja eterno enquanto dure”, e tais ondas acabaram por levar estas palavras, dissolvidas à deriva por entre as lembranças que inquietam o coração.Postei-me em silêncio para decifrar o que criei e dentro deste Mundo, nasci.
Feliz Aniversário!
Não há nada além dos bolos, velas e festas. Nada além das diversas cores e encantadoras luzes. Nada além de sorrisos e alegrias. Nada que contagie e irradie como os misteriosos embrulhos e os divinos presentes. Não há nada disto. Há o silêncio.
Todo aquele fulgor característico, toda aquela expectativa desta data festiva, da comemoração desta data festiva e minimizado e passado por desapercebido pela ausência da pessoa que comemora esta tão especial data. Pela eterna distancia entre o coração daquele que sonha, que se ilude, que se torna estático apenas ao notar algo rotineiro que o chama atenção e o leva a lembranças, com o palpitar de um coração em que não se sente, que não se ouve, que não se nota, apenas se sonha.
Amor este que angustia, aquieta e aperta em um suspiro único.
Ainda mais, nesta data, o coração coordena os demais órgãos, e a emoção predomina sobre a razão, e conduz o corpo a percorrer pelas mais frias e desertas ruas, dita aos olhos procurar pelos cantos mais cinzentos daquela praça, e ao notar a locomotiva, estática como se estivesse esperando com que voltasse à vida, os a mente projeta uma ilusão onde, guiado pelos trilhos dos sonhos, esta locomotiva entregue o amor, que um dia havia me despedido.
Me congelo friamente, e este flagelo me acorda demonstrando que naquele cenário não há locomotivas de reencontros, a não ser um amontoado de ferro frio e gélido, estático, apenas um monumento, há vida, porém apenas do vento de uma noite que adoece os desprotegidos, e que nos trancafia em nosso casulo. Há o movimento da poeira e areia que irritam os olhos de quem custa a enxergar esta ausência tua.
Creio que não há embrulhos a não ser o meu abraço, que lhe envolveria, acredito que não há enfeites exceto o meu sorriso ao notar a tua real presença e o teu contato, o teu cheiro e os teus olhos, pelos quais eu costumeiramente sonhava, e me irradiava de tanta alegria. Não há presente maior do que fazer valer tudo aquilo que já foi dito, onde o amor não se postará a calar-se. E ao encontro do coração inquieto que freneticamente procura-te. Ao silêncio da tua espera.
Um feliz aniversário calado, quieto, mas não por esquecer-te, mas sim pelo receio de que o meu silêncio apresente-se tão desejado quanto qualquer outro presente que tu poderias receber.
Feliz Aniversário
Todo aquele fulgor característico, toda aquela expectativa desta data festiva, da comemoração desta data festiva e minimizado e passado por desapercebido pela ausência da pessoa que comemora esta tão especial data. Pela eterna distancia entre o coração daquele que sonha, que se ilude, que se torna estático apenas ao notar algo rotineiro que o chama atenção e o leva a lembranças, com o palpitar de um coração em que não se sente, que não se ouve, que não se nota, apenas se sonha.
Amor este que angustia, aquieta e aperta em um suspiro único.
Ainda mais, nesta data, o coração coordena os demais órgãos, e a emoção predomina sobre a razão, e conduz o corpo a percorrer pelas mais frias e desertas ruas, dita aos olhos procurar pelos cantos mais cinzentos daquela praça, e ao notar a locomotiva, estática como se estivesse esperando com que voltasse à vida, os a mente projeta uma ilusão onde, guiado pelos trilhos dos sonhos, esta locomotiva entregue o amor, que um dia havia me despedido.
Me congelo friamente, e este flagelo me acorda demonstrando que naquele cenário não há locomotivas de reencontros, a não ser um amontoado de ferro frio e gélido, estático, apenas um monumento, há vida, porém apenas do vento de uma noite que adoece os desprotegidos, e que nos trancafia em nosso casulo. Há o movimento da poeira e areia que irritam os olhos de quem custa a enxergar esta ausência tua.
Creio que não há embrulhos a não ser o meu abraço, que lhe envolveria, acredito que não há enfeites exceto o meu sorriso ao notar a tua real presença e o teu contato, o teu cheiro e os teus olhos, pelos quais eu costumeiramente sonhava, e me irradiava de tanta alegria. Não há presente maior do que fazer valer tudo aquilo que já foi dito, onde o amor não se postará a calar-se. E ao encontro do coração inquieto que freneticamente procura-te. Ao silêncio da tua espera.
Um feliz aniversário calado, quieto, mas não por esquecer-te, mas sim pelo receio de que o meu silêncio apresente-se tão desejado quanto qualquer outro presente que tu poderias receber.
Feliz Aniversário
sexta-feira, 8 de maio de 2009
A Onda Favorita
Antes que o vento cesse, antes que as pessoas se esqueçam, antes de todas as tardes e posteriormente a todas as noites, um amanhecer que desvenda mais do que apenas o sol, o voar matinal dos primeiros pássaros daquela terra, muito mais do que aqueles simples momentos. Criamos tudo neste instante, então criemos. Descrevamos.
De todas as emoções, pessoas, sentimentos e sensações, descrever aquilo que mais fascina, ou que ultimamente tem fascinado não é algo simples. Mas é gratificante saber o que realmente se pensa, ou do que se faz pensar sobre o descrito.
De qualquer maneira que me pedissem para descrever. Apaixonaria-me.
Me apaixonaria recorrentemente em todo este mar, por esta Onda, que surge serena, onde não se notava sua real magnitude, e vai crescendo na medida que mais próximo de ti se encontra, crescendo e encantando pela forma, pela beleza, por toda esta essência, que ao chegar perto de ti, perto o bastante para fechar-te os olhos, e lhe faz despedir-se daquilo que você mesmo considera como o chão, passas a flutuar e se deixa levar, mesmo que por alguns maravilhosos instantes.
Seria como se me pedissem para idealizar alguém, onde consulto em diversas fontes, os atributos mais belos, as mais suaves curvas e linhas, os mais sensíveis traços, e de uma nuvem, algo que ainda apenas sonhamos. Um sonhador constante, assim me descreve ao ato de fechar meus olhos, ou ao ato de olhar para a face das pessoas e não vê-las. Enxergar você, nesta minha perfeição.
Ao pedido para pintar um quadro, desejaria as cores mais vivas, intrigantes, vibrantes, onde tal obra de arte não desejaria aprisioná-la em uma moldura, pintaria aos suaves toques, e na maciez das pontas dos pincéis em todos os meus cenários, no asfalto para seguir-me, nas paredes para contemplar-me, no céu para que possas chover e me tomar por inteiro. Seria o vento para um constante abraço, a brisa na minha face para repetitivos beijos.
Se assim o fosse fazer poesias, as palavras se aperfeiçoariam como em uma apresentação final de qualquer evento, e de tão talentosas apresentariam um sincronismo todo especial, onde as rimas mais do que qualificadas fascinariam os leitores assim como o meu coração é fascinado ao sentir toda esta euforia e desejo. Seria intenso como o brilho de uma lua, um feixe de essência que ascende uma chama de amor.
E esta onda usufrui do teu pensar, do teu agir e de teu corpo, deixando-o a deriva desta vasta e preservada reserva das emoções, aconchegado pelo amor, assim esta onda quebra, estrondosamente libertando todo o fulgor presente dentro de si mesma, que se encontrava enclausurada como as gotas de orvalho no aconchego das pétalas de uma bela e saudosa rosa, que recebe o maravilhoso beijo de uma garota. E de dentro de si, libera ao mundo as espumas de todo aquele sentimento que você deixou-se levar.
Após a partida desta onda, um devaneio do pensamento, ou um sonho interrompido, você permanece, imóvel, como se esperando que alguma onda similar lhe leve aos sonhos e desejos. Mesmo sabendo que a encantadora Onda Favorita é Única.
De todas as emoções, pessoas, sentimentos e sensações, descrever aquilo que mais fascina, ou que ultimamente tem fascinado não é algo simples. Mas é gratificante saber o que realmente se pensa, ou do que se faz pensar sobre o descrito.
De qualquer maneira que me pedissem para descrever. Apaixonaria-me.
Me apaixonaria recorrentemente em todo este mar, por esta Onda, que surge serena, onde não se notava sua real magnitude, e vai crescendo na medida que mais próximo de ti se encontra, crescendo e encantando pela forma, pela beleza, por toda esta essência, que ao chegar perto de ti, perto o bastante para fechar-te os olhos, e lhe faz despedir-se daquilo que você mesmo considera como o chão, passas a flutuar e se deixa levar, mesmo que por alguns maravilhosos instantes.
Seria como se me pedissem para idealizar alguém, onde consulto em diversas fontes, os atributos mais belos, as mais suaves curvas e linhas, os mais sensíveis traços, e de uma nuvem, algo que ainda apenas sonhamos. Um sonhador constante, assim me descreve ao ato de fechar meus olhos, ou ao ato de olhar para a face das pessoas e não vê-las. Enxergar você, nesta minha perfeição.
Ao pedido para pintar um quadro, desejaria as cores mais vivas, intrigantes, vibrantes, onde tal obra de arte não desejaria aprisioná-la em uma moldura, pintaria aos suaves toques, e na maciez das pontas dos pincéis em todos os meus cenários, no asfalto para seguir-me, nas paredes para contemplar-me, no céu para que possas chover e me tomar por inteiro. Seria o vento para um constante abraço, a brisa na minha face para repetitivos beijos.
Se assim o fosse fazer poesias, as palavras se aperfeiçoariam como em uma apresentação final de qualquer evento, e de tão talentosas apresentariam um sincronismo todo especial, onde as rimas mais do que qualificadas fascinariam os leitores assim como o meu coração é fascinado ao sentir toda esta euforia e desejo. Seria intenso como o brilho de uma lua, um feixe de essência que ascende uma chama de amor.
E esta onda usufrui do teu pensar, do teu agir e de teu corpo, deixando-o a deriva desta vasta e preservada reserva das emoções, aconchegado pelo amor, assim esta onda quebra, estrondosamente libertando todo o fulgor presente dentro de si mesma, que se encontrava enclausurada como as gotas de orvalho no aconchego das pétalas de uma bela e saudosa rosa, que recebe o maravilhoso beijo de uma garota. E de dentro de si, libera ao mundo as espumas de todo aquele sentimento que você deixou-se levar.
Após a partida desta onda, um devaneio do pensamento, ou um sonho interrompido, você permanece, imóvel, como se esperando que alguma onda similar lhe leve aos sonhos e desejos. Mesmo sabendo que a encantadora Onda Favorita é Única.
sábado, 2 de maio de 2009
Castelo de areia
A descrição do cenário torna-se irrelevante pela tua graciosa beleza, aquele nascer do sol refletindo nas fantásticas ondas de um mar límpido, envolvente que aparenta nesta manhã calorosa fazer um convite, um convite ao aconchego dos teus suaves suspiros.
Neste cenário, surge em cada grão, em cada pequeno detalhe, um castelo, um castelo de areia, com tuas torres com aquele feitiço de bruxas, que aprisiona a mais bela das princesas, há cavaleiros, dragões e um príncipe apaixonado que tira a tua própria vida para simplesmente conquistar, a cada dia uma torre deste castelo em busca desta tua princesa, com quem sonha.
Enfrenta os dragões, e todos os inimigos que eu coloquei no castelo, protegidos por este forte paredão, protejo-os, pois sei que necessitam de minha proteção.
Neste castelo há escadarias que nos levam aos pontos mais altos de nossa vida, mas também nos levam aos porões onde escondemos nossos medos, angústias e desesperos. Há aquele pátio central onde acontecem as apresentações de todos os sentimentos.
Uma perfeita harmonia, contagiante, pura, um lugar ideal para se viver, construído pelas minhas mãos guiadas indescritivelmente com razão pelo meu coração, e defronte deste feito, descrevo-o como poesia, onde palavras ordenadas aparecem como a brincadeira mais sadia e sensata que o homem pode fazer, surge aquele castelo.
Aquela imensidão de areia, por onde entro naquele portão central, observo as muralhas de proteção que chegam a tocar as nuvens, só ficam abaixo daquelas torres centrais, que me traz o receio de subir aquela escadaria, porém sei que ali encontrarei o meu tesouro, e não haverá maldição nem feitiço que me faça perder o amor que encontrarei ali, passo por entre os plebeus como se fosse um deles, passo como cavaleiro neste estábulo com os mais divinos e imponentes cavalos. Passo como pessoa. Apareço como um sonhador.
Lenhadores, costureiras, guerreiros, lutadores, bobos da corte, o rei, os magos, pessoas, animais, estátuas, dragões, cavaleiros, armaduras, o riacho que rodeia o castelo, os peixes, as flores, arbustos, pássaros, visões e todos os sons. Eu, o amor e a princesa, passamos a ser apenas areia.
Aquela magnífica onda chega e com um relance de imponência e tenebroso som, arrasta todo aquele sonho, e o transforma em areia e espuma, areia, espuma e movimento.
Mas não me desespero, creio que toda aquela ilusão desejada, foi tragada e dissolvida como um ataque de ciúmes deste mar, que queria todo aquele sentimento bom que eu depositei naquela escultura. E que agora está com ele, mais envolvente que todos os outros, buscando no horizonte, um contato com o céu.
Levanto-me sorrindo, dirijo-me alguns poucos passos mais distante das ondas que me chamam, e novamente me posto a iniciar um novo castelo, com toda a perfeição e dedicação que faltava. Não reproduzindo o mesmo castelo, nem os mesmos sonhos, apenas sonhando com ele. Com ela. Com tudo aquilo que o mar virá buscar mais tarde. Com todo o amor que alguma outra onda aconchegará este meu sonho, perante um novo céu alaranjado de amor da despedida, e contemplando a despedida do sol e o surgimento da lua e suas estrelas.
Buscar em forma de onda, o meu castelo de areia em forma de sonhos.
Neste cenário, surge em cada grão, em cada pequeno detalhe, um castelo, um castelo de areia, com tuas torres com aquele feitiço de bruxas, que aprisiona a mais bela das princesas, há cavaleiros, dragões e um príncipe apaixonado que tira a tua própria vida para simplesmente conquistar, a cada dia uma torre deste castelo em busca desta tua princesa, com quem sonha.
Enfrenta os dragões, e todos os inimigos que eu coloquei no castelo, protegidos por este forte paredão, protejo-os, pois sei que necessitam de minha proteção.
Neste castelo há escadarias que nos levam aos pontos mais altos de nossa vida, mas também nos levam aos porões onde escondemos nossos medos, angústias e desesperos. Há aquele pátio central onde acontecem as apresentações de todos os sentimentos.
Uma perfeita harmonia, contagiante, pura, um lugar ideal para se viver, construído pelas minhas mãos guiadas indescritivelmente com razão pelo meu coração, e defronte deste feito, descrevo-o como poesia, onde palavras ordenadas aparecem como a brincadeira mais sadia e sensata que o homem pode fazer, surge aquele castelo.
Aquela imensidão de areia, por onde entro naquele portão central, observo as muralhas de proteção que chegam a tocar as nuvens, só ficam abaixo daquelas torres centrais, que me traz o receio de subir aquela escadaria, porém sei que ali encontrarei o meu tesouro, e não haverá maldição nem feitiço que me faça perder o amor que encontrarei ali, passo por entre os plebeus como se fosse um deles, passo como cavaleiro neste estábulo com os mais divinos e imponentes cavalos. Passo como pessoa. Apareço como um sonhador.
Lenhadores, costureiras, guerreiros, lutadores, bobos da corte, o rei, os magos, pessoas, animais, estátuas, dragões, cavaleiros, armaduras, o riacho que rodeia o castelo, os peixes, as flores, arbustos, pássaros, visões e todos os sons. Eu, o amor e a princesa, passamos a ser apenas areia.
Aquela magnífica onda chega e com um relance de imponência e tenebroso som, arrasta todo aquele sonho, e o transforma em areia e espuma, areia, espuma e movimento.
Mas não me desespero, creio que toda aquela ilusão desejada, foi tragada e dissolvida como um ataque de ciúmes deste mar, que queria todo aquele sentimento bom que eu depositei naquela escultura. E que agora está com ele, mais envolvente que todos os outros, buscando no horizonte, um contato com o céu.
Levanto-me sorrindo, dirijo-me alguns poucos passos mais distante das ondas que me chamam, e novamente me posto a iniciar um novo castelo, com toda a perfeição e dedicação que faltava. Não reproduzindo o mesmo castelo, nem os mesmos sonhos, apenas sonhando com ele. Com ela. Com tudo aquilo que o mar virá buscar mais tarde. Com todo o amor que alguma outra onda aconchegará este meu sonho, perante um novo céu alaranjado de amor da despedida, e contemplando a despedida do sol e o surgimento da lua e suas estrelas.
Buscar em forma de onda, o meu castelo de areia em forma de sonhos.
sábado, 25 de abril de 2009
Essência
Assim como uma Flor que ao amanhecer expande seu tamanho, de uma forma encantadora, pois suas pétalas se abrem como se fossem os braços em busca de um acolhimento quando se recebe uma visita de alguém especial, e o sol ilumina-a, como se sorrisse lindamente para aquela recepção. E este conjunto de pétalas que abertas permitem que este cativante momento surpreenda a todos com esta imagem, que surge suavemente linda, naqueles mais desejados sonhos.
Além de suas características próprias, e dos sonhos, esta Flor de saudades, de alegrias, de sentimentos e de palavras, exala emocionadamente aquele aroma que comove em sua essência, alegra e intriga, pois aprisiona em um gesto tipicamente egocêntrico, todo aquele cenário e personagens para ela.
Assim como se encantasse as abelhas que necessitam viajar por entre flores e campos, mas esta Flor faz com que a abelha descubra que apenas uma flor que realmente a cativou e continuará a cativar. A Flor.
É um amor. Um amor a esta Flor.
Assim descobre-se por que quando se diz “eu te amo” não há aquelas saudosas e encantadoras rimas, porém nosso corpo age como se esta frase fosse a melhor de todas as melodias, e com todo este encanto, descobre-se por que os homens procuram outras gurias já que o que eles realmente desejam é mais este sol, esta Flor, para os seus novos dias.
Naquele campo de vasta beleza, onde todos os sentimentos apresentam-se límpidos e claros há aquela Flor, que não é notada só por causa do seu tamanho ou por suas cores, ou cheiro, mas sim pela sua essência completa, uma vez que algumas vezes fechamos os olhos para vê-la, pois ao atuarmos assim fazemos com que aquele invisível desejado apareça em nossos olhos. Assim esta Flor se torna única. Única em sua essência.
Assim agradeço-lhe, pois a cada noite, a cada lembrança, lhe agradeço por florescer como uma bela e delicada flor, a Flor, em meu jardim, me dando a cada dia, novos motivos para regá-la de alegrias, sorrisos e de vida.
Esta é a essência de descobrir, esta é a essência de encantar, esta é a essência de amar. Amar toda esta essência.
Além de suas características próprias, e dos sonhos, esta Flor de saudades, de alegrias, de sentimentos e de palavras, exala emocionadamente aquele aroma que comove em sua essência, alegra e intriga, pois aprisiona em um gesto tipicamente egocêntrico, todo aquele cenário e personagens para ela.
Assim como se encantasse as abelhas que necessitam viajar por entre flores e campos, mas esta Flor faz com que a abelha descubra que apenas uma flor que realmente a cativou e continuará a cativar. A Flor.
É um amor. Um amor a esta Flor.
Assim descobre-se por que quando se diz “eu te amo” não há aquelas saudosas e encantadoras rimas, porém nosso corpo age como se esta frase fosse a melhor de todas as melodias, e com todo este encanto, descobre-se por que os homens procuram outras gurias já que o que eles realmente desejam é mais este sol, esta Flor, para os seus novos dias.
Naquele campo de vasta beleza, onde todos os sentimentos apresentam-se límpidos e claros há aquela Flor, que não é notada só por causa do seu tamanho ou por suas cores, ou cheiro, mas sim pela sua essência completa, uma vez que algumas vezes fechamos os olhos para vê-la, pois ao atuarmos assim fazemos com que aquele invisível desejado apareça em nossos olhos. Assim esta Flor se torna única. Única em sua essência.
Assim agradeço-lhe, pois a cada noite, a cada lembrança, lhe agradeço por florescer como uma bela e delicada flor, a Flor, em meu jardim, me dando a cada dia, novos motivos para regá-la de alegrias, sorrisos e de vida.
Esta é a essência de descobrir, esta é a essência de encantar, esta é a essência de amar. Amar toda esta essência.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Doadora de cerejas
Quando tu vês uma cerejeira, observa e repara que tudo aquilo é apenas uma árvore. Mas uma árvore que ali está como naquele papel discreto de uma peça de um teatro, porém quando as cortinas fecham, esta linda cerejeira encena a verdadeira história, em um verdadeiro cenário e principalmente, o tempo, em um tempo de magnífica floração da Primavera, de introspectividade do Outono, de vida e afeto do Verão, e da fragilidade do Inverno, porém há uma nova Primavera. Ela Vive.
Passamos momentos incríveis da vida, tornando-a inteira, e nós apenas nos queixando do que gostamos ou do que não gostamos, assim existindo e fazendo existir.
As flores desta cerejeira fazem existir, existem, e se apresentam e assim, repentinamente, passam de coadjuvante para uma das principais e comoventes encenações do ato, assim como as próprias cerejas. Já viste uma cerejeira? E suas flores?
As flores desta cerejeira que eu descrevo surgem em meus sonhos como presentes graciosos, e uma brisa, que movimenta sutilmente os galhos, as folhas e as pétalas destas lindas e encantadoras flores, que em um movimento praticamente hipnótico, me faz sentir o meu coração palpitar.
Meu coração, simpático e com uma ternura doce e calma, que apenas pode ser descrito com esse calmo e sublime movimento de suas pétalas. Pétalas conquistadas, cedidas e concedidas pela mais bela e encantadora doadora de cerejas.
O brilho do orvalho nestas cerejas, torna uma perfeita simetria, assim como uma única gota d'água, de uma lágrima de sorriso, de alegria, que escorre e torna mais vivo aquelas cores vivas e fortes que este fruto transpassa para aqueles que admiram-no. Tal sutil gota que reluz e brilha quando o caloroso sol vem a desvendar seus simples mistérios dos mais sigilosos.
Estas cerejas diferem-se das outras, apenas por ser uma em especial, simplesmente por existir e este vento e este sol só existem pelo simples motivo de haver esta cerejeira. Aliás, a magnífica doadora de cerejas.
Passamos momentos incríveis da vida, tornando-a inteira, e nós apenas nos queixando do que gostamos ou do que não gostamos, assim existindo e fazendo existir.
As flores desta cerejeira fazem existir, existem, e se apresentam e assim, repentinamente, passam de coadjuvante para uma das principais e comoventes encenações do ato, assim como as próprias cerejas. Já viste uma cerejeira? E suas flores?
As flores desta cerejeira que eu descrevo surgem em meus sonhos como presentes graciosos, e uma brisa, que movimenta sutilmente os galhos, as folhas e as pétalas destas lindas e encantadoras flores, que em um movimento praticamente hipnótico, me faz sentir o meu coração palpitar.
Meu coração, simpático e com uma ternura doce e calma, que apenas pode ser descrito com esse calmo e sublime movimento de suas pétalas. Pétalas conquistadas, cedidas e concedidas pela mais bela e encantadora doadora de cerejas.
O brilho do orvalho nestas cerejas, torna uma perfeita simetria, assim como uma única gota d'água, de uma lágrima de sorriso, de alegria, que escorre e torna mais vivo aquelas cores vivas e fortes que este fruto transpassa para aqueles que admiram-no. Tal sutil gota que reluz e brilha quando o caloroso sol vem a desvendar seus simples mistérios dos mais sigilosos.
Estas cerejas diferem-se das outras, apenas por ser uma em especial, simplesmente por existir e este vento e este sol só existem pelo simples motivo de haver esta cerejeira. Aliás, a magnífica doadora de cerejas.
sábado, 4 de abril de 2009
Um sonho...
O sol se despede, acariciando, sem pressa alguma, o horizonte de uma forma toda encantadora, tornando o mais límpido azul do dia em sua calorosa despedida alaranjada e tais brancas e suaves nuvens trocam de vestimenta, assim como um artista ao entrar em teu camarim, e todo ligeiro este espetáculo termina sem nenhum aplauso. Surgem novos artistas e uma nova peça com seus coadjuvantes que incorporam a nova cena. Aquele anoitecer local.
Escurece, e todo contraste enegrecido do céu com a fascinante luminosidade emitida pelas infinitas estrelas e nem todo aquele horizonte urbano, com suas luzes hipnotizantes artificiais conseguem retirar o brilho da magnífica e solitária lua.
Apenas os sonhos apresentam poder maior de ofuscar todo este cenário perfeito dos amantes.
O silêncio agita triunfante a mente, e a visão que ousava em estar enegrecida, transparece em uma realidade de desejos, assim como aquele mais belo filme onde, acompanhado, o momento se torna eterno. Toda aquela ilusão real, acrescentados de cores ou de sombras, pincela como deuses os seus mais vivos e fictícios personagens, assim para o mais confidente dos corações.
Aquela momento, em que nos movemos, corremos, recebemos abraços, beijamos, temos o poder de ser autor e interprete de nossa própria criação, assim conseguimos voar, duelar com dragões e conquistar aquilo que na vida real seria tão ilusório quanto neste sonho, conquistar a princesa, a amada, ou simplesmente aquela que idealizas.
Aos sonhos as distâncias desaparecem, ou em um passe de luz, esticam de uma forma que o tamanho desta galáxia que criamos em nossos olhos seria um ínfimo passo a diante. Assim sentimos um palpitar, um apertar no coração, mas quem é que ousa abrir os olhos? Continuamos a sonhar, assim como o vento pede ar para movimentar-se, os homens pedem os sonhos. A sonhar, os homens podem voar e serem quem são, de uma forma diferente.
Dos sonhos, ao despertar, sentimos que de nosso vôo fomos impedidos de prosseguir, mas sempre teremos esta vontade de voltar voar. E tentamos voltar a sonhar.
Um sonho é a melhor conquista, melhor que aquele beijo roubado, que aquela flor do abismo, do que o sorriso daquela garota, ou mesmo melhor do que todos estes planos, no sonho, podemos conquistar aquele sorriso da garota simplesmente com aquela flor coletada na beira do abismo, e com aqueles olhos lindos e sorridentes podemos roubar-lhe o beijo, que sempre foi nosso, bastava-nos sonhar.
Escurece, e todo contraste enegrecido do céu com a fascinante luminosidade emitida pelas infinitas estrelas e nem todo aquele horizonte urbano, com suas luzes hipnotizantes artificiais conseguem retirar o brilho da magnífica e solitária lua.
Apenas os sonhos apresentam poder maior de ofuscar todo este cenário perfeito dos amantes.
O silêncio agita triunfante a mente, e a visão que ousava em estar enegrecida, transparece em uma realidade de desejos, assim como aquele mais belo filme onde, acompanhado, o momento se torna eterno. Toda aquela ilusão real, acrescentados de cores ou de sombras, pincela como deuses os seus mais vivos e fictícios personagens, assim para o mais confidente dos corações.
Aquela momento, em que nos movemos, corremos, recebemos abraços, beijamos, temos o poder de ser autor e interprete de nossa própria criação, assim conseguimos voar, duelar com dragões e conquistar aquilo que na vida real seria tão ilusório quanto neste sonho, conquistar a princesa, a amada, ou simplesmente aquela que idealizas.
Aos sonhos as distâncias desaparecem, ou em um passe de luz, esticam de uma forma que o tamanho desta galáxia que criamos em nossos olhos seria um ínfimo passo a diante. Assim sentimos um palpitar, um apertar no coração, mas quem é que ousa abrir os olhos? Continuamos a sonhar, assim como o vento pede ar para movimentar-se, os homens pedem os sonhos. A sonhar, os homens podem voar e serem quem são, de uma forma diferente.
Dos sonhos, ao despertar, sentimos que de nosso vôo fomos impedidos de prosseguir, mas sempre teremos esta vontade de voltar voar. E tentamos voltar a sonhar.
Um sonho é a melhor conquista, melhor que aquele beijo roubado, que aquela flor do abismo, do que o sorriso daquela garota, ou mesmo melhor do que todos estes planos, no sonho, podemos conquistar aquele sorriso da garota simplesmente com aquela flor coletada na beira do abismo, e com aqueles olhos lindos e sorridentes podemos roubar-lhe o beijo, que sempre foi nosso, bastava-nos sonhar.
terça-feira, 31 de março de 2009
Pedindo desculpas
Compareço, empregando-as, de uma forma mais humilde e sincera, e como uma pessoa dotada de uma essência respeitosa e justa, gostaria de pedir as minhas desculpas, pois cometi um erro imperdoável, incorporei uma essência insensata e rude, e esta injustiça que enfatizei, devo pedir indulgência e absolvição.
Palavras, eu peço-vos desculpas, acabo de perceber que a tua essência e a tua maravilhosa capacidade de romper barreiras físicas e carreando todos os ideais e sentimentos de um mundo, despertando assim a vontade de usá-las em perfeitas ocasiões.
Toda aquela arrogância e insolência que demonstrei, inferiorizando a tua real capacidade era derivada de um sentimento sórdido de incompreensão, assim como aquela nuvem tenebrosa, densa e encharcada de ódio que desabava alagando todo o meu cultivo de mais belos e coloridos sentimentos bons e acinzentando toda aquela luz que me trazia vida. Uma devastação geral, e agora me posto a novamente não ficar abalado com as lágrimas desta ilusória tempestade que além de aniquilar os campos verdes, e desbotar as cores, tornou tudo um vazio. Vazio passageiro.
Com esta terra já irrigada, tratei-me de semear novamente o meu jardim, desejo tua semente de essências, por este motivo peço que volte.
Toda a tua capacidade intrigante de revelar os meus sentires simplesmente na forma mais subjetiva possível de interpretações. Um dom a quem consegue manipulá-las e torná-las aptas à grande responsabilidade.
Depende do leitor, após a obra finalizada do autor, a drenagem de todo este sentimento que lhe foi confiado de zelar. Uma vez que aquilo que não pode ser descrito, deve-se ser interpretado pelas descrições que as incorporam, e assim que as cores, sons e notas que tu carregas transforma-se em cenas e cenários dos mais surpreendentes e intrigantes, aprisionando o leitor e oferecendo-o este sentir.
Peço desculpas ao fato de negligenciar todo o teu poder. Floresces aos ares, transbordas entres os campos e alegras de vida e luz, com suas cores e sensações. O tom enegrecido que utilizei a questioná-las, queridas palavras, fica estarrecido e arrasado, com tanta sutileza e maravilhosa ternura agora imposta.
O verdadeiro hipócrita da ocasião fui eu, o próprio autor, onde com as próprias palavras as insultei. E como uma fiel companheira aceitou esta terrível missão de se auto ofender, de aceitar as críticas e calada, imóvel não se lamentar, pelo contrario, apresentou-se prontamente ao próximo sentimento a expor.
Errei e afirmo, confirmo, porém não serei verdadeiro se jurar perante a estas tantas letras, que irei sempre usá-las para os tons benéficos. Haverão criticas a serem feitas, sátiras e sarcasmos, mas com a tua lealdade de um cão guia, perante o cego que fui e ainda sou, guia-me ao expor, ao me expor.
Ainda não ouso descrevê-las, mas seria uma honra a qualquer uma integrante desta legião, ser capacitada a receber este título. Uma unidade mínima carregada de som e sentimento que incorpora, como um fabuloso artista, que não se preocupa com prêmios e críticas, apenas encena com gosto e orgulho o papel em que lhe é oferecido.
Peço desculpas, sendo eu um fã, de toda a autoridade que tens. Palavras.
Palavras, eu peço-vos desculpas, acabo de perceber que a tua essência e a tua maravilhosa capacidade de romper barreiras físicas e carreando todos os ideais e sentimentos de um mundo, despertando assim a vontade de usá-las em perfeitas ocasiões.
Toda aquela arrogância e insolência que demonstrei, inferiorizando a tua real capacidade era derivada de um sentimento sórdido de incompreensão, assim como aquela nuvem tenebrosa, densa e encharcada de ódio que desabava alagando todo o meu cultivo de mais belos e coloridos sentimentos bons e acinzentando toda aquela luz que me trazia vida. Uma devastação geral, e agora me posto a novamente não ficar abalado com as lágrimas desta ilusória tempestade que além de aniquilar os campos verdes, e desbotar as cores, tornou tudo um vazio. Vazio passageiro.
Com esta terra já irrigada, tratei-me de semear novamente o meu jardim, desejo tua semente de essências, por este motivo peço que volte.
Toda a tua capacidade intrigante de revelar os meus sentires simplesmente na forma mais subjetiva possível de interpretações. Um dom a quem consegue manipulá-las e torná-las aptas à grande responsabilidade.
Depende do leitor, após a obra finalizada do autor, a drenagem de todo este sentimento que lhe foi confiado de zelar. Uma vez que aquilo que não pode ser descrito, deve-se ser interpretado pelas descrições que as incorporam, e assim que as cores, sons e notas que tu carregas transforma-se em cenas e cenários dos mais surpreendentes e intrigantes, aprisionando o leitor e oferecendo-o este sentir.
Peço desculpas ao fato de negligenciar todo o teu poder. Floresces aos ares, transbordas entres os campos e alegras de vida e luz, com suas cores e sensações. O tom enegrecido que utilizei a questioná-las, queridas palavras, fica estarrecido e arrasado, com tanta sutileza e maravilhosa ternura agora imposta.
O verdadeiro hipócrita da ocasião fui eu, o próprio autor, onde com as próprias palavras as insultei. E como uma fiel companheira aceitou esta terrível missão de se auto ofender, de aceitar as críticas e calada, imóvel não se lamentar, pelo contrario, apresentou-se prontamente ao próximo sentimento a expor.
Errei e afirmo, confirmo, porém não serei verdadeiro se jurar perante a estas tantas letras, que irei sempre usá-las para os tons benéficos. Haverão criticas a serem feitas, sátiras e sarcasmos, mas com a tua lealdade de um cão guia, perante o cego que fui e ainda sou, guia-me ao expor, ao me expor.
Ainda não ouso descrevê-las, mas seria uma honra a qualquer uma integrante desta legião, ser capacitada a receber este título. Uma unidade mínima carregada de som e sentimento que incorpora, como um fabuloso artista, que não se preocupa com prêmios e críticas, apenas encena com gosto e orgulho o papel em que lhe é oferecido.
Peço desculpas, sendo eu um fã, de toda a autoridade que tens. Palavras.
Palavras hipócritas
Um conjunto inacabado destas insignificantes letras, que menosprezam todo o sentido e intuito que carregam, assim como os homens depreciam qualquer sentido de vida humana quando decidem improvisar o ato de guerrear. Tais palavras mórbidas exaladas como esputos, não expressam o menor sentido daquilo que meu coração quer enfatizar.
Palavras pobres de sentimentos, eu questiono-vos se podes realmente transmitir aquilo que sinto, ou continuam a se apresentar como insensíveis e insensatas? Sempre que pergunto sobre como transmitir aquele sentimento, razão e emoção que sinto, mas não há palavras. Toda raiva que sinto, está em enclausurar os meus sentimentos em vós. Palavras mesquinhas.
Todo sentimento que transpassa, transporta e transmite, duvido que possas saber seu real significado, não aquela acepção que estão contidas em dicionários, com seus nomes e classes gramaticais, mas sim o significado e o motivo para serem proferidas. Palavras cegas, inquietas e virulentas.
Transbordo-me de sentimentos, mas quando as emprego, apenas o vazio de usá-las e o receio de serem inadequadas à ocasião, me afogo e acabo inerte em meu meio frasco de ilusões. Nem um quanto meio cheio, nem um quanto meio vazio. Apenas inerte.
Nesta face de uma moeda sem gravuras, em uma forma de sorte cega e manipulada, me iludo e as coloco em um arranjo engajado e com pompas e glamour de uma forma suave entretanto intensa, mas me decepciono com a força efêmera que tu consegues transformar aquilo que digo intenso e me constranjo com a petulância com que abscondes o que quero transpassar.
Aquele sentimento que conoto e ilusória mente defino-o como perfeito, quando a ti encarrego de revelá-lo, com a arrogância dos sujos ruídos e maldade das terríveis sombras, vocês denotam imoralmente em indiferentes classes gramaticais, voltando aos meus textos, como um simples punhado de inferiores letras reordenadas.
Palavras que não sentem, não podem exprimir aquilo que penso e se assim tivesse a devida competência, demiti-las-ia. Imprestáveis letras do meu caminho.
Neste amontoado de poucas emoções, infelizmente afirmo que és cruel para aqueles que amam, e desejam exprimir com toda a competência aquele sentimento que está a exalar pela pele, pela expiração, e por todos os movimentos do cotidiano, em vida e em sonhos.
Palavras das quais não descrevo, mas não as ausentam de definições, pois ao cometer este cruel ato de aprisionar os sentimentos como um egoísta, sem fornecer toda a explosão de vida contida naquele que as utiliza. Não descrevo pois não deves sofrer do mesmo mal que te condena.
Nome as cores, letras as notas musicais, números para encontros e desejos a encontrar, palavras para o amor, armas para o terror, palavras que governam os homens, que manipulam os apaixonados, e que iludem os poderosos. Palavras ocas, vazias que roubam, como ratos imundos e sem valor toda a essência de quem as emprega, iludindo assim os autores e seus leitores. Palavras hipócritas.
Palavras pobres de sentimentos, eu questiono-vos se podes realmente transmitir aquilo que sinto, ou continuam a se apresentar como insensíveis e insensatas? Sempre que pergunto sobre como transmitir aquele sentimento, razão e emoção que sinto, mas não há palavras. Toda raiva que sinto, está em enclausurar os meus sentimentos em vós. Palavras mesquinhas.
Todo sentimento que transpassa, transporta e transmite, duvido que possas saber seu real significado, não aquela acepção que estão contidas em dicionários, com seus nomes e classes gramaticais, mas sim o significado e o motivo para serem proferidas. Palavras cegas, inquietas e virulentas.
Transbordo-me de sentimentos, mas quando as emprego, apenas o vazio de usá-las e o receio de serem inadequadas à ocasião, me afogo e acabo inerte em meu meio frasco de ilusões. Nem um quanto meio cheio, nem um quanto meio vazio. Apenas inerte.
Nesta face de uma moeda sem gravuras, em uma forma de sorte cega e manipulada, me iludo e as coloco em um arranjo engajado e com pompas e glamour de uma forma suave entretanto intensa, mas me decepciono com a força efêmera que tu consegues transformar aquilo que digo intenso e me constranjo com a petulância com que abscondes o que quero transpassar.
Aquele sentimento que conoto e ilusória mente defino-o como perfeito, quando a ti encarrego de revelá-lo, com a arrogância dos sujos ruídos e maldade das terríveis sombras, vocês denotam imoralmente em indiferentes classes gramaticais, voltando aos meus textos, como um simples punhado de inferiores letras reordenadas.
Palavras que não sentem, não podem exprimir aquilo que penso e se assim tivesse a devida competência, demiti-las-ia. Imprestáveis letras do meu caminho.
Neste amontoado de poucas emoções, infelizmente afirmo que és cruel para aqueles que amam, e desejam exprimir com toda a competência aquele sentimento que está a exalar pela pele, pela expiração, e por todos os movimentos do cotidiano, em vida e em sonhos.
Palavras das quais não descrevo, mas não as ausentam de definições, pois ao cometer este cruel ato de aprisionar os sentimentos como um egoísta, sem fornecer toda a explosão de vida contida naquele que as utiliza. Não descrevo pois não deves sofrer do mesmo mal que te condena.
Nome as cores, letras as notas musicais, números para encontros e desejos a encontrar, palavras para o amor, armas para o terror, palavras que governam os homens, que manipulam os apaixonados, e que iludem os poderosos. Palavras ocas, vazias que roubam, como ratos imundos e sem valor toda a essência de quem as emprega, iludindo assim os autores e seus leitores. Palavras hipócritas.
domingo, 29 de março de 2009
O ar que se respira
O vento, todo passageiro, nem se alerta com as flores que dançam ao seu balançar, afetando assim todo aquele cenário com girassóis, com respectivos cafés matinais, desordenando toda a essência sentimental das palavras, e assim, dando a vida necessária a todas as cores previamente retocadas ao prisma da vida que se reflete ao sol.
Surgia naquele instante, uma nova cor e um novo movimento, o ar que respiro se torna doce, naquele movimento que se move, e naquela cor em que ela se apresenta como cor, assim o ar, é apenas ar. Uma essência em se respirar.
A alegria de inspirar toda esta alegria, toda esta doçura, todo este carinho, contido nesta fração de existência, que misteriosamente nos preenche e passamos a expirar aquilo que sonhamos, aquilo que só é possível notar ao fundo da oculta imagem por de traz dos olhos.
Ao expirar todo este ar, não ficamos aflitos, abatidos muito menos deprimidos, pois assim como profetiza a Lei envolvente que se encontra em todos os sentidos da vida, e de lá, esta audaciosa Lei profere que quando expiramos, ou nos despedimos deste ar que nos irriga de sentimento, não deve-se existir tristeza, pois a cada despedida, nos tornamos capacitados a enchermos nossos pulmões e darmos a existência para uma nova saudação a este ar, que sorridente aguardou o nosso inspirar.
Este ar que se respira, inspira e exalta toda a alegria de compartilhar moléculas de vida, que estão intimamente ligadas aos contos interiores sentimentais, que este que acolhemos em nosso corpo e trafega em nossa mente, em nossos corações enchendo-os de inspiração e motivação, que perdura em nossos sonhos dos mais efêmeros tornando-os desejos dos mais autênticos.
Contemplo todos os sons que possamos emitir e ouvir, aqueles dos mais imperceptíveis que evidenciam a grandeza desta sensação de estar acolhendo aquilo que se espera, e ousa-se expelir em um sopro intenso e verdadeiro, como o movimento das dançarinas frases e palavras em nossos olhos.
Este ar que se respira, ao contrário do que se pensa, pode ser visto e tocado, mas não descrito. Não há descrições cabíveis. Não se pode enclausurar este ar límpido, exceto em memória e em seu próprio coração.
Então, respire fundo, sinta a brisa de um novo dia e sorria, respirando este ar.
Surgia naquele instante, uma nova cor e um novo movimento, o ar que respiro se torna doce, naquele movimento que se move, e naquela cor em que ela se apresenta como cor, assim o ar, é apenas ar. Uma essência em se respirar.
A alegria de inspirar toda esta alegria, toda esta doçura, todo este carinho, contido nesta fração de existência, que misteriosamente nos preenche e passamos a expirar aquilo que sonhamos, aquilo que só é possível notar ao fundo da oculta imagem por de traz dos olhos.
Ao expirar todo este ar, não ficamos aflitos, abatidos muito menos deprimidos, pois assim como profetiza a Lei envolvente que se encontra em todos os sentidos da vida, e de lá, esta audaciosa Lei profere que quando expiramos, ou nos despedimos deste ar que nos irriga de sentimento, não deve-se existir tristeza, pois a cada despedida, nos tornamos capacitados a enchermos nossos pulmões e darmos a existência para uma nova saudação a este ar, que sorridente aguardou o nosso inspirar.
Este ar que se respira, inspira e exalta toda a alegria de compartilhar moléculas de vida, que estão intimamente ligadas aos contos interiores sentimentais, que este que acolhemos em nosso corpo e trafega em nossa mente, em nossos corações enchendo-os de inspiração e motivação, que perdura em nossos sonhos dos mais efêmeros tornando-os desejos dos mais autênticos.
Contemplo todos os sons que possamos emitir e ouvir, aqueles dos mais imperceptíveis que evidenciam a grandeza desta sensação de estar acolhendo aquilo que se espera, e ousa-se expelir em um sopro intenso e verdadeiro, como o movimento das dançarinas frases e palavras em nossos olhos.
Este ar que se respira, ao contrário do que se pensa, pode ser visto e tocado, mas não descrito. Não há descrições cabíveis. Não se pode enclausurar este ar límpido, exceto em memória e em seu próprio coração.
Então, respire fundo, sinta a brisa de um novo dia e sorria, respirando este ar.
Conjugá-los
Vi a chuva cair, e neste instante senti-a, assim como o vento que sutilmente me abraçava, onde estavam dispersos e em conjunto que pareciam não ter fim. O mais estranho é que esta chuva, quente, me fazia criar um sol embutido neste nada espalhado pela imensidão de um céu imaginário e um coração desprovido.
Este sol que surgia, irradiava e transmitia aquela força existente em teu sorriso, inconfundível, que libertava uma pequena fragrância de uma alegria que tu soprava-me por distâncias, e este sopro, inesperadamente sensibilizou a minha face, que postou a perceber os sussurros que gotejavam de teus lábios. E nesta simplicidade do meu querer, passei a criar e buscar novos espaços e novas palavras para que eu pudesse brincar com elas, conjugá-las, esforçando-me para que de uma forma simples estas palavras partissem de um pensamento recíproco. Ambos conjugamos.
E assim, como se nunca tivesse mudado coisa alguma, estava eu, sem que estivesse sonhado ou imaginado outro cenário, era a realidade, àquela mesmo que percebi que as minhas palavras são tudo aquilo que eu realmente quero.
Assim, o sol sorri para as pessoas, e o vento abraça sutilmente e delicadamente retira os cabelos para uma dança, e mais um sorriso salienta-se de cores, emoções e vida, e com um sorriso do meu tamanho, imaginei que um dia faria a experiência de fechar os olhos e senti-la, ouvi-la, vê-la.
Os verbos transitam e esvoaçam em minha mente, assim como os sonhos em minhas noites e as cores em minhas visões, os detalhes de todas as sensações que sinto, vivo, ouço e digo não estarão aos dicionários, posso passar a tramar explicações, imaginá-las, mas sei que não será possível encontrar a palavra correta. Mas sim a expressão correta de sorrir.
Apresento-te o sorriso que camufla todo o sentimento que tenho beleza que não digo, o sorriso que me faz sentir a presença dos meus desejos, aquele que ilumina os dias, noites, sofrimentos e lamentações, aquele que alaga o poço em que se encontra, apenas para te fazer flutuar.
Flutuando, o sorriso de uma liberdade de sentimentos que tenho, vivo e vivencio todos os dias, e sempre conjugando e combinando aqueles brinquedos que me fazem bem.
Um prazer, conjugá-los em minha vida.
Este sol que surgia, irradiava e transmitia aquela força existente em teu sorriso, inconfundível, que libertava uma pequena fragrância de uma alegria que tu soprava-me por distâncias, e este sopro, inesperadamente sensibilizou a minha face, que postou a perceber os sussurros que gotejavam de teus lábios. E nesta simplicidade do meu querer, passei a criar e buscar novos espaços e novas palavras para que eu pudesse brincar com elas, conjugá-las, esforçando-me para que de uma forma simples estas palavras partissem de um pensamento recíproco. Ambos conjugamos.
E assim, como se nunca tivesse mudado coisa alguma, estava eu, sem que estivesse sonhado ou imaginado outro cenário, era a realidade, àquela mesmo que percebi que as minhas palavras são tudo aquilo que eu realmente quero.
Assim, o sol sorri para as pessoas, e o vento abraça sutilmente e delicadamente retira os cabelos para uma dança, e mais um sorriso salienta-se de cores, emoções e vida, e com um sorriso do meu tamanho, imaginei que um dia faria a experiência de fechar os olhos e senti-la, ouvi-la, vê-la.
Os verbos transitam e esvoaçam em minha mente, assim como os sonhos em minhas noites e as cores em minhas visões, os detalhes de todas as sensações que sinto, vivo, ouço e digo não estarão aos dicionários, posso passar a tramar explicações, imaginá-las, mas sei que não será possível encontrar a palavra correta. Mas sim a expressão correta de sorrir.
Apresento-te o sorriso que camufla todo o sentimento que tenho beleza que não digo, o sorriso que me faz sentir a presença dos meus desejos, aquele que ilumina os dias, noites, sofrimentos e lamentações, aquele que alaga o poço em que se encontra, apenas para te fazer flutuar.
Flutuando, o sorriso de uma liberdade de sentimentos que tenho, vivo e vivencio todos os dias, e sempre conjugando e combinando aqueles brinquedos que me fazem bem.
Um prazer, conjugá-los em minha vida.
Abraço.
Os braços, esgueirando-se dos diversos corpos, dos diversos espaços vazios, buscam naquele objetivo mais que um contato físico, guiado pelo calor dos corpos, se aconchega sutilmente e um aperto extremo dos braços torna-se apertado o coração que coordena para que estes braços não se soltem.
À este sentimento denominado saudade aquele melhor abraço. Abraço, de uma lembrança, daquela pessoa saudosa, que sempre se apresenta acompanhada da vontade ou desejo de revê-la, tê-las e por que não, abraçá-las.
O clima pode estar o mais lindo e romântico, ou o mais tenebroso e frio, faz-se surgir assim aquele carinho, intenso, de saudade, de calor, de segurança, de amor. Um abraço faz-se sem ter motivos, apenas sentimentos.
Um abraço surge para deixar mais pertos os corações, nem mesmo um beijo não se torna tão intenso e próximo quanto um abraço, por estes motivos temos o abraço como a real condição de carinho e afeto, e o beijo transparece o sinal de paixão.
A sensibilidade da pele, o aconchego da face sobre o corpo do próximo, aquele sussurro de felicidade, aquele sorriso que tu não vê, pois os rostos estão colados como se um vigiasse o outro, assim como em um companheirismo tamanho, os corações unidos, e os braços entrelaçados, as pessoas que assim o fazem sentem aquela sensação única. Felicidade.
O céu estava limpo, e aquele abraço, forte de saudade transpassou as nuvens que chegavam e alagavam a cidade, inundavam este mundo de diversas frases, gritos, opressões e mistério, a brisa fria, úmida esfriava a tua pele de uma forma incomparável, e assim sentados naquela cena, como os protagonistas de uma história de despedida, o abraço de vários motivos, desde saudade até de acolher do frio, selou aquele momento.
Não faltava mais nada, quem sabe faltaria.
Assim abraço aquele momento na memória, como se repetidas vezes este pudesse acontecer, assim como se retornássemos a cena para uma nova gravação, ou mesmo se retornássemos o filme daquela vida para que enfatizássemos os momentos sublimes.
Um abraço à memória, um abraço à vida. E sendo o mais ousado de todos, ou um dos mais ousados, por que não um abraço ao próprio abraço, tanto no sentido de interpretação da palavra, assim como o sentido emocional que este carrega consigo. Um abraço a estes tipos de abraços contagiantes que sempre queremos dar e receber daquele que gostamos.
Um abraço.
À este sentimento denominado saudade aquele melhor abraço. Abraço, de uma lembrança, daquela pessoa saudosa, que sempre se apresenta acompanhada da vontade ou desejo de revê-la, tê-las e por que não, abraçá-las.
O clima pode estar o mais lindo e romântico, ou o mais tenebroso e frio, faz-se surgir assim aquele carinho, intenso, de saudade, de calor, de segurança, de amor. Um abraço faz-se sem ter motivos, apenas sentimentos.
Um abraço surge para deixar mais pertos os corações, nem mesmo um beijo não se torna tão intenso e próximo quanto um abraço, por estes motivos temos o abraço como a real condição de carinho e afeto, e o beijo transparece o sinal de paixão.
A sensibilidade da pele, o aconchego da face sobre o corpo do próximo, aquele sussurro de felicidade, aquele sorriso que tu não vê, pois os rostos estão colados como se um vigiasse o outro, assim como em um companheirismo tamanho, os corações unidos, e os braços entrelaçados, as pessoas que assim o fazem sentem aquela sensação única. Felicidade.
O céu estava limpo, e aquele abraço, forte de saudade transpassou as nuvens que chegavam e alagavam a cidade, inundavam este mundo de diversas frases, gritos, opressões e mistério, a brisa fria, úmida esfriava a tua pele de uma forma incomparável, e assim sentados naquela cena, como os protagonistas de uma história de despedida, o abraço de vários motivos, desde saudade até de acolher do frio, selou aquele momento.
Não faltava mais nada, quem sabe faltaria.
Assim abraço aquele momento na memória, como se repetidas vezes este pudesse acontecer, assim como se retornássemos a cena para uma nova gravação, ou mesmo se retornássemos o filme daquela vida para que enfatizássemos os momentos sublimes.
Um abraço à memória, um abraço à vida. E sendo o mais ousado de todos, ou um dos mais ousados, por que não um abraço ao próprio abraço, tanto no sentido de interpretação da palavra, assim como o sentido emocional que este carrega consigo. Um abraço a estes tipos de abraços contagiantes que sempre queremos dar e receber daquele que gostamos.
Um abraço.
quarta-feira, 25 de março de 2009
As cores do mundo
Os tons enegrecidos, que obscurecem os olhos entristecendo toda sua essência, apoderam dos pensamentos, atos e infelizmente tornam os sonhos o mais nebulosos e sombrios, arrepiando os sonhadores com uma intensidade irrefutável. Tal névoa disfarça aquilo que todos vêem, mas ninguém descobre o significado, simplesmente um vulto sombrio que vaga por entre os caminhos sórdidos que criamos para o nosso cenário.
Nossos olhos sem a chama intensa que inunda a alma, que contagia os pensamentos, olhos estes que eximem da realidade e desejam veemente esquivar-se de todos os conflitos.
Tais olhos arrojados acompanhados de um coração que se infunde em tristezas, notam uma fagulha nesta tela opaca deste momento de lamentações. Uma reverência às todas as palavras, imagens e sons que compõem os ocultos sentimentos desta cena.
Apresentam-nos as cores mais belas, as formas mais vivas, os movimentos mais doces, os aromas mais encantadores, e como em um conjunto de pinceladas, tece em uma trama de linhas, retas, cores e sons, um palco, onde todas as calúnias desacreditadas imergem, e são engolfados pelos mais belos sentimentos do mundo.
O auge de todo sentimento, apresenta-se ao abrir as caixas de novas cores, os estojos de novos sons, e todos os sentimentos de uma nova visão, onde nota-se que o céu, desde o mais tardio e misterioso azul da madrugada, esvanece perante ao brilho intenso deste nascer solar, que desvenda todo o cenário que foi minuciosamente cuidado e criado de tal forma a não ser notado.
O sol reflete-se em águas que não são as lágrimas que se guiaram pelas linhas faciais, e torna translúcido todo o horizonte, os campos, e a idéia de visão perfeita aos olhos novamente sonhadores.
Cada cor nova que se descobre, colore mais uma linda e meiga flor, e a deposita, intensamente neste novo jardim, que se redescobriu apenas para que a vida apresente novos frutos e novos motivos para regá-la.
Ao final desta impagável obra, nota-se que toma-se em posse de uma caneta, som o dom da vida, e sutilmente, assina o nome daquela pessoa que lhe repôs a vida e as cores, a estes olhos que agora transpassam luz e vida. E encantado por todos os mais diversos sabores, aromas cores e formas que o homem pode cultivar em teus olhos, aquela janela que demonstra a tela, o cenário da obra, uma nova flor em teu jardim, que não se apelida em nomes, nem se dedica explicações.
Apenas cuida desfruta e contempla.
Nossos olhos sem a chama intensa que inunda a alma, que contagia os pensamentos, olhos estes que eximem da realidade e desejam veemente esquivar-se de todos os conflitos.
Tais olhos arrojados acompanhados de um coração que se infunde em tristezas, notam uma fagulha nesta tela opaca deste momento de lamentações. Uma reverência às todas as palavras, imagens e sons que compõem os ocultos sentimentos desta cena.
Apresentam-nos as cores mais belas, as formas mais vivas, os movimentos mais doces, os aromas mais encantadores, e como em um conjunto de pinceladas, tece em uma trama de linhas, retas, cores e sons, um palco, onde todas as calúnias desacreditadas imergem, e são engolfados pelos mais belos sentimentos do mundo.
O auge de todo sentimento, apresenta-se ao abrir as caixas de novas cores, os estojos de novos sons, e todos os sentimentos de uma nova visão, onde nota-se que o céu, desde o mais tardio e misterioso azul da madrugada, esvanece perante ao brilho intenso deste nascer solar, que desvenda todo o cenário que foi minuciosamente cuidado e criado de tal forma a não ser notado.
O sol reflete-se em águas que não são as lágrimas que se guiaram pelas linhas faciais, e torna translúcido todo o horizonte, os campos, e a idéia de visão perfeita aos olhos novamente sonhadores.
Cada cor nova que se descobre, colore mais uma linda e meiga flor, e a deposita, intensamente neste novo jardim, que se redescobriu apenas para que a vida apresente novos frutos e novos motivos para regá-la.
Ao final desta impagável obra, nota-se que toma-se em posse de uma caneta, som o dom da vida, e sutilmente, assina o nome daquela pessoa que lhe repôs a vida e as cores, a estes olhos que agora transpassam luz e vida. E encantado por todos os mais diversos sabores, aromas cores e formas que o homem pode cultivar em teus olhos, aquela janela que demonstra a tela, o cenário da obra, uma nova flor em teu jardim, que não se apelida em nomes, nem se dedica explicações.
Apenas cuida desfruta e contempla.
terça-feira, 17 de março de 2009
Olhos doces - Girassol
Um lindo aquário, estonteante, e profundo, com suas formações nem um pouco ondulatórias, entretanto sempre inquieto, enquanto aquela flor magnífica ainda é tomada pelos braços daquela brisa sublime, que em um toque de luz solar desvenda o mistério deste ato envolvente de dançar.
Este mar azul apresenta uma forte vibração, um dom cativante, acolhedor para todas as tuas alegrias, e às tuas profundezas acolhe-te e apresenta-te um maravilhoso mundo, que translúcido nos mostra o impossível e aquele girassol, acaba por se encarregar de maestrá-lo. Uma quimera lembrança entre Duendes, Elfos e Serafins.
A magia que é capaz de transformar uma simples mancha amarela no seu próprio Sol, no girassol, que em todas as manhãs, tardes, noites e todo o tempo, faz florescer, crescer e tal magia se apresenta e se torna sempre única assim como o verdadeiro amor apaixonado, porém composto e unindo um duo assim como ecoa o sino ao badalar horas pares.
Helianthus, flor magnífica que permite que o Sol a toque, a beije, assim clareando-a e encantando-o, e sempre voltada à ele, mas não idolatrando-o, mas sim acompanhando-o, durante todo este processo denominado dia, e entre os dias ofuscando os olhos, e entre as noites deslumbra a essência, a alma. Assim novamente tua face voltada ao sol, traz consigo as tuas próprias sombras que ficam e seguem-na, mas esquecidas e tragadas neste oceano que as envolve.
Tal imensidão de todo azul e tal “flor do Sol”, do meu Sol, passam a seqüestrar palavras, falas, sorrisos e a recompensa de tanta euforia é a exacerbação de todo sentimento cativante, motivador, misteriosamente envolvente. Às vezes lhe seqüestram as horas em gestos e movimentos que nos maravilham.
Todo este cenário eloqüente apresenta-se concentrado nos olhos doces de uma distância trapaceira, que não esclarecem motivos, fatos, sentimentos, simplesmente por não achar de necessária importância, apenas apresenta tudo aquilo que lhe atrai, seduz, fascina, e esvaece como se espaços se encurtassem, as fronteiras se rompessem.
Assim torna-te presente e defronte à um espelho, mas que não reflete aquele que vê, e sim aquele que este deseja. Olhos doces de uma distância trapaceira, trazem o mar e o girassol, o sol que não se desenha, apenas se contempla.
Este mar azul apresenta uma forte vibração, um dom cativante, acolhedor para todas as tuas alegrias, e às tuas profundezas acolhe-te e apresenta-te um maravilhoso mundo, que translúcido nos mostra o impossível e aquele girassol, acaba por se encarregar de maestrá-lo. Uma quimera lembrança entre Duendes, Elfos e Serafins.
A magia que é capaz de transformar uma simples mancha amarela no seu próprio Sol, no girassol, que em todas as manhãs, tardes, noites e todo o tempo, faz florescer, crescer e tal magia se apresenta e se torna sempre única assim como o verdadeiro amor apaixonado, porém composto e unindo um duo assim como ecoa o sino ao badalar horas pares.
Helianthus, flor magnífica que permite que o Sol a toque, a beije, assim clareando-a e encantando-o, e sempre voltada à ele, mas não idolatrando-o, mas sim acompanhando-o, durante todo este processo denominado dia, e entre os dias ofuscando os olhos, e entre as noites deslumbra a essência, a alma. Assim novamente tua face voltada ao sol, traz consigo as tuas próprias sombras que ficam e seguem-na, mas esquecidas e tragadas neste oceano que as envolve.
Tal imensidão de todo azul e tal “flor do Sol”, do meu Sol, passam a seqüestrar palavras, falas, sorrisos e a recompensa de tanta euforia é a exacerbação de todo sentimento cativante, motivador, misteriosamente envolvente. Às vezes lhe seqüestram as horas em gestos e movimentos que nos maravilham.
Todo este cenário eloqüente apresenta-se concentrado nos olhos doces de uma distância trapaceira, que não esclarecem motivos, fatos, sentimentos, simplesmente por não achar de necessária importância, apenas apresenta tudo aquilo que lhe atrai, seduz, fascina, e esvaece como se espaços se encurtassem, as fronteiras se rompessem.
Assim torna-te presente e defronte à um espelho, mas que não reflete aquele que vê, e sim aquele que este deseja. Olhos doces de uma distância trapaceira, trazem o mar e o girassol, o sol que não se desenha, apenas se contempla.
sábado, 7 de março de 2009
Nossa Vida – Minha vida
Vivemos constantemente rodeados de pessoas, de coisas, de enigmas, rodeados em cidades, em campos, praias, ou em um nada. Daí nos damos conta, as coisas que perdemos, que não vivemos, que esquecemos.
Ao perambular pela cidade, em um final de dia, o céu apresentava-se alaranjado, lindo, porém o que eu via era apenas o asfalto, este asfalto seco, quente desta cidade demonstra que possamos ter esquecido as estações do ano, não pela cor enegrecida que é refletida deste tapete, nem pelas repletas sombras que passamos a conviver. Apenas por não nos preocuparmos mais.
Não ouvimos mais os cantos dos pássaros, os sons da natureza, não ouvimos mais as cigarras, outros seres, não ouvimos o vento, pois os automóveis se locomovem aos nossos ouvidos.
Não conseguimos ver nada, tudo está se confundindo em uma miragem que se levanta do calor quente deste asfalto.
Não há ninguém, nas calçadas, na rua, no cruzamento, mas por um instante viro para traz e vejo uma sombra, uma sombra longa, que se aproxima com o meu caminhar mais lento, estico o meu braço, mas apenas sinto um calor humano, que logo some, e uma brisa tenra, densa e poluída me empurra para frente.
Neste momento pensei em várias pessoas, em amores, em sentidos novos para a vida, mas descobri e refleti que ali não houve toques, não ouve olhares... mas sucintamente percebo que ou nossos caminhos já se cruzaram, ou mesmo iremos nos encontrar em algum lugar mais distante.
Por diversas vezes atravessamos céus repletos de enigmas que seguem até o breu de uma noite, onde um sol se põe em uma cena inesquecível, surreal, e maravilhosamente este sol se põe sobre um conjunto de prédios, assim, mesmo que nós não possamos ver.
Ao perambular pela cidade, em um final de dia, o céu apresentava-se alaranjado, lindo, porém o que eu via era apenas o asfalto, este asfalto seco, quente desta cidade demonstra que possamos ter esquecido as estações do ano, não pela cor enegrecida que é refletida deste tapete, nem pelas repletas sombras que passamos a conviver. Apenas por não nos preocuparmos mais.
Não ouvimos mais os cantos dos pássaros, os sons da natureza, não ouvimos mais as cigarras, outros seres, não ouvimos o vento, pois os automóveis se locomovem aos nossos ouvidos.
Não conseguimos ver nada, tudo está se confundindo em uma miragem que se levanta do calor quente deste asfalto.
Não há ninguém, nas calçadas, na rua, no cruzamento, mas por um instante viro para traz e vejo uma sombra, uma sombra longa, que se aproxima com o meu caminhar mais lento, estico o meu braço, mas apenas sinto um calor humano, que logo some, e uma brisa tenra, densa e poluída me empurra para frente.
Neste momento pensei em várias pessoas, em amores, em sentidos novos para a vida, mas descobri e refleti que ali não houve toques, não ouve olhares... mas sucintamente percebo que ou nossos caminhos já se cruzaram, ou mesmo iremos nos encontrar em algum lugar mais distante.
Por diversas vezes atravessamos céus repletos de enigmas que seguem até o breu de uma noite, onde um sol se põe em uma cena inesquecível, surreal, e maravilhosamente este sol se põe sobre um conjunto de prédios, assim, mesmo que nós não possamos ver.
Café da manhã
O sol, nem um pouco preocupado com as horas, ainda se espreguiçava no horizonte, enquanto a Lua, de um outro lado se despedia de todas as estrelas, de toda a escuridão que a acompanhara por àquelas horas mais românticas, intensas e serenas.
Havia surgido um brilho incomum, e com um silêncio, tranqüilidade e anseio, alguns movimentos lentos e receosos que estavam praticamente vidrados em uma expectativa de uma ausência de qualquer tipo de reação no recinto. Assim continuava, naquele sonho bom, sono de infância, uma saudação às Antífonas e aos Morfeus dos mundos.
Da janela, que já permitia a entrada daquela luz que se faz curiosa, atenciosa e iluminada, que toda manhã segue aquela mesma flor que literalmente flerta e lança ao ar, todo o seu charme especial, desta janela, entreaberta, uma brisa leve, com sua temperatura agradabilíssima, desliza pela cortina e toca suavemente a face, e faz com que o mundo se torne estático, e um movimento que logo cessa. Um suspiro interior toma conta do ambiente.
O processo continua, há cores vivas e atrativas de flores, de frutas, há sabores maravilhosamente inconfundíveis, aromas deliciosamente apreciados, há todo um conjunto, um arranjo, como um pintor que tece em tuas frenéticas e pontuais pinceladas que colore tua obra de arte com tal precisão e sentimento, assim como o poeta se dispõe das palavras mais doces e das melodias mais suaves para encantar, é assim, nesta bandeja que aprisiona todo o sentimento deste momento.
Com aquela expectativa, receio, e muito carinho, aproxima-se novamente da cama, mas não para dormir, ou para voltar a sonhar, mas sim para retornar ao sonho mais belo que se pode imaginar, ali, contemplando a magnitude daquela visão, daquela cena, imaginando e pensando o quão feliz se encontra naquele momento.
Aproxima-se calmamente, com um sorriso intenso na face e uma euforia gigantesca no coração, e com um suspiro, a luz se torna vida, acorda-se para o sonho, e numa surpresa um lindo e angelical sorriso irradia a todo o redor.
Ambos sorrindo, e o sol, que acabara de se levantar, a flor que ainda exala todo o charme, o vento que agora esvoaça levemente pelos cabelos, e entre as roupas de cama, são testemunhas, e por que não apenas expectadores desta cena, em que os personagens principais não necessitam de nenhuma fala.
Havia surgido um brilho incomum, e com um silêncio, tranqüilidade e anseio, alguns movimentos lentos e receosos que estavam praticamente vidrados em uma expectativa de uma ausência de qualquer tipo de reação no recinto. Assim continuava, naquele sonho bom, sono de infância, uma saudação às Antífonas e aos Morfeus dos mundos.
Da janela, que já permitia a entrada daquela luz que se faz curiosa, atenciosa e iluminada, que toda manhã segue aquela mesma flor que literalmente flerta e lança ao ar, todo o seu charme especial, desta janela, entreaberta, uma brisa leve, com sua temperatura agradabilíssima, desliza pela cortina e toca suavemente a face, e faz com que o mundo se torne estático, e um movimento que logo cessa. Um suspiro interior toma conta do ambiente.
O processo continua, há cores vivas e atrativas de flores, de frutas, há sabores maravilhosamente inconfundíveis, aromas deliciosamente apreciados, há todo um conjunto, um arranjo, como um pintor que tece em tuas frenéticas e pontuais pinceladas que colore tua obra de arte com tal precisão e sentimento, assim como o poeta se dispõe das palavras mais doces e das melodias mais suaves para encantar, é assim, nesta bandeja que aprisiona todo o sentimento deste momento.
Com aquela expectativa, receio, e muito carinho, aproxima-se novamente da cama, mas não para dormir, ou para voltar a sonhar, mas sim para retornar ao sonho mais belo que se pode imaginar, ali, contemplando a magnitude daquela visão, daquela cena, imaginando e pensando o quão feliz se encontra naquele momento.
Aproxima-se calmamente, com um sorriso intenso na face e uma euforia gigantesca no coração, e com um suspiro, a luz se torna vida, acorda-se para o sonho, e numa surpresa um lindo e angelical sorriso irradia a todo o redor.
Ambos sorrindo, e o sol, que acabara de se levantar, a flor que ainda exala todo o charme, o vento que agora esvoaça levemente pelos cabelos, e entre as roupas de cama, são testemunhas, e por que não apenas expectadores desta cena, em que os personagens principais não necessitam de nenhuma fala.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Um dia – você
Se um dia esquecer-me
Lembre-se apenas
De quem se esqueceu
Se um dia vires-me
E nada lembrar
Sinta que não sou eu
Caso, um dia, amar-me
E nada dizer
Pense que também a amo
Se um dia eu morrer
E não fores informada
Imagine-me sempre a viver...
Lembre-se apenas
De quem se esqueceu
Se um dia vires-me
E nada lembrar
Sinta que não sou eu
Caso, um dia, amar-me
E nada dizer
Pense que também a amo
Se um dia eu morrer
E não fores informada
Imagine-me sempre a viver...
!?
Todos os seres, indiscriminadamente apresentam momentos na vida, ou não vida em que apresentam tanto uma falta de alguém ou de algo, ou mesmo de um lugar, ou todo um cenário, que o que mais se deseja é um único momento, alguns instantes para que estes pensamentos, estes desejos saiam dos sonhos e pensamentos e assim possamos ver, abraçar, sentir, ou apenas olhar. Incomparavelmente são coisas que não podem faltar!
Algumas pessoas procuram vazios, outras procuram pessoas. E assim vão migrando de corações em corações, de menosprezo em melancolia, de mentiras em desilusões, apenas para tentar saciar algo que ainda está aos sonhos.
Aparecem os “olás”, os “que bom te ver aqui”. E os “eu gostaria”.
Até que surpreendentemente, ou mesmo com uma cruel incapacidade de sentir surge um “eu te amo”, podendo ser com a mais sincera das intenções, ou mesmo com apenas o intuito de se ter ou ver a reação da pessoa, apenas para conquistar algo e posteriormente dizer “adeus”.
Porém o efeito de um “eu te amo” é intenso, ou menosprezado.
Por que quando se diz "eu te amo" não há rimas, mas nosso corpo age como se fosse a melhor de todas as melodias? Com todo este encanto, por que os homens procuram outras gurias se o que realmente deseja é mais este sol para os novos dias?...
Podemos transferir todo o nosso amor para esta frase, podemos ser por demais sinceros, e mesmo assim sentimos um frio na barriga, as pernas tremem, o coração palpita, a boca não fala, e os olhos, inquietos olhos, não estacionam, procuram em todos os lugares algo ou alguém para se apoiar, e acham a face da pessoa amada.
Um jogo, uma arte, onde os jogadores estão em convívio, mudando e lançando os teus dados, perto, longe, em um imenso tabuleiro, algo como um simples olhar, ou uma simples frase proferida pode mudar o caminho a conduzir o teu sentido.
Há sentido distorcido do “eu te amo” sim, está vulgar, sem sentimento, sem razão, sem motivo, mas sabemos, no decorrer do convívio, no decorrer deste imenso tabuleiro, que esta frase pode nos prolongar mais alguns movimentos, ou simplesmente nos dar o xeque-mate.
Algumas pessoas procuram vazios, outras procuram pessoas. E assim vão migrando de corações em corações, de menosprezo em melancolia, de mentiras em desilusões, apenas para tentar saciar algo que ainda está aos sonhos.
Aparecem os “olás”, os “que bom te ver aqui”. E os “eu gostaria”.
Até que surpreendentemente, ou mesmo com uma cruel incapacidade de sentir surge um “eu te amo”, podendo ser com a mais sincera das intenções, ou mesmo com apenas o intuito de se ter ou ver a reação da pessoa, apenas para conquistar algo e posteriormente dizer “adeus”.
Porém o efeito de um “eu te amo” é intenso, ou menosprezado.
Por que quando se diz "eu te amo" não há rimas, mas nosso corpo age como se fosse a melhor de todas as melodias? Com todo este encanto, por que os homens procuram outras gurias se o que realmente deseja é mais este sol para os novos dias?...
Podemos transferir todo o nosso amor para esta frase, podemos ser por demais sinceros, e mesmo assim sentimos um frio na barriga, as pernas tremem, o coração palpita, a boca não fala, e os olhos, inquietos olhos, não estacionam, procuram em todos os lugares algo ou alguém para se apoiar, e acham a face da pessoa amada.
Um jogo, uma arte, onde os jogadores estão em convívio, mudando e lançando os teus dados, perto, longe, em um imenso tabuleiro, algo como um simples olhar, ou uma simples frase proferida pode mudar o caminho a conduzir o teu sentido.
Há sentido distorcido do “eu te amo” sim, está vulgar, sem sentimento, sem razão, sem motivo, mas sabemos, no decorrer do convívio, no decorrer deste imenso tabuleiro, que esta frase pode nos prolongar mais alguns movimentos, ou simplesmente nos dar o xeque-mate.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
SEM PALAVRAS
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COM PALAVRAS
Sinceramente, não sei se tenho muito tempo para lhe ofertar, eu não digo isto de uma forma literal, mas sim de uma maneira sucinta e dolorosa. Não sei se será o tempo de receber novas flores, de se arrumar para uma festa, o tempo de uma noite, de um sonho, ou mesmo o tempo necessário para você me ver, ou rever, ou mesmo notar que estou aqui. Mas eu tenho a impressão que essa é será a última notícia que eu terei de ti, que tu terá de mim, enfim a única notícia que aparenta ser de nós... Não lhe vejo, creio que estás tão perto, mas lhe sinto mais distante, por mais que meus pensamentos ainda retornem àquele dia, porém creio que só resta uma coisa a lhe dizer, ou mesmo lhe pedir: não é para se lembrar sempre de mim, nem ficar chateada ao ler este texto, quero que sejas feliz, com este sorriso na face e no coração, pois a vida segue em ambos os caminhos, o teu e o meu.
É para lhe dizer o como e o quanto você mexeu comigo, como você me modificou. Me senti amado... Amei – te, verdadeiramente, incansavelmente e fielmente. Você me fez sentir como um homem gostaria de sentir quando se sente amado, e por isso eu sou eternamente grato. Isto sim é literal!
Sei que se lhe pedir uma promessa, possa ser que tu não consiga cumprir, porém se eu posso te prometer algo, gostaria então que ambos prometêssemos uma ao outro: que seja a promessa que sempre que você, ou eu, nos sentirmos tristes ou inseguros, ou mesmo naqueles dilemas tão profundos que nos acometem, iremos nos olhar para nós mesmos com os olhos do outro, para que assim possamos saber que não estamos sozinhos, poderia pedir teu colo aos meus anseios, teu abraço aos meus medos, mas não, quero apenas me lembrar daquela noite, e com os teus olhos me ver, e me aconchegar, assim como desejo o mesmo pra ti.
Te amo, Linda.
É para lhe dizer o como e o quanto você mexeu comigo, como você me modificou. Me senti amado... Amei – te, verdadeiramente, incansavelmente e fielmente. Você me fez sentir como um homem gostaria de sentir quando se sente amado, e por isso eu sou eternamente grato. Isto sim é literal!
Sei que se lhe pedir uma promessa, possa ser que tu não consiga cumprir, porém se eu posso te prometer algo, gostaria então que ambos prometêssemos uma ao outro: que seja a promessa que sempre que você, ou eu, nos sentirmos tristes ou inseguros, ou mesmo naqueles dilemas tão profundos que nos acometem, iremos nos olhar para nós mesmos com os olhos do outro, para que assim possamos saber que não estamos sozinhos, poderia pedir teu colo aos meus anseios, teu abraço aos meus medos, mas não, quero apenas me lembrar daquela noite, e com os teus olhos me ver, e me aconchegar, assim como desejo o mesmo pra ti.
Te amo, Linda.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Um Dia de Pesca.
Os momentos que antecedem a esta cena são tão efêmeros quanto os sucessores sentimentos recorrentes.
Nascem por meio de indecisas e insensatas fendas, os traços, rabiscos e por que não as gravuras, que se iluminam com as cores incandescentes que pingam de um abismo por um tanto quanto escuro, tais pingos escorrem por meio destas delimitações formando assim um cenário único, místico, confortável. Surreal, real, e sonhável.
Há um céu, repleto de todas as nossas maiores conquistas, melhores situações e sensações, ali iluminando-nos algo que consideramos o nosso sol, uma amada, um ídolo, uma pessoa, coisa, sentimento, o amor, ou mesmo apenas o sol, um brilho incomum, irreal ofuscante, caloroso.
Ao meio e imersos neste céu,deslizando como se voassem, todas as nossas alegrias, as faces de algumas pessoas como nuvens, alguns sentimentos como gaivotas em seu bando que dão um toque todo característico ao cenário.
Os pingos de luz que colorem em vida e com brio toda a essência desta imagem escorrem e como uma gota de lágrima que desce como uma avalanche em nossas faces, acometendo todas maravilhosas expressões, macula a maioria das cores e escorrem para um vazio, alagando-o completamente.
Por meio a este fictício alagadiço ondeante e este céu imaginário, nasce em uma só reta, uma única linha, um traço, sem cor, sem nome, sem dom, sem raça... Sem cheiro sem graça...
À frente, o horizonte, uma fronteira entre aquilo que não vemos, com aquilo que imaginamos ver, onde passamos a nos voltar para dentro de nós mesmos, e é daí por diante que nos tornamos a experiência vivida, e passamos a nos abastecer em um mundo de recordações. Sendo que desta margem irreal acolhemos aquilo e aqueles que queremos ver, e resgatamos, colorindo-os novamente e lançando-os às nossas nuvens.
Este é o instinto de uma pescaria, os frutos desta arte, são meras conquistas, o prazer está em vasculhar procurando algo que não sabemos, ficando apreensivos por algo que ainda na conquistamos, mas sempre acompanhados da certeza de que aquilo que encontrar-mos, nos fará bem, mesmo que por poucos instantes. Até que voltemos a lanças as nossas linhas, ou redes ao nosso desconhecido.
Deste desconhecido florescem flores mórbidas que enegrecem todo ambiente, e uma luz límpida nos guia ao nosso próprio pesqueiro, a vida, da qual nos vemos vidrados, pois este ambiente, estas sensações, estes toques de vida e não vida, se formaram diante, perante e dentro de nossos olhos, cada qual com tua cor, tua crença, cada qual com tua dor, tua essência.
Nascem por meio de indecisas e insensatas fendas, os traços, rabiscos e por que não as gravuras, que se iluminam com as cores incandescentes que pingam de um abismo por um tanto quanto escuro, tais pingos escorrem por meio destas delimitações formando assim um cenário único, místico, confortável. Surreal, real, e sonhável.
Há um céu, repleto de todas as nossas maiores conquistas, melhores situações e sensações, ali iluminando-nos algo que consideramos o nosso sol, uma amada, um ídolo, uma pessoa, coisa, sentimento, o amor, ou mesmo apenas o sol, um brilho incomum, irreal ofuscante, caloroso.
Ao meio e imersos neste céu,deslizando como se voassem, todas as nossas alegrias, as faces de algumas pessoas como nuvens, alguns sentimentos como gaivotas em seu bando que dão um toque todo característico ao cenário.
Os pingos de luz que colorem em vida e com brio toda a essência desta imagem escorrem e como uma gota de lágrima que desce como uma avalanche em nossas faces, acometendo todas maravilhosas expressões, macula a maioria das cores e escorrem para um vazio, alagando-o completamente.
Por meio a este fictício alagadiço ondeante e este céu imaginário, nasce em uma só reta, uma única linha, um traço, sem cor, sem nome, sem dom, sem raça... Sem cheiro sem graça...
À frente, o horizonte, uma fronteira entre aquilo que não vemos, com aquilo que imaginamos ver, onde passamos a nos voltar para dentro de nós mesmos, e é daí por diante que nos tornamos a experiência vivida, e passamos a nos abastecer em um mundo de recordações. Sendo que desta margem irreal acolhemos aquilo e aqueles que queremos ver, e resgatamos, colorindo-os novamente e lançando-os às nossas nuvens.
Este é o instinto de uma pescaria, os frutos desta arte, são meras conquistas, o prazer está em vasculhar procurando algo que não sabemos, ficando apreensivos por algo que ainda na conquistamos, mas sempre acompanhados da certeza de que aquilo que encontrar-mos, nos fará bem, mesmo que por poucos instantes. Até que voltemos a lanças as nossas linhas, ou redes ao nosso desconhecido.
Deste desconhecido florescem flores mórbidas que enegrecem todo ambiente, e uma luz límpida nos guia ao nosso próprio pesqueiro, a vida, da qual nos vemos vidrados, pois este ambiente, estas sensações, estes toques de vida e não vida, se formaram diante, perante e dentro de nossos olhos, cada qual com tua cor, tua crença, cada qual com tua dor, tua essência.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Nada como uma auto-descrição!
O céu, em sua grande essência apresenta a luz do sol, que aquece, que fornece vida, que ilumina, e que engrandece todas as pequenas coisas que o homem possivelmente nem se quer repara. Porém mais uma vez venho falar da noite.
Neste céu enegrecido de tanto mistério, há diversas estrelas, umas maiores e incertas, outras menores, porém intrigantes com o seu brilho intenso, por onde tu olhares, verás estrelas. Numa imensurável contagem de tanta beleza. São pontos luminosos que nos trazem uma impressão de magnitude e grandiosidade deste Universo. Há várias estrelas, milhões delas, mas os homens enobrecem a Lua.
"Assim como a lua só é lua... Quem a faz perfeita são os amantes!".
Até então, onde se encontra tal descrição? Não está no Universo, uma vez que me encontro no Fim dele. Está aqui, em um admirador desta protagonista, reluzente e de estonteante beleza.
Sou eu, me auto-denominando um sapo, que vivendo em um lago, ou mesmo um brejo, que por minha mais nobre e singela distração passo a vasculhar um valor perante este lugar, que se diz pacato, silencioso... Estático.
Pulando de pedras, em folhas, vitórias-régias, conversando com o silêncio desta noite, me volto a refletir, e refletindo e refletido procuro ao fundo deste lago algo mais intrigante, procuro respostas para diversas perguntas que não apresentam fundamento algum. Ao fundo deste lado, não há nada do que as minhas angústias, sendo esta a metáfora de toda a essência em ser o sapo. O fundo do lago em que vivo estão todas as minhas angústias, e por que não, um dia posso ser vítima delas, me afogando neste breu e esvaindo-se perante as próprias águas que eu criei.
Pois bem, o vento, uma brisa leve passa a criar pequenas ondas, que me dispersam de todas as angústias, desisto de me lamentar com as pedras que já se encontravam entediadas. E reparo, este vento que não vejo, mas sinto fizeram meus belos olhos que se encontravam fixos e vidrados em um nada, passaram a emergir de tanta angústia e reparam, nesta pequena ondulação do meu lago há vida, há uma luz.
A luz mais bela, a mais pura, está lá, em meu lago, ao meu lado. Uma vez a cada noite, conto as horas do dia, não me importo tanto com o sol, passe-o, quero a minha amada. A Lua.
Eu, um sapo, que sabe que a sua amada está tão longe, apenas um pequeno reflexo dela me faz tão bem, um apaixonado. Porém um sapo.
O que me resta senão ficar pulando entre as pedras, entre as folhas apenas em uma busca recorrente do reflexo desta linda Lua (princesa) que reluz lá no céu, distante, uma linda Lua, inalcançável. Porém linda Lua.
Sei que há muitos admiram-na, idolatram-na, há cães, lobos, pássaros, outros animais, e por que não o Homem, os homens.
O que me resta, sendo um sapo, nada mais do que admirá-la e pelos meus pequenos, singelos e insignificantes pulos tentar alcançá-la? Eu, um sapo.
O que me resta senão, um simples “Grab... Grab...”.
Sim, muitas vezes me convenço de ser um sapo encantado, dotado de diversas qualidades que neste encanto demonstro dádivas, qualidades, mas não acredito que um beijo me transforme em príncipe, não é deste encanto que se quebra, nem mesmo a Lua poderia fazer tal vontade. Creio que meu encanto seja ser príncipe sim, porém “Príncipe dos Sapos”, por que não? Não há encantos a serem quebrados, não há magias a serem rompidas.
Assim sendo, o “Príncipe dos Sapos”! Sem coroas, sem tronos, apenas o meu lago e tudo que se reflete nele.
Ser sapo apresenta seu lado bom, aparenta características vantajosas, pois ninguém espera nada de especial de um sapo, apenas o rejeita, por apresentar o famoso aspecto asqueroso (não me apresento como este tipo de sapo), pois bem, de um sapo, não se espera nada de um sapo, até que inesperadamente posso dar um salto, um salto grandioso, impossível, improvável, passando por vitórias-régias, pedras, árvores, nuvens, atravessa folclores, contos e histórias, e não por menos, alcança, a princesa, aquela que eu julgava ser a inalcançável Lua.
Agora por que não, sendo um príncipe e depois deste vôo supremo, estou cá eu, sentado no Fim do Universo, balançando minhas pernas...
Neste céu enegrecido de tanto mistério, há diversas estrelas, umas maiores e incertas, outras menores, porém intrigantes com o seu brilho intenso, por onde tu olhares, verás estrelas. Numa imensurável contagem de tanta beleza. São pontos luminosos que nos trazem uma impressão de magnitude e grandiosidade deste Universo. Há várias estrelas, milhões delas, mas os homens enobrecem a Lua.
"Assim como a lua só é lua... Quem a faz perfeita são os amantes!".
Até então, onde se encontra tal descrição? Não está no Universo, uma vez que me encontro no Fim dele. Está aqui, em um admirador desta protagonista, reluzente e de estonteante beleza.
Sou eu, me auto-denominando um sapo, que vivendo em um lago, ou mesmo um brejo, que por minha mais nobre e singela distração passo a vasculhar um valor perante este lugar, que se diz pacato, silencioso... Estático.
Pulando de pedras, em folhas, vitórias-régias, conversando com o silêncio desta noite, me volto a refletir, e refletindo e refletido procuro ao fundo deste lago algo mais intrigante, procuro respostas para diversas perguntas que não apresentam fundamento algum. Ao fundo deste lado, não há nada do que as minhas angústias, sendo esta a metáfora de toda a essência em ser o sapo. O fundo do lago em que vivo estão todas as minhas angústias, e por que não, um dia posso ser vítima delas, me afogando neste breu e esvaindo-se perante as próprias águas que eu criei.
Pois bem, o vento, uma brisa leve passa a criar pequenas ondas, que me dispersam de todas as angústias, desisto de me lamentar com as pedras que já se encontravam entediadas. E reparo, este vento que não vejo, mas sinto fizeram meus belos olhos que se encontravam fixos e vidrados em um nada, passaram a emergir de tanta angústia e reparam, nesta pequena ondulação do meu lago há vida, há uma luz.
A luz mais bela, a mais pura, está lá, em meu lago, ao meu lado. Uma vez a cada noite, conto as horas do dia, não me importo tanto com o sol, passe-o, quero a minha amada. A Lua.
Eu, um sapo, que sabe que a sua amada está tão longe, apenas um pequeno reflexo dela me faz tão bem, um apaixonado. Porém um sapo.
O que me resta senão ficar pulando entre as pedras, entre as folhas apenas em uma busca recorrente do reflexo desta linda Lua (princesa) que reluz lá no céu, distante, uma linda Lua, inalcançável. Porém linda Lua.
Sei que há muitos admiram-na, idolatram-na, há cães, lobos, pássaros, outros animais, e por que não o Homem, os homens.
O que me resta, sendo um sapo, nada mais do que admirá-la e pelos meus pequenos, singelos e insignificantes pulos tentar alcançá-la? Eu, um sapo.
O que me resta senão, um simples “Grab... Grab...”.
Sim, muitas vezes me convenço de ser um sapo encantado, dotado de diversas qualidades que neste encanto demonstro dádivas, qualidades, mas não acredito que um beijo me transforme em príncipe, não é deste encanto que se quebra, nem mesmo a Lua poderia fazer tal vontade. Creio que meu encanto seja ser príncipe sim, porém “Príncipe dos Sapos”, por que não? Não há encantos a serem quebrados, não há magias a serem rompidas.
Assim sendo, o “Príncipe dos Sapos”! Sem coroas, sem tronos, apenas o meu lago e tudo que se reflete nele.
Ser sapo apresenta seu lado bom, aparenta características vantajosas, pois ninguém espera nada de especial de um sapo, apenas o rejeita, por apresentar o famoso aspecto asqueroso (não me apresento como este tipo de sapo), pois bem, de um sapo, não se espera nada de um sapo, até que inesperadamente posso dar um salto, um salto grandioso, impossível, improvável, passando por vitórias-régias, pedras, árvores, nuvens, atravessa folclores, contos e histórias, e não por menos, alcança, a princesa, aquela que eu julgava ser a inalcançável Lua.
Agora por que não, sendo um príncipe e depois deste vôo supremo, estou cá eu, sentado no Fim do Universo, balançando minhas pernas...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Não é um dilema, nem solução...
Estamos criando sempre os “certos e errados” de nossas vidas, questionamos tudo, procurando respostas para diversas perguntas que ousam em não aparecer, para que a nossa dúvida persista, que esta apareça sempre antes do amanhã.
Mas antes que um tempo se esgote, que acabe, devemos nos por a prova, pois sabemos sempre que o ontem poderia ser melhor, pela nossa visão do hoje, não se assuste, sempre fazemos coisas pelo qual nos arrependemos depois, ou mesmo não fazemos coisas, e por isto nos arrependemos muito mais, mas geralmente afirmamos que a nossa vida é assim. A vida de todo mundo é assim, repleta, confeita e feita de choros e risos, e por que não de risos e choros.
Ou não compreende ou não corresponde!
Somos assim, pensamos assim, sempre há um elo que nos segura ao não voar, e muito antes de voar, estamos determinados a forrar o nosso chão, pois já saltamos para o nosso vôo com o intuito de cair, mesmo inconscientemente.
Todos e tudo que criamos sempre estarão lá, quando precisamos, quando chamamos, um toque, um riso, um abraço, mas nos traz a dúvida será que os teremos eternamente?
Nem poderíamos, um exemplo claro é a paixão, um dia nos apaixonamos, e não queremos que aqueles dias acabem, não queremos que o sol se vá, pois as manhãs são muito ricas, coloridas e alegres deslumbrantes, além de seu calor irradiante, porém decidimos logo após, não muito distante que a noite não se esvaeça, pois nela o frio e o acolhimento aos braços, suspiros ao luar de uma noite com estrelas e uma lua vigilante, não queremos mais. E onde está o Sol?
Pois bem, a partir daí, não queremos que os sonhos se esgotem, ficamos na cama buscando as idealizações que simplesmente ecoam e nossa mente ao ouvir o som do despertador. Não há mais sol, nem lua. É a paixão.
Esquecemos dela, e não por um “Eu te amo” efêmero, mas por um sentimento que se transparece dos olhos de quem o diz. Agora é o amor.
Fazemos tudo por uma paixão, pensando que é o amor, fazemos pouco caso, esnobamos um amor, simplesmente por pensar que é uma paixão, é um dilema e uma conclusão, mas sem a pergunta, sem pensar, e sem respostas, inesperadamente e instintivamente tatuamos em nossas vidas atos e conformações que se tornam parte de nossa essência.
Para nos livrarmos desta essência, se o verbo se livrar é condizente com os argumentos a serem citados, não há mais o amor, a paixão, que se pronunciava para não ser imortal, posto que é chama e tal chama se extinguira, ou mesmo que se apresentava infinito enquanto dure, não há mais tempo. O infinito se foi, mas não é o fim.
Tanto nas separações de relacionamentos, como na união de inseguros, há pessoas, que se postam confusas. Mas devemos nos lembrar de que não são apenas os nossos sentimentos que estão em jogo, porém não nos esqueçamos que o objeto deste amor não existe: esta sombra que vês é o reflexo da tua imagem, você a fez assim. Ela não é nada em si, é de ti que ela surgiu, é em ti que ela persiste, tua partida a haveria de dissipar, isso se um dia tivesses a coragem de partir, ou mesmo a eterna lealdade para ficar.
Mas antes que um tempo se esgote, que acabe, devemos nos por a prova, pois sabemos sempre que o ontem poderia ser melhor, pela nossa visão do hoje, não se assuste, sempre fazemos coisas pelo qual nos arrependemos depois, ou mesmo não fazemos coisas, e por isto nos arrependemos muito mais, mas geralmente afirmamos que a nossa vida é assim. A vida de todo mundo é assim, repleta, confeita e feita de choros e risos, e por que não de risos e choros.
Ou não compreende ou não corresponde!
Somos assim, pensamos assim, sempre há um elo que nos segura ao não voar, e muito antes de voar, estamos determinados a forrar o nosso chão, pois já saltamos para o nosso vôo com o intuito de cair, mesmo inconscientemente.
Todos e tudo que criamos sempre estarão lá, quando precisamos, quando chamamos, um toque, um riso, um abraço, mas nos traz a dúvida será que os teremos eternamente?
Nem poderíamos, um exemplo claro é a paixão, um dia nos apaixonamos, e não queremos que aqueles dias acabem, não queremos que o sol se vá, pois as manhãs são muito ricas, coloridas e alegres deslumbrantes, além de seu calor irradiante, porém decidimos logo após, não muito distante que a noite não se esvaeça, pois nela o frio e o acolhimento aos braços, suspiros ao luar de uma noite com estrelas e uma lua vigilante, não queremos mais. E onde está o Sol?
Pois bem, a partir daí, não queremos que os sonhos se esgotem, ficamos na cama buscando as idealizações que simplesmente ecoam e nossa mente ao ouvir o som do despertador. Não há mais sol, nem lua. É a paixão.
Esquecemos dela, e não por um “Eu te amo” efêmero, mas por um sentimento que se transparece dos olhos de quem o diz. Agora é o amor.
Fazemos tudo por uma paixão, pensando que é o amor, fazemos pouco caso, esnobamos um amor, simplesmente por pensar que é uma paixão, é um dilema e uma conclusão, mas sem a pergunta, sem pensar, e sem respostas, inesperadamente e instintivamente tatuamos em nossas vidas atos e conformações que se tornam parte de nossa essência.
Para nos livrarmos desta essência, se o verbo se livrar é condizente com os argumentos a serem citados, não há mais o amor, a paixão, que se pronunciava para não ser imortal, posto que é chama e tal chama se extinguira, ou mesmo que se apresentava infinito enquanto dure, não há mais tempo. O infinito se foi, mas não é o fim.
Tanto nas separações de relacionamentos, como na união de inseguros, há pessoas, que se postam confusas. Mas devemos nos lembrar de que não são apenas os nossos sentimentos que estão em jogo, porém não nos esqueçamos que o objeto deste amor não existe: esta sombra que vês é o reflexo da tua imagem, você a fez assim. Ela não é nada em si, é de ti que ela surgiu, é em ti que ela persiste, tua partida a haveria de dissipar, isso se um dia tivesses a coragem de partir, ou mesmo a eterna lealdade para ficar.
Vida e memórias
Qual o significado de um lápis
Se não para ser apagado...
Qual o significado de um papel
Se não para ser usado e jogado fora...
Para que lhe serve a vida,
Senão para ser vivida e ser terminada...
E finalmente...
Qual o real intuito da memória
Senão ousar em não se apagar o que foi escrito à lápis;
Para não se perder o conteúdo dos papéis...
E para se lembrar que houve uma vida ao nosso lado.
Se não para ser apagado...
Qual o significado de um papel
Se não para ser usado e jogado fora...
Para que lhe serve a vida,
Senão para ser vivida e ser terminada...
E finalmente...
Qual o real intuito da memória
Senão ousar em não se apagar o que foi escrito à lápis;
Para não se perder o conteúdo dos papéis...
E para se lembrar que houve uma vida ao nosso lado.
Sem Título
Um título pode não ser nada
Pode não estar em nada
Pode não existir
O título não vive
O título não presta
Sem título não há poesia
Sem poesia, nada
Só demasia
Demasia? É o título
E título é uma falta de ausência
E a ausência é ser poesia.
Pode não estar em nada
Pode não existir
O título não vive
O título não presta
Sem título não há poesia
Sem poesia, nada
Só demasia
Demasia? É o título
E título é uma falta de ausência
E a ausência é ser poesia.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Um diálogo, monólogo análogo simplório.
Pois bem, vamos lá, “saibas que eu gosto de você... Isto mesmo, lembre-se que embora tudo aconteça errado, no fim há sempre um final feliz e lembre-se que se isto não ocorrer é por que ainda não chegou ao fim!”. Vitor, não fiques assim.
Não fiques angustiado, triste ou cabisbaixo, por pior que aconteça as coisas, onde se encontra aquele Vitor alegre?
_ Fugiu, sumiu, desapareceu, simplesmente não está!
Onde está aquele Vitor que faz as maiores loucuras, as melhores piadas e no fim nem nota que ficou mais louco ainda?
_ Pendurou-se pela própria língua e padeceu sobre as próprias risadas, quer loucura mais sarcástica?
Calma Vitor! Eu procuro aquele Vitor, aquele pirado que surpreende a todos, e a mim próprio (sei que a correção ortográfica não aceita esta expressão, mas quem manda no meu texto sou eu e ponto), olhe no espelho, me veja, se veja, e juntos daremos aquele maravilhoso sorriso.
_ Não posso!
Por que não?
_ Não escovei os dentes! Bafo, caatinga, pior que o pântano em que idealizo estar vivendo!
Isto já sinto sofrer uma interferência, um humor matinal, dotado de criatividade, percebo que agora sim podemos conversar, vou lhe narrar uma história, ou melhor irei inventar uma história, lhe peço uma coisa, não me interrompa.
_ Tudo bem, pode contar com o meu silêncio, mas se a história for ruim, pode ser que eu volte a dormir!
Não irás dormir, o personagem serei eu, não dormirias em uma história em que estivesses participando.
_ Vai ter dragões, vilões, mocinhas (de preferência bonitas, e outros atributos) tiros, guerras, paz, cenários bonitos, ou serafins?
Sim, haverá todas as características, haverá poemas, poesias, ilusões e quem sabe magias. (comecei a rimar).
_ Comece então! Vamos!
Pois bem, Um garoto...
_ Eu?
Lhe pedi para não atrapalhar! Pois bem, continuando... Um garoto que estava nascendo, mas já estava vivo há um bom tempo, ou vice-versa...
_ Não entendi!
Creio que você, nem o leitor desta história entendeu, mas irei prosseguir, pelo fato de que no final irás descobrir a essência desta frase, ou então esqueça!
Um garoto, que brincava com o tempo, com as pessoas, com a alegria, com os sorrisos, era um dotado de sentimentos, sabia se expressar, contar causos, elogiar, aprendia as coisas e usava-as, brincava com as palavras tecendo em tua simples harmonia os mais sublimes poemas e poesias, assim como o vento retira a flor para dançar, ele retirava as pessoas para sorrir, e elas se sentiam bem. Um garoto.
Assim como eu ouvi um jovem sábio pronunciar em suas idéias:
Poeta? Eu? Não...
Apenas brinco com as palavras
Ordeno-as e despejo
Muito sentimento...
Para isto nem vejo
Nenhum tormento...
Apenas brinco com as palavras
Um brincalhão, assim sou.
Apenas brinco com as palavras
Assim como o destino brinca com as dores
Como a distância brinca com os amores
Como o tempo brinca com a razão
E os olhos com o coração...
Poeta? Eu não...
Apenas brinco com as palavras!
(não vou mais narrar-lhe o poema, pois ainda não o dei um nome, e muito menos não acabei esta obra).
Não fiques angustiado, triste ou cabisbaixo, por pior que aconteça as coisas, onde se encontra aquele Vitor alegre?
_ Fugiu, sumiu, desapareceu, simplesmente não está!
Onde está aquele Vitor que faz as maiores loucuras, as melhores piadas e no fim nem nota que ficou mais louco ainda?
_ Pendurou-se pela própria língua e padeceu sobre as próprias risadas, quer loucura mais sarcástica?
Calma Vitor! Eu procuro aquele Vitor, aquele pirado que surpreende a todos, e a mim próprio (sei que a correção ortográfica não aceita esta expressão, mas quem manda no meu texto sou eu e ponto), olhe no espelho, me veja, se veja, e juntos daremos aquele maravilhoso sorriso.
_ Não posso!
Por que não?
_ Não escovei os dentes! Bafo, caatinga, pior que o pântano em que idealizo estar vivendo!
Isto já sinto sofrer uma interferência, um humor matinal, dotado de criatividade, percebo que agora sim podemos conversar, vou lhe narrar uma história, ou melhor irei inventar uma história, lhe peço uma coisa, não me interrompa.
_ Tudo bem, pode contar com o meu silêncio, mas se a história for ruim, pode ser que eu volte a dormir!
Não irás dormir, o personagem serei eu, não dormirias em uma história em que estivesses participando.
_ Vai ter dragões, vilões, mocinhas (de preferência bonitas, e outros atributos) tiros, guerras, paz, cenários bonitos, ou serafins?
Sim, haverá todas as características, haverá poemas, poesias, ilusões e quem sabe magias. (comecei a rimar).
_ Comece então! Vamos!
Pois bem, Um garoto...
_ Eu?
Lhe pedi para não atrapalhar! Pois bem, continuando... Um garoto que estava nascendo, mas já estava vivo há um bom tempo, ou vice-versa...
_ Não entendi!
Creio que você, nem o leitor desta história entendeu, mas irei prosseguir, pelo fato de que no final irás descobrir a essência desta frase, ou então esqueça!
Um garoto, que brincava com o tempo, com as pessoas, com a alegria, com os sorrisos, era um dotado de sentimentos, sabia se expressar, contar causos, elogiar, aprendia as coisas e usava-as, brincava com as palavras tecendo em tua simples harmonia os mais sublimes poemas e poesias, assim como o vento retira a flor para dançar, ele retirava as pessoas para sorrir, e elas se sentiam bem. Um garoto.
Assim como eu ouvi um jovem sábio pronunciar em suas idéias:
Poeta? Eu? Não...
Apenas brinco com as palavras
Ordeno-as e despejo
Muito sentimento...
Para isto nem vejo
Nenhum tormento...
Apenas brinco com as palavras
Um brincalhão, assim sou.
Apenas brinco com as palavras
Assim como o destino brinca com as dores
Como a distância brinca com os amores
Como o tempo brinca com a razão
E os olhos com o coração...
Poeta? Eu não...
Apenas brinco com as palavras!
(não vou mais narrar-lhe o poema, pois ainda não o dei um nome, e muito menos não acabei esta obra).
Pois bem, um garoto.
Um dia este calou-se, mas não por falta de palavras, por falta de sensações, de reações, de idéias e sim pelo excesso delas. Contemplou-se e deparou-se com uma imensidão de sentimentos, que não havia descrito, aprendido, ou mesmo sentido antes, era novo, puro, desconhecido, mas glorificante. Apenas apreciou.
Procurou ao seu redor algo que poderia descrevê-la, olhos em toda a tua volta e encontrou, mas não disse.
_ Já sei do que está falando, de uma princesa!
Um silêncio me ajuda, por favor! Mas foi isto mesmo, uma princesa, se deparou com uma beleza que o fez sentir diferente e assim relatou:
“Pousou sobre meu mundo, suave como uma borboleta
Como esta pousa sobre uma pétala de uma flor...
Porém forte e intensa, de presença marcante e conquistou...
Neste meu mundo já tem uma rainha...
Uma nova rainha que poderia substituir qualquer já pré-existente...
Esta te conquista, te ilude, mas te faz voltar a sonhar...”
(O resto foi restrito pela princesa!)
Havia um céu, milhares de estrelas, muito brilho, uma pupila, uma lua radiante, cheia e inconformada com os verdes olhos desta garota que a refletia aqui da terra. Um garoto. Que não se sentou à cadeira, pois estático ao lado desta princesa se sentia bem, sem frio, estava vivo, iludido, sonhando e amando o que via, não prestou muita atenção na conversa, havia mais pessoas, mas para ele apenas as estrelas, o céu e a princesa.
_ Está bem, mas onde estão os dragões, os vilões, tu apenas me descreveu o cenário, a mocinha e o mocinho – aquele garoto – mas...
Agora quem lhe interrompe, sou eu... Continuando, assim como é mágico o abrir de pétalas de uma flor quando esta percebe a primavera, se tornou estático e permanente o sentimento que havia naquele local, que houve naqueles dias, nas palavras, nos olhares, nos gestos e por fim, pelo fim e somente fim, pelo abraço.
No decorrer disto, apareceram os vilões, diversos, milhares, uma imensidão deles, um exército, descreverei o nome dos batalhões, um apelidou-se de Distância, era impiedoso, forte, detinha e destruía qualquer possibilidade de tentativa, ou mesmo qualquer pensamento de investida, qualquer idéia de um passo a diante, lhe empurrava dois para traz.
O outro vilão, não se compunha do exército, não demonstrava ter aliados, era um único, porém era temido, era cruel, e tinha um poder e uma precisão que derrubava qualquer pessoa, com apenas um golpe, e não por menos denominaram-no de Saudade. Este se torna mais grandioso com o passar do tempo, o mesmo tempo com que este garoto brincava.
O céu não estava mais lá, a lua sumiu na escuridão de uma tristeza sem tamanho, levando consigo as estrelas que guiavam os amantes e apaixonados, os verdes olhos eram lembranças, uma fiel aliada do garoto.
Sabes o que é um soneto?
Garoto, Vitor... sabes o que é um soneto?
Vitor?
_ Ah! Sei sim. É que pensei que não era para interrompê-lo, a história está interessante.
Pois bem este soneto:
“ Garota e seu você´
Estou amando
Uma garota que não vejo
Vivo sonhando
Esta pessoa que desejo
Estou flutuando
Em um mundo que não conheço
Sempre cantando
Uma música que não esqueço
O que posso fazer, querer, sonhar
Se é somente você
A quem desejo amar?
Quem posso sonhar, desejar, querer
Se o ´seu você´ que me faz pensar
Enfatizando que é contigo que quero viver.”
(A métrica se mantém, mas não chega perto de Vinicius – o ídolo).
Não houve mais conversa, aliás houve sim, conversas no silêncio, muito mais conversas no silêncio do que ao falar, mesmo por que não havia o que falar, era só sentir, o garoto ficaria tempos e tempos olhando para ela, sem falar nada, ou mesmo só pensando no que falar, mas não poderia!
Havia coisas a falar! Havia sentimentos a se expressar, havia.
Até que apareceu, uma noite, não havia os verdes dos olhos, em primeira instância, não havia lua, estrelas, muito menos o céu, no escuro fez-se brilhar uma voz, um “Eu te Amo” com uma das mais lindas angustias, com a mais travadas das vozes, com o melhor dos adjetivos vindos ao poder dos homens, poetas e brincalhões, trouxe consigo as luzes das estrelas, o brilho da lua, a dúvida de uma pergunta.
Era ela – princesa.
Descobri que:
“Procuro uma flor perante um dia de chuva
Reparo em uma lágrima que de um rosto se enxuga
Busco um novo sabor em uma mesma fruta
E o vento nos traz um som que não se escuta
Vivemos numa vida em que nada se desfruta
Procurando uma rima para uma nova conduta
Vejo uma luz nesta noite obscura
Nos vendo presos como um quadro em sua moldura
Um grito que o som não perdura
Uma doença que não se procura cura
Este antídoto que não se procura”
(Era o amor)
Ouviste? Este som é o som do batimento do coração, um batimento nada normal, um batimento natural, um batimento desreguladamente sadio, um batimento de paixão, aliás, de amor.
_ Por que você diferenciou paixão de amor?
Caro Vitor, a paixão foi o que sentiste ao ver a lua, e as estrelas perante aqueles olhos brilhantes, e o amor é o que viste ao ler aquela mensagem com o nome dela.
Posteriormente, houve diários (não gosto que se trate aquele arquivo como um diário, apesar de ter sido escrito por vários dias), pois bem melhorarei houve mais e mais sentimentos, sentimentos bons, ruins, que independente das formas, cores, e razões eram sinceros e verdadeiros.
Houve um “Menina Linda”,e um “toc toc”, onde ambos estavam lá, dentro deste garoto, vivo, latente, e este voltou a brincar, com palavras (assim como já puderam notar), mas sorrir? Não muito, sorria, “com a face, um sorriso no rosto é fácil, porém o sorriso no coração, este sim é difícil”. Amava!
_ Um momento! Creio que agora posso intervir, posso continuar a história, ou pelo menos falar... Esta sentença não deves ser lida no passado, é no presente, hoje, agora, AMO-A.
Pois bem, continue se achas capaz.
_ Então, a garota estavas lá distante e tão perto, ao fechar os olhos eu a via, sentia perto de mim, foi só eu pegar novamente a minha blusa de frio que eu senti o cheiro dela na minha blusa, naquela blusa que pedia sono, que pedia sonho, que pedia ela novamente.
_ Era especial, mas uma chuva levou toda a parcela da princesa que eu tinha comigo, só me restou o nome, um papel, uma lembrança.
_ Tempos posteriores, afirmo que com o sentimento oscilava, ficava forte, fraco, a destino me pregava peças, apareciam garotas, lindas garotas, havia atração, mas ao fechar os olhos para um beijo, me vinha um rosto, me vinha um gesto, um perfume, e um sorriso, como se fosse isto mesmo o correto a ser feito. Não entendia, não compreendia, vivia.
_ Um sentimento me tomava conta, era a saudade aquele vilão certeiro que conseguia, com o auxilio do batalhão da distância, de longe me acerta e fazer doer, com aquele tiro certeiro, no coração (mediastino médio).
_ Assim chego neste estado inicial do texto, cabisbaixo, ela recebe minhas frases, meus argumentos, meus sentimentos,e como uma princesa em seu devido rigor, condena-os a ficar confinados, dilacerando o autor dos feitos para ficar em um poço escuro, imerso, e sem luz.
Vitor, você distorceu a minha história romântica, sei eu sei que isto tudo que disse é verdade, ambos sabemos, todos os personagens deste texto sabem, creio até a princesa sabe, mas voltarei a minha linha de raciocínio, seguindo do ponto onde tu paraste. (demonstrando a minha total capacidade de criatividade).
Neste poço, havia uma característica boa, a escuridão era clareada pelo sol, e posteriormente a lua passava delicadamente por cima, como se desfilasse exuberante para o garoto – para nós. Podíamos admirá-la, podíamos. E assim o fizemos por diversas vezes. E sonhamos.
_ Vitor, e ainda sonhamos.
Isso mesmo, ainda sonhamos.
Se aquela frase inicial não estivesse lá diria que não sonhamos, temos visões, agora podes me perguntar o motivo daquela frase.
_ Isso, por que dela estar lá no começo?
Por apenas um motivo, óbvio, se a colocasse no fim, tu lembrarias da frase com uma grandiosidade tremenda que esquecerias da história, assim ela estando lá ao início, quem se lembra dela? Creio que tu mesmo, não se lembra dela, não se lembra do que sentia, daquele marasmo, daquele tédio!
Vamos juntos ao espelho sorrir?
_ Vitor, não me lembro mesmo, foi uma grande jogada tua colocar assim este texto, mas não é pra tanto aquele sorriso ao espelho, ainda tenho bafo! E outra, não calei meu sentimento, mesmo não compreendendo-o. Divulguei-o. Apresentei-o para a guria que mais amo, aliás, para a guria que amo (pois só há uma a quem eu dedico este sentimento)...
Eu sei, lhe ajudei nisto, apresentou, mas pelo motivo de amá-la e de mostrar pra ela isto, mostrar que não irás esquecê-la, e que desejas, que se ela encontre um novo cara, que este tenha um pouco, não todo, do seu sentimento por ela, estás triste pois ela não o compreende, e se compreende, não o corresponde.
Talvez ela sim esteja seguindo a frase, daí cabe a ti entender e compreender!
_ Vitor, sábias palavras. Garoto!
Voltes a dormir garoto, voltes a sonhar!
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