Compareço, empregando-as, de uma forma mais humilde e sincera, e como uma pessoa dotada de uma essência respeitosa e justa, gostaria de pedir as minhas desculpas, pois cometi um erro imperdoável, incorporei uma essência insensata e rude, e esta injustiça que enfatizei, devo pedir indulgência e absolvição.
Palavras, eu peço-vos desculpas, acabo de perceber que a tua essência e a tua maravilhosa capacidade de romper barreiras físicas e carreando todos os ideais e sentimentos de um mundo, despertando assim a vontade de usá-las em perfeitas ocasiões.
Toda aquela arrogância e insolência que demonstrei, inferiorizando a tua real capacidade era derivada de um sentimento sórdido de incompreensão, assim como aquela nuvem tenebrosa, densa e encharcada de ódio que desabava alagando todo o meu cultivo de mais belos e coloridos sentimentos bons e acinzentando toda aquela luz que me trazia vida. Uma devastação geral, e agora me posto a novamente não ficar abalado com as lágrimas desta ilusória tempestade que além de aniquilar os campos verdes, e desbotar as cores, tornou tudo um vazio. Vazio passageiro.
Com esta terra já irrigada, tratei-me de semear novamente o meu jardim, desejo tua semente de essências, por este motivo peço que volte.
Toda a tua capacidade intrigante de revelar os meus sentires simplesmente na forma mais subjetiva possível de interpretações. Um dom a quem consegue manipulá-las e torná-las aptas à grande responsabilidade.
Depende do leitor, após a obra finalizada do autor, a drenagem de todo este sentimento que lhe foi confiado de zelar. Uma vez que aquilo que não pode ser descrito, deve-se ser interpretado pelas descrições que as incorporam, e assim que as cores, sons e notas que tu carregas transforma-se em cenas e cenários dos mais surpreendentes e intrigantes, aprisionando o leitor e oferecendo-o este sentir.
Peço desculpas ao fato de negligenciar todo o teu poder. Floresces aos ares, transbordas entres os campos e alegras de vida e luz, com suas cores e sensações. O tom enegrecido que utilizei a questioná-las, queridas palavras, fica estarrecido e arrasado, com tanta sutileza e maravilhosa ternura agora imposta.
O verdadeiro hipócrita da ocasião fui eu, o próprio autor, onde com as próprias palavras as insultei. E como uma fiel companheira aceitou esta terrível missão de se auto ofender, de aceitar as críticas e calada, imóvel não se lamentar, pelo contrario, apresentou-se prontamente ao próximo sentimento a expor.
Errei e afirmo, confirmo, porém não serei verdadeiro se jurar perante a estas tantas letras, que irei sempre usá-las para os tons benéficos. Haverão criticas a serem feitas, sátiras e sarcasmos, mas com a tua lealdade de um cão guia, perante o cego que fui e ainda sou, guia-me ao expor, ao me expor.
Ainda não ouso descrevê-las, mas seria uma honra a qualquer uma integrante desta legião, ser capacitada a receber este título. Uma unidade mínima carregada de som e sentimento que incorpora, como um fabuloso artista, que não se preocupa com prêmios e críticas, apenas encena com gosto e orgulho o papel em que lhe é oferecido.
Peço desculpas, sendo eu um fã, de toda a autoridade que tens. Palavras.
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