Sentimos sensações variadas, nos sentimos imersos e algumas vezes voamos. Voamos ou naufragamos dias sem parar, momentos em que a eternidade não nos trará a capacidade de apagar, e que no nosso próprio silêncio somos e nos tornamos cúmplices, e que todas as sensações quando bem guardadas, irão continuar. Podemos estar tristes, mas a solidão e a tristeza também nos faz sorrir e isto não sabíamos. Ao certo “sorrimos com a face” (sendo este fácil de obter), mas não com o coração (difícil de acontecer).
Percorremos diversos caminhos dentro os quais enfatizamos os caminhos das sensações que nos fazem apagar algumas das mais belas ilusões, algumas das mais belas situações.
Sempre queremos buscar e sentir todos os prazeres de poder ter alguém, de ser alguém. Nascemos ou renascemos num campo, em uma praia, ou qualquer outro cenário, com diversas cores, com diversos sons com diversas sensações, apenas ao iniciar uma conversa, apenas ao conhecer uma pessoa nova. Procuramos um abrigo em um sorriso aberto, sincero e promissor.
E o tempo passou, passa sem que percebamos, passa, já foi um ano, seis meses, um dia mas a caso se quisermos voar novamente, ou naufragarmos consequentemente num céu azul imaginado estaremos propícios, e mais espertos, mais alegres, mais sadios e quem sabe não iremos acompanhados.
Nestes caminhos que percorremos, algumas pessoas ficaram, outras nos acompanham, isto é questão de escolha e na escolha do meu, do teu, do vosso sentimento, na escolha do desejo, encontremos o presente. Guardemos o passado, ciente, crente, consciente que temos de fazê-lo. Vivamos este dia, cada dia, com uma intensidade insaciável em que se sobra o desejo de mais um dia, um dia de cada vez.
Amanhã queremos acordar e acordar e sorrir.
Até sempre!
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