domingo, 29 de março de 2009

Conjugá-los

Vi a chuva cair, e neste instante senti-a, assim como o vento que sutilmente me abraçava, onde estavam dispersos e em conjunto que pareciam não ter fim. O mais estranho é que esta chuva, quente, me fazia criar um sol embutido neste nada espalhado pela imensidão de um céu imaginário e um coração desprovido.
Este sol que surgia, irradiava e transmitia aquela força existente em teu sorriso, inconfundível, que libertava uma pequena fragrância de uma alegria que tu soprava-me por distâncias, e este sopro, inesperadamente sensibilizou a minha face, que postou a perceber os sussurros que gotejavam de teus lábios. E nesta simplicidade do meu querer, passei a criar e buscar novos espaços e novas palavras para que eu pudesse brincar com elas, conjugá-las, esforçando-me para que de uma forma simples estas palavras partissem de um pensamento recíproco. Ambos conjugamos.
E assim, como se nunca tivesse mudado coisa alguma, estava eu, sem que estivesse sonhado ou imaginado outro cenário, era a realidade, àquela mesmo que percebi que as minhas palavras são tudo aquilo que eu realmente quero.
Assim, o sol sorri para as pessoas, e o vento abraça sutilmente e delicadamente retira os cabelos para uma dança, e mais um sorriso salienta-se de cores, emoções e vida, e com um sorriso do meu tamanho, imaginei que um dia faria a experiência de fechar os olhos e senti-la, ouvi-la, vê-la.
Os verbos transitam e esvoaçam em minha mente, assim como os sonhos em minhas noites e as cores em minhas visões, os detalhes de todas as sensações que sinto, vivo, ouço e digo não estarão aos dicionários, posso passar a tramar explicações, imaginá-las, mas sei que não será possível encontrar a palavra correta. Mas sim a expressão correta de sorrir.
Apresento-te o sorriso que camufla todo o sentimento que tenho beleza que não digo, o sorriso que me faz sentir a presença dos meus desejos, aquele que ilumina os dias, noites, sofrimentos e lamentações, aquele que alaga o poço em que se encontra, apenas para te fazer flutuar.
Flutuando, o sorriso de uma liberdade de sentimentos que tenho, vivo e vivencio todos os dias, e sempre conjugando e combinando aqueles brinquedos que me fazem bem.
Um prazer, conjugá-los em minha vida.

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