sábado, 10 de janeiro de 2009

Poema ao vento!

Gostaria de lhe fazer um poema
Mas não há inspiração...
Torna-se um grande dilema
Utópico e sem comparação

Queria lhe fazer um agrado
Muitas palavras distantes
Muito menos que um abraço
Ou um sorriso brilhante

Poderia falar sobre a tal armadura
Que te protege, lhe livra das dores...
Mas acabaria com tua doçura
Pelo medo de nossos temores

De armadura já me basta esta,
Caso outra, eu mesmo me visto
Pois hoje apenas isto me resta
Me proteger e só isto

Poderia falar do teu sorriso
Mas pouco lembro...
Só lembro que foi um riso.
Sereno, um pouco antes de Setembro

Poderia falar das conversas
Das mais belas e alegres
Destas lembro, são diversas
Lindas como flores campestres

Mas como isto está horrível
Sem cor, sem calor, sem sentimento
Se não fosse este o momento
O poema não seria cabível

Quando escrevo pretendo dizer o que sinto
Nunca, nestas ocasiões, minto
Digo a verdade somente a verdade
Isto é uma virtude, e pura lealdade.

Quer pensar, não leias os versos anteriores
Servem para muitos outros terrores
Procure o teu poema,
Este é o teu dilema

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