O céu, em sua grande essência apresenta a luz do sol, que aquece, que fornece vida, que ilumina, e que engrandece todas as pequenas coisas que o homem possivelmente nem se quer repara. Porém mais uma vez venho falar da noite.
Neste céu enegrecido de tanto mistério, há diversas estrelas, umas maiores e incertas, outras menores, porém intrigantes com o seu brilho intenso, por onde tu olhares, verás estrelas. Numa imensurável contagem de tanta beleza. São pontos luminosos que nos trazem uma impressão de magnitude e grandiosidade deste Universo. Há várias estrelas, milhões delas, mas os homens enobrecem a Lua.
"Assim como a lua só é lua... Quem a faz perfeita são os amantes!".
Até então, onde se encontra tal descrição? Não está no Universo, uma vez que me encontro no Fim dele. Está aqui, em um admirador desta protagonista, reluzente e de estonteante beleza.
Sou eu, me auto-denominando um sapo, que vivendo em um lago, ou mesmo um brejo, que por minha mais nobre e singela distração passo a vasculhar um valor perante este lugar, que se diz pacato, silencioso... Estático.
Pulando de pedras, em folhas, vitórias-régias, conversando com o silêncio desta noite, me volto a refletir, e refletindo e refletido procuro ao fundo deste lago algo mais intrigante, procuro respostas para diversas perguntas que não apresentam fundamento algum. Ao fundo deste lado, não há nada do que as minhas angústias, sendo esta a metáfora de toda a essência em ser o sapo. O fundo do lago em que vivo estão todas as minhas angústias, e por que não, um dia posso ser vítima delas, me afogando neste breu e esvaindo-se perante as próprias águas que eu criei.
Pois bem, o vento, uma brisa leve passa a criar pequenas ondas, que me dispersam de todas as angústias, desisto de me lamentar com as pedras que já se encontravam entediadas. E reparo, este vento que não vejo, mas sinto fizeram meus belos olhos que se encontravam fixos e vidrados em um nada, passaram a emergir de tanta angústia e reparam, nesta pequena ondulação do meu lago há vida, há uma luz.
A luz mais bela, a mais pura, está lá, em meu lago, ao meu lado. Uma vez a cada noite, conto as horas do dia, não me importo tanto com o sol, passe-o, quero a minha amada. A Lua.
Eu, um sapo, que sabe que a sua amada está tão longe, apenas um pequeno reflexo dela me faz tão bem, um apaixonado. Porém um sapo.
O que me resta senão ficar pulando entre as pedras, entre as folhas apenas em uma busca recorrente do reflexo desta linda Lua (princesa) que reluz lá no céu, distante, uma linda Lua, inalcançável. Porém linda Lua.
Sei que há muitos admiram-na, idolatram-na, há cães, lobos, pássaros, outros animais, e por que não o Homem, os homens.
O que me resta, sendo um sapo, nada mais do que admirá-la e pelos meus pequenos, singelos e insignificantes pulos tentar alcançá-la? Eu, um sapo.
O que me resta senão, um simples “Grab... Grab...”.
Sim, muitas vezes me convenço de ser um sapo encantado, dotado de diversas qualidades que neste encanto demonstro dádivas, qualidades, mas não acredito que um beijo me transforme em príncipe, não é deste encanto que se quebra, nem mesmo a Lua poderia fazer tal vontade. Creio que meu encanto seja ser príncipe sim, porém “Príncipe dos Sapos”, por que não? Não há encantos a serem quebrados, não há magias a serem rompidas.
Assim sendo, o “Príncipe dos Sapos”! Sem coroas, sem tronos, apenas o meu lago e tudo que se reflete nele.
Ser sapo apresenta seu lado bom, aparenta características vantajosas, pois ninguém espera nada de especial de um sapo, apenas o rejeita, por apresentar o famoso aspecto asqueroso (não me apresento como este tipo de sapo), pois bem, de um sapo, não se espera nada de um sapo, até que inesperadamente posso dar um salto, um salto grandioso, impossível, improvável, passando por vitórias-régias, pedras, árvores, nuvens, atravessa folclores, contos e histórias, e não por menos, alcança, a princesa, aquela que eu julgava ser a inalcançável Lua.
Agora por que não, sendo um príncipe e depois deste vôo supremo, estou cá eu, sentado no Fim do Universo, balançando minhas pernas...
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Não é um dilema, nem solução...
Estamos criando sempre os “certos e errados” de nossas vidas, questionamos tudo, procurando respostas para diversas perguntas que ousam em não aparecer, para que a nossa dúvida persista, que esta apareça sempre antes do amanhã.
Mas antes que um tempo se esgote, que acabe, devemos nos por a prova, pois sabemos sempre que o ontem poderia ser melhor, pela nossa visão do hoje, não se assuste, sempre fazemos coisas pelo qual nos arrependemos depois, ou mesmo não fazemos coisas, e por isto nos arrependemos muito mais, mas geralmente afirmamos que a nossa vida é assim. A vida de todo mundo é assim, repleta, confeita e feita de choros e risos, e por que não de risos e choros.
Ou não compreende ou não corresponde!
Somos assim, pensamos assim, sempre há um elo que nos segura ao não voar, e muito antes de voar, estamos determinados a forrar o nosso chão, pois já saltamos para o nosso vôo com o intuito de cair, mesmo inconscientemente.
Todos e tudo que criamos sempre estarão lá, quando precisamos, quando chamamos, um toque, um riso, um abraço, mas nos traz a dúvida será que os teremos eternamente?
Nem poderíamos, um exemplo claro é a paixão, um dia nos apaixonamos, e não queremos que aqueles dias acabem, não queremos que o sol se vá, pois as manhãs são muito ricas, coloridas e alegres deslumbrantes, além de seu calor irradiante, porém decidimos logo após, não muito distante que a noite não se esvaeça, pois nela o frio e o acolhimento aos braços, suspiros ao luar de uma noite com estrelas e uma lua vigilante, não queremos mais. E onde está o Sol?
Pois bem, a partir daí, não queremos que os sonhos se esgotem, ficamos na cama buscando as idealizações que simplesmente ecoam e nossa mente ao ouvir o som do despertador. Não há mais sol, nem lua. É a paixão.
Esquecemos dela, e não por um “Eu te amo” efêmero, mas por um sentimento que se transparece dos olhos de quem o diz. Agora é o amor.
Fazemos tudo por uma paixão, pensando que é o amor, fazemos pouco caso, esnobamos um amor, simplesmente por pensar que é uma paixão, é um dilema e uma conclusão, mas sem a pergunta, sem pensar, e sem respostas, inesperadamente e instintivamente tatuamos em nossas vidas atos e conformações que se tornam parte de nossa essência.
Para nos livrarmos desta essência, se o verbo se livrar é condizente com os argumentos a serem citados, não há mais o amor, a paixão, que se pronunciava para não ser imortal, posto que é chama e tal chama se extinguira, ou mesmo que se apresentava infinito enquanto dure, não há mais tempo. O infinito se foi, mas não é o fim.
Tanto nas separações de relacionamentos, como na união de inseguros, há pessoas, que se postam confusas. Mas devemos nos lembrar de que não são apenas os nossos sentimentos que estão em jogo, porém não nos esqueçamos que o objeto deste amor não existe: esta sombra que vês é o reflexo da tua imagem, você a fez assim. Ela não é nada em si, é de ti que ela surgiu, é em ti que ela persiste, tua partida a haveria de dissipar, isso se um dia tivesses a coragem de partir, ou mesmo a eterna lealdade para ficar.
Mas antes que um tempo se esgote, que acabe, devemos nos por a prova, pois sabemos sempre que o ontem poderia ser melhor, pela nossa visão do hoje, não se assuste, sempre fazemos coisas pelo qual nos arrependemos depois, ou mesmo não fazemos coisas, e por isto nos arrependemos muito mais, mas geralmente afirmamos que a nossa vida é assim. A vida de todo mundo é assim, repleta, confeita e feita de choros e risos, e por que não de risos e choros.
Ou não compreende ou não corresponde!
Somos assim, pensamos assim, sempre há um elo que nos segura ao não voar, e muito antes de voar, estamos determinados a forrar o nosso chão, pois já saltamos para o nosso vôo com o intuito de cair, mesmo inconscientemente.
Todos e tudo que criamos sempre estarão lá, quando precisamos, quando chamamos, um toque, um riso, um abraço, mas nos traz a dúvida será que os teremos eternamente?
Nem poderíamos, um exemplo claro é a paixão, um dia nos apaixonamos, e não queremos que aqueles dias acabem, não queremos que o sol se vá, pois as manhãs são muito ricas, coloridas e alegres deslumbrantes, além de seu calor irradiante, porém decidimos logo após, não muito distante que a noite não se esvaeça, pois nela o frio e o acolhimento aos braços, suspiros ao luar de uma noite com estrelas e uma lua vigilante, não queremos mais. E onde está o Sol?
Pois bem, a partir daí, não queremos que os sonhos se esgotem, ficamos na cama buscando as idealizações que simplesmente ecoam e nossa mente ao ouvir o som do despertador. Não há mais sol, nem lua. É a paixão.
Esquecemos dela, e não por um “Eu te amo” efêmero, mas por um sentimento que se transparece dos olhos de quem o diz. Agora é o amor.
Fazemos tudo por uma paixão, pensando que é o amor, fazemos pouco caso, esnobamos um amor, simplesmente por pensar que é uma paixão, é um dilema e uma conclusão, mas sem a pergunta, sem pensar, e sem respostas, inesperadamente e instintivamente tatuamos em nossas vidas atos e conformações que se tornam parte de nossa essência.
Para nos livrarmos desta essência, se o verbo se livrar é condizente com os argumentos a serem citados, não há mais o amor, a paixão, que se pronunciava para não ser imortal, posto que é chama e tal chama se extinguira, ou mesmo que se apresentava infinito enquanto dure, não há mais tempo. O infinito se foi, mas não é o fim.
Tanto nas separações de relacionamentos, como na união de inseguros, há pessoas, que se postam confusas. Mas devemos nos lembrar de que não são apenas os nossos sentimentos que estão em jogo, porém não nos esqueçamos que o objeto deste amor não existe: esta sombra que vês é o reflexo da tua imagem, você a fez assim. Ela não é nada em si, é de ti que ela surgiu, é em ti que ela persiste, tua partida a haveria de dissipar, isso se um dia tivesses a coragem de partir, ou mesmo a eterna lealdade para ficar.
Vida e memórias
Qual o significado de um lápis
Se não para ser apagado...
Qual o significado de um papel
Se não para ser usado e jogado fora...
Para que lhe serve a vida,
Senão para ser vivida e ser terminada...
E finalmente...
Qual o real intuito da memória
Senão ousar em não se apagar o que foi escrito à lápis;
Para não se perder o conteúdo dos papéis...
E para se lembrar que houve uma vida ao nosso lado.
Se não para ser apagado...
Qual o significado de um papel
Se não para ser usado e jogado fora...
Para que lhe serve a vida,
Senão para ser vivida e ser terminada...
E finalmente...
Qual o real intuito da memória
Senão ousar em não se apagar o que foi escrito à lápis;
Para não se perder o conteúdo dos papéis...
E para se lembrar que houve uma vida ao nosso lado.
Sem Título
Um título pode não ser nada
Pode não estar em nada
Pode não existir
O título não vive
O título não presta
Sem título não há poesia
Sem poesia, nada
Só demasia
Demasia? É o título
E título é uma falta de ausência
E a ausência é ser poesia.
Pode não estar em nada
Pode não existir
O título não vive
O título não presta
Sem título não há poesia
Sem poesia, nada
Só demasia
Demasia? É o título
E título é uma falta de ausência
E a ausência é ser poesia.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Um diálogo, monólogo análogo simplório.
Pois bem, vamos lá, “saibas que eu gosto de você... Isto mesmo, lembre-se que embora tudo aconteça errado, no fim há sempre um final feliz e lembre-se que se isto não ocorrer é por que ainda não chegou ao fim!”. Vitor, não fiques assim.
Não fiques angustiado, triste ou cabisbaixo, por pior que aconteça as coisas, onde se encontra aquele Vitor alegre?
_ Fugiu, sumiu, desapareceu, simplesmente não está!
Onde está aquele Vitor que faz as maiores loucuras, as melhores piadas e no fim nem nota que ficou mais louco ainda?
_ Pendurou-se pela própria língua e padeceu sobre as próprias risadas, quer loucura mais sarcástica?
Calma Vitor! Eu procuro aquele Vitor, aquele pirado que surpreende a todos, e a mim próprio (sei que a correção ortográfica não aceita esta expressão, mas quem manda no meu texto sou eu e ponto), olhe no espelho, me veja, se veja, e juntos daremos aquele maravilhoso sorriso.
_ Não posso!
Por que não?
_ Não escovei os dentes! Bafo, caatinga, pior que o pântano em que idealizo estar vivendo!
Isto já sinto sofrer uma interferência, um humor matinal, dotado de criatividade, percebo que agora sim podemos conversar, vou lhe narrar uma história, ou melhor irei inventar uma história, lhe peço uma coisa, não me interrompa.
_ Tudo bem, pode contar com o meu silêncio, mas se a história for ruim, pode ser que eu volte a dormir!
Não irás dormir, o personagem serei eu, não dormirias em uma história em que estivesses participando.
_ Vai ter dragões, vilões, mocinhas (de preferência bonitas, e outros atributos) tiros, guerras, paz, cenários bonitos, ou serafins?
Sim, haverá todas as características, haverá poemas, poesias, ilusões e quem sabe magias. (comecei a rimar).
_ Comece então! Vamos!
Pois bem, Um garoto...
_ Eu?
Lhe pedi para não atrapalhar! Pois bem, continuando... Um garoto que estava nascendo, mas já estava vivo há um bom tempo, ou vice-versa...
_ Não entendi!
Creio que você, nem o leitor desta história entendeu, mas irei prosseguir, pelo fato de que no final irás descobrir a essência desta frase, ou então esqueça!
Um garoto, que brincava com o tempo, com as pessoas, com a alegria, com os sorrisos, era um dotado de sentimentos, sabia se expressar, contar causos, elogiar, aprendia as coisas e usava-as, brincava com as palavras tecendo em tua simples harmonia os mais sublimes poemas e poesias, assim como o vento retira a flor para dançar, ele retirava as pessoas para sorrir, e elas se sentiam bem. Um garoto.
Assim como eu ouvi um jovem sábio pronunciar em suas idéias:
Poeta? Eu? Não...
Apenas brinco com as palavras
Ordeno-as e despejo
Muito sentimento...
Para isto nem vejo
Nenhum tormento...
Apenas brinco com as palavras
Um brincalhão, assim sou.
Apenas brinco com as palavras
Assim como o destino brinca com as dores
Como a distância brinca com os amores
Como o tempo brinca com a razão
E os olhos com o coração...
Poeta? Eu não...
Apenas brinco com as palavras!
(não vou mais narrar-lhe o poema, pois ainda não o dei um nome, e muito menos não acabei esta obra).
Não fiques angustiado, triste ou cabisbaixo, por pior que aconteça as coisas, onde se encontra aquele Vitor alegre?
_ Fugiu, sumiu, desapareceu, simplesmente não está!
Onde está aquele Vitor que faz as maiores loucuras, as melhores piadas e no fim nem nota que ficou mais louco ainda?
_ Pendurou-se pela própria língua e padeceu sobre as próprias risadas, quer loucura mais sarcástica?
Calma Vitor! Eu procuro aquele Vitor, aquele pirado que surpreende a todos, e a mim próprio (sei que a correção ortográfica não aceita esta expressão, mas quem manda no meu texto sou eu e ponto), olhe no espelho, me veja, se veja, e juntos daremos aquele maravilhoso sorriso.
_ Não posso!
Por que não?
_ Não escovei os dentes! Bafo, caatinga, pior que o pântano em que idealizo estar vivendo!
Isto já sinto sofrer uma interferência, um humor matinal, dotado de criatividade, percebo que agora sim podemos conversar, vou lhe narrar uma história, ou melhor irei inventar uma história, lhe peço uma coisa, não me interrompa.
_ Tudo bem, pode contar com o meu silêncio, mas se a história for ruim, pode ser que eu volte a dormir!
Não irás dormir, o personagem serei eu, não dormirias em uma história em que estivesses participando.
_ Vai ter dragões, vilões, mocinhas (de preferência bonitas, e outros atributos) tiros, guerras, paz, cenários bonitos, ou serafins?
Sim, haverá todas as características, haverá poemas, poesias, ilusões e quem sabe magias. (comecei a rimar).
_ Comece então! Vamos!
Pois bem, Um garoto...
_ Eu?
Lhe pedi para não atrapalhar! Pois bem, continuando... Um garoto que estava nascendo, mas já estava vivo há um bom tempo, ou vice-versa...
_ Não entendi!
Creio que você, nem o leitor desta história entendeu, mas irei prosseguir, pelo fato de que no final irás descobrir a essência desta frase, ou então esqueça!
Um garoto, que brincava com o tempo, com as pessoas, com a alegria, com os sorrisos, era um dotado de sentimentos, sabia se expressar, contar causos, elogiar, aprendia as coisas e usava-as, brincava com as palavras tecendo em tua simples harmonia os mais sublimes poemas e poesias, assim como o vento retira a flor para dançar, ele retirava as pessoas para sorrir, e elas se sentiam bem. Um garoto.
Assim como eu ouvi um jovem sábio pronunciar em suas idéias:
Poeta? Eu? Não...
Apenas brinco com as palavras
Ordeno-as e despejo
Muito sentimento...
Para isto nem vejo
Nenhum tormento...
Apenas brinco com as palavras
Um brincalhão, assim sou.
Apenas brinco com as palavras
Assim como o destino brinca com as dores
Como a distância brinca com os amores
Como o tempo brinca com a razão
E os olhos com o coração...
Poeta? Eu não...
Apenas brinco com as palavras!
(não vou mais narrar-lhe o poema, pois ainda não o dei um nome, e muito menos não acabei esta obra).
Pois bem, um garoto.
Um dia este calou-se, mas não por falta de palavras, por falta de sensações, de reações, de idéias e sim pelo excesso delas. Contemplou-se e deparou-se com uma imensidão de sentimentos, que não havia descrito, aprendido, ou mesmo sentido antes, era novo, puro, desconhecido, mas glorificante. Apenas apreciou.
Procurou ao seu redor algo que poderia descrevê-la, olhos em toda a tua volta e encontrou, mas não disse.
_ Já sei do que está falando, de uma princesa!
Um silêncio me ajuda, por favor! Mas foi isto mesmo, uma princesa, se deparou com uma beleza que o fez sentir diferente e assim relatou:
“Pousou sobre meu mundo, suave como uma borboleta
Como esta pousa sobre uma pétala de uma flor...
Porém forte e intensa, de presença marcante e conquistou...
Neste meu mundo já tem uma rainha...
Uma nova rainha que poderia substituir qualquer já pré-existente...
Esta te conquista, te ilude, mas te faz voltar a sonhar...”
(O resto foi restrito pela princesa!)
Havia um céu, milhares de estrelas, muito brilho, uma pupila, uma lua radiante, cheia e inconformada com os verdes olhos desta garota que a refletia aqui da terra. Um garoto. Que não se sentou à cadeira, pois estático ao lado desta princesa se sentia bem, sem frio, estava vivo, iludido, sonhando e amando o que via, não prestou muita atenção na conversa, havia mais pessoas, mas para ele apenas as estrelas, o céu e a princesa.
_ Está bem, mas onde estão os dragões, os vilões, tu apenas me descreveu o cenário, a mocinha e o mocinho – aquele garoto – mas...
Agora quem lhe interrompe, sou eu... Continuando, assim como é mágico o abrir de pétalas de uma flor quando esta percebe a primavera, se tornou estático e permanente o sentimento que havia naquele local, que houve naqueles dias, nas palavras, nos olhares, nos gestos e por fim, pelo fim e somente fim, pelo abraço.
No decorrer disto, apareceram os vilões, diversos, milhares, uma imensidão deles, um exército, descreverei o nome dos batalhões, um apelidou-se de Distância, era impiedoso, forte, detinha e destruía qualquer possibilidade de tentativa, ou mesmo qualquer pensamento de investida, qualquer idéia de um passo a diante, lhe empurrava dois para traz.
O outro vilão, não se compunha do exército, não demonstrava ter aliados, era um único, porém era temido, era cruel, e tinha um poder e uma precisão que derrubava qualquer pessoa, com apenas um golpe, e não por menos denominaram-no de Saudade. Este se torna mais grandioso com o passar do tempo, o mesmo tempo com que este garoto brincava.
O céu não estava mais lá, a lua sumiu na escuridão de uma tristeza sem tamanho, levando consigo as estrelas que guiavam os amantes e apaixonados, os verdes olhos eram lembranças, uma fiel aliada do garoto.
Sabes o que é um soneto?
Garoto, Vitor... sabes o que é um soneto?
Vitor?
_ Ah! Sei sim. É que pensei que não era para interrompê-lo, a história está interessante.
Pois bem este soneto:
“ Garota e seu você´
Estou amando
Uma garota que não vejo
Vivo sonhando
Esta pessoa que desejo
Estou flutuando
Em um mundo que não conheço
Sempre cantando
Uma música que não esqueço
O que posso fazer, querer, sonhar
Se é somente você
A quem desejo amar?
Quem posso sonhar, desejar, querer
Se o ´seu você´ que me faz pensar
Enfatizando que é contigo que quero viver.”
(A métrica se mantém, mas não chega perto de Vinicius – o ídolo).
Não houve mais conversa, aliás houve sim, conversas no silêncio, muito mais conversas no silêncio do que ao falar, mesmo por que não havia o que falar, era só sentir, o garoto ficaria tempos e tempos olhando para ela, sem falar nada, ou mesmo só pensando no que falar, mas não poderia!
Havia coisas a falar! Havia sentimentos a se expressar, havia.
Até que apareceu, uma noite, não havia os verdes dos olhos, em primeira instância, não havia lua, estrelas, muito menos o céu, no escuro fez-se brilhar uma voz, um “Eu te Amo” com uma das mais lindas angustias, com a mais travadas das vozes, com o melhor dos adjetivos vindos ao poder dos homens, poetas e brincalhões, trouxe consigo as luzes das estrelas, o brilho da lua, a dúvida de uma pergunta.
Era ela – princesa.
Descobri que:
“Procuro uma flor perante um dia de chuva
Reparo em uma lágrima que de um rosto se enxuga
Busco um novo sabor em uma mesma fruta
E o vento nos traz um som que não se escuta
Vivemos numa vida em que nada se desfruta
Procurando uma rima para uma nova conduta
Vejo uma luz nesta noite obscura
Nos vendo presos como um quadro em sua moldura
Um grito que o som não perdura
Uma doença que não se procura cura
Este antídoto que não se procura”
(Era o amor)
Ouviste? Este som é o som do batimento do coração, um batimento nada normal, um batimento natural, um batimento desreguladamente sadio, um batimento de paixão, aliás, de amor.
_ Por que você diferenciou paixão de amor?
Caro Vitor, a paixão foi o que sentiste ao ver a lua, e as estrelas perante aqueles olhos brilhantes, e o amor é o que viste ao ler aquela mensagem com o nome dela.
Posteriormente, houve diários (não gosto que se trate aquele arquivo como um diário, apesar de ter sido escrito por vários dias), pois bem melhorarei houve mais e mais sentimentos, sentimentos bons, ruins, que independente das formas, cores, e razões eram sinceros e verdadeiros.
Houve um “Menina Linda”,e um “toc toc”, onde ambos estavam lá, dentro deste garoto, vivo, latente, e este voltou a brincar, com palavras (assim como já puderam notar), mas sorrir? Não muito, sorria, “com a face, um sorriso no rosto é fácil, porém o sorriso no coração, este sim é difícil”. Amava!
_ Um momento! Creio que agora posso intervir, posso continuar a história, ou pelo menos falar... Esta sentença não deves ser lida no passado, é no presente, hoje, agora, AMO-A.
Pois bem, continue se achas capaz.
_ Então, a garota estavas lá distante e tão perto, ao fechar os olhos eu a via, sentia perto de mim, foi só eu pegar novamente a minha blusa de frio que eu senti o cheiro dela na minha blusa, naquela blusa que pedia sono, que pedia sonho, que pedia ela novamente.
_ Era especial, mas uma chuva levou toda a parcela da princesa que eu tinha comigo, só me restou o nome, um papel, uma lembrança.
_ Tempos posteriores, afirmo que com o sentimento oscilava, ficava forte, fraco, a destino me pregava peças, apareciam garotas, lindas garotas, havia atração, mas ao fechar os olhos para um beijo, me vinha um rosto, me vinha um gesto, um perfume, e um sorriso, como se fosse isto mesmo o correto a ser feito. Não entendia, não compreendia, vivia.
_ Um sentimento me tomava conta, era a saudade aquele vilão certeiro que conseguia, com o auxilio do batalhão da distância, de longe me acerta e fazer doer, com aquele tiro certeiro, no coração (mediastino médio).
_ Assim chego neste estado inicial do texto, cabisbaixo, ela recebe minhas frases, meus argumentos, meus sentimentos,e como uma princesa em seu devido rigor, condena-os a ficar confinados, dilacerando o autor dos feitos para ficar em um poço escuro, imerso, e sem luz.
Vitor, você distorceu a minha história romântica, sei eu sei que isto tudo que disse é verdade, ambos sabemos, todos os personagens deste texto sabem, creio até a princesa sabe, mas voltarei a minha linha de raciocínio, seguindo do ponto onde tu paraste. (demonstrando a minha total capacidade de criatividade).
Neste poço, havia uma característica boa, a escuridão era clareada pelo sol, e posteriormente a lua passava delicadamente por cima, como se desfilasse exuberante para o garoto – para nós. Podíamos admirá-la, podíamos. E assim o fizemos por diversas vezes. E sonhamos.
_ Vitor, e ainda sonhamos.
Isso mesmo, ainda sonhamos.
Se aquela frase inicial não estivesse lá diria que não sonhamos, temos visões, agora podes me perguntar o motivo daquela frase.
_ Isso, por que dela estar lá no começo?
Por apenas um motivo, óbvio, se a colocasse no fim, tu lembrarias da frase com uma grandiosidade tremenda que esquecerias da história, assim ela estando lá ao início, quem se lembra dela? Creio que tu mesmo, não se lembra dela, não se lembra do que sentia, daquele marasmo, daquele tédio!
Vamos juntos ao espelho sorrir?
_ Vitor, não me lembro mesmo, foi uma grande jogada tua colocar assim este texto, mas não é pra tanto aquele sorriso ao espelho, ainda tenho bafo! E outra, não calei meu sentimento, mesmo não compreendendo-o. Divulguei-o. Apresentei-o para a guria que mais amo, aliás, para a guria que amo (pois só há uma a quem eu dedico este sentimento)...
Eu sei, lhe ajudei nisto, apresentou, mas pelo motivo de amá-la e de mostrar pra ela isto, mostrar que não irás esquecê-la, e que desejas, que se ela encontre um novo cara, que este tenha um pouco, não todo, do seu sentimento por ela, estás triste pois ela não o compreende, e se compreende, não o corresponde.
Talvez ela sim esteja seguindo a frase, daí cabe a ti entender e compreender!
_ Vitor, sábias palavras. Garoto!
Voltes a dormir garoto, voltes a sonhar!
sábado, 10 de janeiro de 2009
Olhos inchados
Os olhos que se demonstraram sempre alegres, brilhantes e iluminados se converteram e se apresentam com um novo brilho, o brilho reluzente de uma treva tenebrosa, tais olhos brilham, pois se enchem de lágrimas, e cheios, tornam-se intactos, vidrados e as gotas de lágrimas atrapalham a visão. A pupila se dilata, o coração bate forte, não sentimos mais nenhuma sensação exterior, voltamos para o nosso próprio sentimento, nosso próprio sofrimento e angústia, a respiração se torna ofegante, apresentam-se os soluços, e a cada soluço, os olhos se encharcam novamente, e aquela imagem, aquela cena, aquela voz, ou gesto se eternizam em nossa cabeça, tornando os soluços mais e mais intensos, tuas lágrimas minam de teus olhos e umedece a tua face, escorrem pelo teu belo rosto, porém o mundo, o mundo continua a girar.
As mesmas gotas que escorrem pelos olhos da felicidade, umedecem, agora como lágrimas, a face dos que choram.
Lágrimas que afogam as “meninas dos olhos”, lágrimas de um cego, surdo e mudo, lágrimas que inundam o mundo, que calado, não vê, não ouve e não sente, lágrimas em um mundo absurdo.
Lágrimas que escorrem para te dizer...
As gotículas que escorrem na face de uma garota apaixonada, que brotam dos olhos em uma despedida, que umedecem a visão tanto dos vitoriosos, quanto dos que se sentem só, inibindo a visualização do arco-íris, que não nos fornece a dádiva de ver as flores felizes e germinando por terem sido regadas com tanto sentimento.
Lágrimas que nos fazem pensar...
A brisa suave que umedece as manhãs se torna insignificantes pela cascata de emoção que jorram dos corações dos que choram, que escorrem se unem em uma imensidão de motivos variados que criam gigantescas ondas avassaladoras que, se tornam mais tenebrosas em nossos oceanos de sentimentos.
Lágrimas que nos fazem sentir...
Simples gotas que escorrem revelando quem és, através de esconderijos, escuridões e até de armaduras, lágrimas que impedem de ver o brilho do sol, o brilho das estrelas e da lua, lágrimas que tornam o mais belo sol de um dia de verão em uma escuridão eternizada por um sentimento. Lágrimas de saudades, de receio, de um reencontro, de uma paixão, sentimentos de uma despedida.
Lágrimas que escorrem por ti...
Sentimentos reais, que não se escondem em mentiras, que se tornam surreais, que engrandecem o valor de sentimentos, enobrecem o valor das pessoas, que mostram que através do brilho do sol que foi ofuscado por estas gotas que enchem meus olhos, que enchem teus olhos, esta angústia, este aperto no peito, esta não reação do corpo e este impacto, pois simples palavras poderiam fazer com que estas lágrimas se tornassem a mais bela de todas as imagens, a mais bela de todas as homenagens, não haveriam palavras, apenas as lágrimas que incham nossos olhos e nos emocionam, a cada dia, a cada sonho, a cada você...
Lágrimas por te dizer que EU Te AMO.
As mesmas gotas que escorrem pelos olhos da felicidade, umedecem, agora como lágrimas, a face dos que choram.
Lágrimas que afogam as “meninas dos olhos”, lágrimas de um cego, surdo e mudo, lágrimas que inundam o mundo, que calado, não vê, não ouve e não sente, lágrimas em um mundo absurdo.
Lágrimas que escorrem para te dizer...
As gotículas que escorrem na face de uma garota apaixonada, que brotam dos olhos em uma despedida, que umedecem a visão tanto dos vitoriosos, quanto dos que se sentem só, inibindo a visualização do arco-íris, que não nos fornece a dádiva de ver as flores felizes e germinando por terem sido regadas com tanto sentimento.
Lágrimas que nos fazem pensar...
A brisa suave que umedece as manhãs se torna insignificantes pela cascata de emoção que jorram dos corações dos que choram, que escorrem se unem em uma imensidão de motivos variados que criam gigantescas ondas avassaladoras que, se tornam mais tenebrosas em nossos oceanos de sentimentos.
Lágrimas que nos fazem sentir...
Simples gotas que escorrem revelando quem és, através de esconderijos, escuridões e até de armaduras, lágrimas que impedem de ver o brilho do sol, o brilho das estrelas e da lua, lágrimas que tornam o mais belo sol de um dia de verão em uma escuridão eternizada por um sentimento. Lágrimas de saudades, de receio, de um reencontro, de uma paixão, sentimentos de uma despedida.
Lágrimas que escorrem por ti...
Sentimentos reais, que não se escondem em mentiras, que se tornam surreais, que engrandecem o valor de sentimentos, enobrecem o valor das pessoas, que mostram que através do brilho do sol que foi ofuscado por estas gotas que enchem meus olhos, que enchem teus olhos, esta angústia, este aperto no peito, esta não reação do corpo e este impacto, pois simples palavras poderiam fazer com que estas lágrimas se tornassem a mais bela de todas as imagens, a mais bela de todas as homenagens, não haveriam palavras, apenas as lágrimas que incham nossos olhos e nos emocionam, a cada dia, a cada sonho, a cada você...
Lágrimas por te dizer que EU Te AMO.
Brincando, brincando com as palavras
Esta se tornou mais uma tentativa de ser um poeta, mais uma brincadeira com palavras que me faz refletir, delirar e sonhar, enfim pensar.
Há sentimentos que não podemos descrever, há pessoas que não podemos esquecer, e para quem muito ama, há amores que nunca deveríamos ter.
Mas temos e neles nos iludimos, nos sentimos fortes, fracos e diversas outras sensações que nunca teríamos em uma longa história de vida.
Para todos os amores que existem, que fazem sofrer, que trazem a felicidade, enfim para todos os amores, um só desejo... Sejas feliz.
Faças feliz uma pessoa que tu ama, mesmo que esta não a ame como você espera.
Brincadeira à parte, Apaixone-se. Não há sentimento mais modesto, imponente e magnífico do que amar, e por que não se sentir amado.
Longe, Distante... Platônico
Te amo ao meu silêncio
Procuro te encontrar
Me iludo pelo consenso
Que vem além do meu olhar
Te amo ao teu sorriso
Mesmo sem ter-te ao alcance
Com você é um paraíso
Se eu vivesse este romance
Não te escuto, não te vejo
Não há palavras tuas
Te procuro, te desejo
Na melhor de todas as luas
O que quero é mais que tenho
Seja você, a minha namorada
Se assim for, prometo que a amo
E faço tudo. Minha amada.
Há sentimentos que não podemos descrever, há pessoas que não podemos esquecer, e para quem muito ama, há amores que nunca deveríamos ter.
Mas temos e neles nos iludimos, nos sentimos fortes, fracos e diversas outras sensações que nunca teríamos em uma longa história de vida.
Para todos os amores que existem, que fazem sofrer, que trazem a felicidade, enfim para todos os amores, um só desejo... Sejas feliz.
Faças feliz uma pessoa que tu ama, mesmo que esta não a ame como você espera.
Brincadeira à parte, Apaixone-se. Não há sentimento mais modesto, imponente e magnífico do que amar, e por que não se sentir amado.
Longe, Distante... Platônico
Te amo ao meu silêncio
Procuro te encontrar
Me iludo pelo consenso
Que vem além do meu olhar
Te amo ao teu sorriso
Mesmo sem ter-te ao alcance
Com você é um paraíso
Se eu vivesse este romance
Não te escuto, não te vejo
Não há palavras tuas
Te procuro, te desejo
Na melhor de todas as luas
O que quero é mais que tenho
Seja você, a minha namorada
Se assim for, prometo que a amo
E faço tudo. Minha amada.
Mais uma...
A sensação era quente, calorosa, meus olhos buscavam a todo momento encontrar o que procurava, meus olhos se faziam de inquietos, diretos, certeiros, mas não havia nada, minhas pernas caminhavam, acompanhando luzes, vozes, rumores, risos e pessoas, mas ainda assim estava apenas a caminhar, nada a encontrar. Naufragado, à deriva, sem encontrar um porto onde eu pudesse me acolher.
Minha pele sentia o vento, um vento que queria sentir, mas não naquele local, um vento que me levava ao longe, um vento que eu queria tocar, mas meus dedos não encontravam em que encostar, minhas mãos trêmulas frenéticas estavam lá, buscando algo, na angústia de sentir, mas nada. Era um cego de sentimentos. Havia apenas sensações.
As palavras queriam brotar em um volume ensurdecedor, mas não se emitia nenhum som, aliás, saía sons, os sons que apenas eu em meu silêncio poderia ouvir. Silêncio, este era meu companheiro. Fiel.
Não nego tua presença, mas queria dar-lhe outro nome, outra definição, outro sentido, mas era aquele silêncio. Vazio.
Escuro, noturno, frio. Um turbilhão de vento e poeira toma conta do meu interior.
Claridade, luz, vida, calor. Uma brisa breve, límpida aconchega o meu corpo.
Sinto falta das palavras. Há apenas sorrisos, olhares, cochichos, imagens, se torna intrigante estes olhos que me consomem, que me iludem.
Poderia descrevê-la, era linda, encantadora, misteriosa e todos nela poderiam confiar em um encanto tamanho que te conquista com o teu próprio olhar, estava lá, serena, modesta, porém estonteante, magnífica, assim diria às pessoas que optam pelo poder de definir as coisas e sensações com uma única palavra, estava imponente, era de amantes e amados, era apaixonante.
O teu abraço aconchegava tudo, traduzia em todos os sentidos, em todas as cores unidas.
A todo lado que se observava, que se olhava, ou mesmo ao fechar os olhos, lá estava ela, novamente aparecendo, como em um sonho, sonho este que deriva de teu sublime toque, de teu sereno sussurro, de tua ilustre visita. Tu sente-a em toda parte, em todo instante, em todas as pessoas... Ela hipnotiza, te ilude, te faz o sonhar.
A estes sentimentos que encantam, aproximam, nos fazem recordar e que apresentam esta linda imagem, um céu escuro, com uma lua, e uma estrela... Para todos os sentimentos, uma ótima noite!
À noite... Uma noite. Mais uma noite.
Minha pele sentia o vento, um vento que queria sentir, mas não naquele local, um vento que me levava ao longe, um vento que eu queria tocar, mas meus dedos não encontravam em que encostar, minhas mãos trêmulas frenéticas estavam lá, buscando algo, na angústia de sentir, mas nada. Era um cego de sentimentos. Havia apenas sensações.
As palavras queriam brotar em um volume ensurdecedor, mas não se emitia nenhum som, aliás, saía sons, os sons que apenas eu em meu silêncio poderia ouvir. Silêncio, este era meu companheiro. Fiel.
Não nego tua presença, mas queria dar-lhe outro nome, outra definição, outro sentido, mas era aquele silêncio. Vazio.
Escuro, noturno, frio. Um turbilhão de vento e poeira toma conta do meu interior.
Claridade, luz, vida, calor. Uma brisa breve, límpida aconchega o meu corpo.
Sinto falta das palavras. Há apenas sorrisos, olhares, cochichos, imagens, se torna intrigante estes olhos que me consomem, que me iludem.
Poderia descrevê-la, era linda, encantadora, misteriosa e todos nela poderiam confiar em um encanto tamanho que te conquista com o teu próprio olhar, estava lá, serena, modesta, porém estonteante, magnífica, assim diria às pessoas que optam pelo poder de definir as coisas e sensações com uma única palavra, estava imponente, era de amantes e amados, era apaixonante.
O teu abraço aconchegava tudo, traduzia em todos os sentidos, em todas as cores unidas.
A todo lado que se observava, que se olhava, ou mesmo ao fechar os olhos, lá estava ela, novamente aparecendo, como em um sonho, sonho este que deriva de teu sublime toque, de teu sereno sussurro, de tua ilustre visita. Tu sente-a em toda parte, em todo instante, em todas as pessoas... Ela hipnotiza, te ilude, te faz o sonhar.
A estes sentimentos que encantam, aproximam, nos fazem recordar e que apresentam esta linda imagem, um céu escuro, com uma lua, e uma estrela... Para todos os sentimentos, uma ótima noite!
À noite... Uma noite. Mais uma noite.
Poema ao vento!
Gostaria de lhe fazer um poema
Mas não há inspiração...
Torna-se um grande dilema
Utópico e sem comparação
Queria lhe fazer um agrado
Muitas palavras distantes
Muito menos que um abraço
Ou um sorriso brilhante
Poderia falar sobre a tal armadura
Que te protege, lhe livra das dores...
Mas acabaria com tua doçura
Pelo medo de nossos temores
De armadura já me basta esta,
Caso outra, eu mesmo me visto
Pois hoje apenas isto me resta
Me proteger e só isto
Poderia falar do teu sorriso
Mas pouco lembro...
Só lembro que foi um riso.
Sereno, um pouco antes de Setembro
Poderia falar das conversas
Das mais belas e alegres
Destas lembro, são diversas
Lindas como flores campestres
Mas como isto está horrível
Sem cor, sem calor, sem sentimento
Se não fosse este o momento
O poema não seria cabível
Quando escrevo pretendo dizer o que sinto
Nunca, nestas ocasiões, minto
Digo a verdade somente a verdade
Isto é uma virtude, e pura lealdade.
Quer pensar, não leias os versos anteriores
Servem para muitos outros terrores
Procure o teu poema,
Este é o teu dilema
Mas não há inspiração...
Torna-se um grande dilema
Utópico e sem comparação
Queria lhe fazer um agrado
Muitas palavras distantes
Muito menos que um abraço
Ou um sorriso brilhante
Poderia falar sobre a tal armadura
Que te protege, lhe livra das dores...
Mas acabaria com tua doçura
Pelo medo de nossos temores
De armadura já me basta esta,
Caso outra, eu mesmo me visto
Pois hoje apenas isto me resta
Me proteger e só isto
Poderia falar do teu sorriso
Mas pouco lembro...
Só lembro que foi um riso.
Sereno, um pouco antes de Setembro
Poderia falar das conversas
Das mais belas e alegres
Destas lembro, são diversas
Lindas como flores campestres
Mas como isto está horrível
Sem cor, sem calor, sem sentimento
Se não fosse este o momento
O poema não seria cabível
Quando escrevo pretendo dizer o que sinto
Nunca, nestas ocasiões, minto
Digo a verdade somente a verdade
Isto é uma virtude, e pura lealdade.
Quer pensar, não leias os versos anteriores
Servem para muitos outros terrores
Procure o teu poema,
Este é o teu dilema
A Armadura
Armadura, no dicionário quer dizer, conjunto de armas, vestimenta dos antigos guerreiros, sendo que armas tem o seu significado de instrumento de ataque ou defesa, mas o motivo pelo qual tu vestiu a tua armadura eu não sei, creio que nem possa saber, mas quero que saibas, todos nós enfrentamos guerras, das quais muitas vezes saímos machucados, feridos e algumas saímos até mutilados, mas o constante uso da armadura, de qualquer tipo de armadura, nos priva de muitas coisas, de diversas sensações.
A armadura nos priva de sentir o sol, de sentir teu calor, de vê-lo, nos priva de sentir a brisa do vento acolhendo o nosso corpo, como um abraço natural, e falando em abraço, a armadura não nos deixa sentir o abraço, de qualquer pessoa.
A armadura barra o calor humano de um abraço, barra o aconchego dos braços da pessoa querida, apenas sabemos que estamos sendo abraçados, nada mais.
Uma armadura não nos proíbe de sentir, mas nos priva de saber dos sentimentos, uma armadura nos enclausura, nos sufoca, nos aprisiona. Sim estamos protegidos dentro dela, mas protegido de tudo. De todos.
Não é necessário armaduras para nos salvar. Há amigos!
Os amigos nos ajudam, alguns levam os ataques para nos defender, outros nos ajudam a conter nossos ferimentos, e outros estão lá, mesmo sem perceberem dando a sua colaboração, apenas nos dando um abraço, ou o aperto de mão para levantar-mos e percebermos que as nossas feridas já cicatrizaram.
Armadura?
Um uso em extinção, não é necessário armaduras, deixe-as guardadas para usá-las em motivos propícios, em guerras contra nós mesmos. Daí sim devemos proteger os outros, quem gostamos e de nós mesmos. Armadura é essencialmente para nos proteger de nossas armas, nos proteger de nós mesmos!
Brigas, discussões, amores... Amores, e todas as outras causas que achamos necessário para nos proteger, não é necessário o uso de armaduras.
Como eu já disse, armadura nos priva da vida, nos priva de nós mesmos!
Quer uma defesa?
Um sorriso! Melhor barreira que nos protege de coisas terríveis, e nem percebemos, quando sorrimos afastamos diversos males que tentam nos entristecer, e ainda não custa, não pesa, e não aprisiona ninguém, ao certo apenas encanta!
Para ficarmos de cabeça erguida basta acordarmos sorrindo!
Armaduras pesam, incomodam, atrapalham ao andar, e viver! E enferrujam!
A armadura nos priva de sentir o sol, de sentir teu calor, de vê-lo, nos priva de sentir a brisa do vento acolhendo o nosso corpo, como um abraço natural, e falando em abraço, a armadura não nos deixa sentir o abraço, de qualquer pessoa.
A armadura barra o calor humano de um abraço, barra o aconchego dos braços da pessoa querida, apenas sabemos que estamos sendo abraçados, nada mais.
Uma armadura não nos proíbe de sentir, mas nos priva de saber dos sentimentos, uma armadura nos enclausura, nos sufoca, nos aprisiona. Sim estamos protegidos dentro dela, mas protegido de tudo. De todos.
Não é necessário armaduras para nos salvar. Há amigos!
Os amigos nos ajudam, alguns levam os ataques para nos defender, outros nos ajudam a conter nossos ferimentos, e outros estão lá, mesmo sem perceberem dando a sua colaboração, apenas nos dando um abraço, ou o aperto de mão para levantar-mos e percebermos que as nossas feridas já cicatrizaram.
Armadura?
Um uso em extinção, não é necessário armaduras, deixe-as guardadas para usá-las em motivos propícios, em guerras contra nós mesmos. Daí sim devemos proteger os outros, quem gostamos e de nós mesmos. Armadura é essencialmente para nos proteger de nossas armas, nos proteger de nós mesmos!
Brigas, discussões, amores... Amores, e todas as outras causas que achamos necessário para nos proteger, não é necessário o uso de armaduras.
Como eu já disse, armadura nos priva da vida, nos priva de nós mesmos!
Quer uma defesa?
Um sorriso! Melhor barreira que nos protege de coisas terríveis, e nem percebemos, quando sorrimos afastamos diversos males que tentam nos entristecer, e ainda não custa, não pesa, e não aprisiona ninguém, ao certo apenas encanta!
Para ficarmos de cabeça erguida basta acordarmos sorrindo!
Armaduras pesam, incomodam, atrapalham ao andar, e viver! E enferrujam!
Tens, mas não possuíste.
Um olhar teu
um brilho dos espaços
serás sempre um pedaço
serás sempre um pedaço
tão belo porém nada meu…
Um abraço por acontecer
Um abraço por acontecer
guardado em memória faz nascer
uma admirável história
em que nada me faz viver
O que reparei em ti, não foi teu cabelo
Teus olhos ou teu sorriso
Tua beleza não está apenas aos olhos
Muito menos aos sons ao ouvido
Como a lua que todos contemplam
Os amantes, tanto pra mulher como pro homem
E lá está ela, radiante para os que dormem
Pelo que sinto, me achas louco
Pela tua vida, não quero atrapalhe-te
Este meu amor, que não é pouco
O cara que dizes que o ama
Tem podres, mas muita sorte
Conquistou uma bela garota
Que guia qualquer um ao Norte
Te gosto garota, mas não sei como dizer
Te amo linda, mas não sei como fazer
Vivas a tua vida, e tenhas felicidade
Deixe-me com minha loucura
Isto sim é pura verdade!
Não escutes o que digo,
Desta conversa nada mais falo
Me queira como amigo
Assim, só imagino e me calo!
Fecho os olhos para te imaginar
Uma vez apenas aos meus braços
Por um instante ouvir e dizer que a amo
Que pena, foi só um sonho terminando
O que sinto é indescritível,
Não sei como explicar
Sinto meio que invisível
Este sentimento de te amar
Os amantes, tanto pra mulher como pro homem
E lá está ela, radiante para os que dormem
Pelo que sinto, me achas louco
Pela tua vida, não quero atrapalhe-te
Este meu amor, que não é pouco
O cara que dizes que o ama
Tem podres, mas muita sorte
Conquistou uma bela garota
Que guia qualquer um ao Norte
Te gosto garota, mas não sei como dizer
Te amo linda, mas não sei como fazer
Vivas a tua vida, e tenhas felicidade
Deixe-me com minha loucura
Isto sim é pura verdade!
Não escutes o que digo,
Desta conversa nada mais falo
Me queira como amigo
Assim, só imagino e me calo!
Fecho os olhos para te imaginar
Uma vez apenas aos meus braços
Por um instante ouvir e dizer que a amo
Que pena, foi só um sonho terminando
O que sinto é indescritível,
Não sei como explicar
Sinto meio que invisível
Este sentimento de te amar
Amanhã
Sentimos sensações variadas, nos sentimos imersos e algumas vezes voamos. Voamos ou naufragamos dias sem parar, momentos em que a eternidade não nos trará a capacidade de apagar, e que no nosso próprio silêncio somos e nos tornamos cúmplices, e que todas as sensações quando bem guardadas, irão continuar. Podemos estar tristes, mas a solidão e a tristeza também nos faz sorrir e isto não sabíamos. Ao certo “sorrimos com a face” (sendo este fácil de obter), mas não com o coração (difícil de acontecer).
Percorremos diversos caminhos dentro os quais enfatizamos os caminhos das sensações que nos fazem apagar algumas das mais belas ilusões, algumas das mais belas situações.
Sempre queremos buscar e sentir todos os prazeres de poder ter alguém, de ser alguém. Nascemos ou renascemos num campo, em uma praia, ou qualquer outro cenário, com diversas cores, com diversos sons com diversas sensações, apenas ao iniciar uma conversa, apenas ao conhecer uma pessoa nova. Procuramos um abrigo em um sorriso aberto, sincero e promissor.
E o tempo passou, passa sem que percebamos, passa, já foi um ano, seis meses, um dia mas a caso se quisermos voar novamente, ou naufragarmos consequentemente num céu azul imaginado estaremos propícios, e mais espertos, mais alegres, mais sadios e quem sabe não iremos acompanhados.
Nestes caminhos que percorremos, algumas pessoas ficaram, outras nos acompanham, isto é questão de escolha e na escolha do meu, do teu, do vosso sentimento, na escolha do desejo, encontremos o presente. Guardemos o passado, ciente, crente, consciente que temos de fazê-lo. Vivamos este dia, cada dia, com uma intensidade insaciável em que se sobra o desejo de mais um dia, um dia de cada vez.
Amanhã queremos acordar e acordar e sorrir.
Até sempre!
Percorremos diversos caminhos dentro os quais enfatizamos os caminhos das sensações que nos fazem apagar algumas das mais belas ilusões, algumas das mais belas situações.
Sempre queremos buscar e sentir todos os prazeres de poder ter alguém, de ser alguém. Nascemos ou renascemos num campo, em uma praia, ou qualquer outro cenário, com diversas cores, com diversos sons com diversas sensações, apenas ao iniciar uma conversa, apenas ao conhecer uma pessoa nova. Procuramos um abrigo em um sorriso aberto, sincero e promissor.
E o tempo passou, passa sem que percebamos, passa, já foi um ano, seis meses, um dia mas a caso se quisermos voar novamente, ou naufragarmos consequentemente num céu azul imaginado estaremos propícios, e mais espertos, mais alegres, mais sadios e quem sabe não iremos acompanhados.
Nestes caminhos que percorremos, algumas pessoas ficaram, outras nos acompanham, isto é questão de escolha e na escolha do meu, do teu, do vosso sentimento, na escolha do desejo, encontremos o presente. Guardemos o passado, ciente, crente, consciente que temos de fazê-lo. Vivamos este dia, cada dia, com uma intensidade insaciável em que se sobra o desejo de mais um dia, um dia de cada vez.
Amanhã queremos acordar e acordar e sorrir.
Até sempre!
Um título? Me consome os pensamentos.
Hoje me visto com o verde esperança, vivo-o. Tacitamente, acredito em mim e construo os meus próprios sonhos, os meus lampejos ou as minhas ansiedades e por que não, as minhas insanidades. Hoje sou feito do amanhã desejado, idealizado, um amanhã. Protejo-me das ventanias e afasto os temporais de minha vida. Da vida que querem que eu tenha. Eu não! Não aceito os desperdícios dos que se afastam. Não aceito nada! Hoje sou eu que mando. Em mim e no meu destino. Este controle pode ser ilusório, mas sou eu quem comando o leme de meu barco, que posso estar perdido, mas sou eu que estou guiando. Sigo por estrelas que não conheço, por luas e sóis que me iluminam. Me guiam, sinto que não estou perdido.
Busco no espaço que me rodeia a mesma sensação que me norteia, retoco assim o meu trilho e faço o meu destino.
Nasce em mim essa consciência, esse poder, de querer ter um sol abrasador dos dias por viver e nas noites que se seguem, de conseguir ter a capacidade de ter a Lua para que o amor que nesta troca de olhares (o meu e o teu por acontecer…) entre muitas noites serenas, que o sono não nos faz companhia e nos fazem desejar, e idealizar algo que nos comovem, que nos alegram, algo que até então nos iludem.
Sóbrios fulgores de genialidade.
Hoje estou aqui! Aqui onde sabes que poderás encontrar-me. Aqui onde sempre me procuras, mesmo que não queiras saber…
Busco no espaço que me rodeia a mesma sensação que me norteia, retoco assim o meu trilho e faço o meu destino.
Nasce em mim essa consciência, esse poder, de querer ter um sol abrasador dos dias por viver e nas noites que se seguem, de conseguir ter a capacidade de ter a Lua para que o amor que nesta troca de olhares (o meu e o teu por acontecer…) entre muitas noites serenas, que o sono não nos faz companhia e nos fazem desejar, e idealizar algo que nos comovem, que nos alegram, algo que até então nos iludem.
Sóbrios fulgores de genialidade.
Hoje estou aqui! Aqui onde sabes que poderás encontrar-me. Aqui onde sempre me procuras, mesmo que não queiras saber…
Muito Prazer...
“Peço-lhes um minuto, mas não um minuto de silêncio, nem um minuto de vossa atenção, mas peço-lhes um minuto de vossas palavras, quero, por um minuto, as tuas vozes, os teus olhares, quero por um minuto, vocês, nada mais do que isto, por um minuto ou mais, quero que vocês saibam quem são. Quem realmente são....Vos apresento, vocês próprios, de uma maneira que nunca se viram apresentar...
...Em uma apresentação, onde o trabalho se apresenta alegre, sarcástico, irônico. Mas se torna belo, transmite energia, nos sede, fornece a luz, o calor que nos aconchegam, mas também nos trazem a apreensão e o medo, que nos fazem seguir em frente, com muito mais cautela, nos traz a emoção, a satisfação de que muito treinamento nos serviu para vida, e mesmo assim vem aquele frio na barriga, o mesmo e indescritível frio que nos faz perder as forças, que nos faz gelar, que nos faz ficar estáticos, enfim que descreve os efeitos fisiológicos do amor, “é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente... e blábláblá” e faz frio. E nestes “blábláblás” da vida percebemos que rir nos faz bem, tanto em palcos abertos como em pequenos camarins, e que o convívio com pessoas em um mesmo palco é o melhor medicamento para uma dor assintomática, imprevisível e incurável, que sempre teremos que resistir, e nos faz refletir, nos faz refletir quem somos e o porquê de sermos assim, agirmos assim e de nos enxergarmos assim e pensarmos assim...
São muitos propósitos em um só intuito, são muitos dados em uma só idéia, é um tudo em um nada. Estas são as ausentes páginas de um livro que não tem nome, que não tem autor, que não se apresenta com letras muito menos com palavras, um livro sem imagens sem gravuras, mas com muitas cores. É um livro que realmente não gostaríamos de ler, mas sim apenas tê-lo, vivê-lo e fazer parte, nem que seja uma mínima parte, pois somos personagens de uma “não-história” fantástica, fabulosa, enfim sem fim.”
Estando sentado no Fim do Universo, vos apresento... Lhe convido a entrar em um mundo, o mundo deste autor.
...Em uma apresentação, onde o trabalho se apresenta alegre, sarcástico, irônico. Mas se torna belo, transmite energia, nos sede, fornece a luz, o calor que nos aconchegam, mas também nos trazem a apreensão e o medo, que nos fazem seguir em frente, com muito mais cautela, nos traz a emoção, a satisfação de que muito treinamento nos serviu para vida, e mesmo assim vem aquele frio na barriga, o mesmo e indescritível frio que nos faz perder as forças, que nos faz gelar, que nos faz ficar estáticos, enfim que descreve os efeitos fisiológicos do amor, “é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente... e blábláblá” e faz frio. E nestes “blábláblás” da vida percebemos que rir nos faz bem, tanto em palcos abertos como em pequenos camarins, e que o convívio com pessoas em um mesmo palco é o melhor medicamento para uma dor assintomática, imprevisível e incurável, que sempre teremos que resistir, e nos faz refletir, nos faz refletir quem somos e o porquê de sermos assim, agirmos assim e de nos enxergarmos assim e pensarmos assim...
São muitos propósitos em um só intuito, são muitos dados em uma só idéia, é um tudo em um nada. Estas são as ausentes páginas de um livro que não tem nome, que não tem autor, que não se apresenta com letras muito menos com palavras, um livro sem imagens sem gravuras, mas com muitas cores. É um livro que realmente não gostaríamos de ler, mas sim apenas tê-lo, vivê-lo e fazer parte, nem que seja uma mínima parte, pois somos personagens de uma “não-história” fantástica, fabulosa, enfim sem fim.”
Estando sentado no Fim do Universo, vos apresento... Lhe convido a entrar em um mundo, o mundo deste autor.
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