“Peço-lhes um minuto, mas não um minuto de silêncio, nem um minuto de vossa atenção, mas peço-lhes um minuto de vossas palavras, quero, por um minuto, as tuas vozes, os teus olhares, quero por um minuto, vocês, nada mais do que isto, por um minuto ou mais, quero que vocês saibam quem são. Quem realmente são....Vos apresento, vocês próprios, de uma maneira que nunca se viram apresentar...
...Em uma apresentação, onde o trabalho se apresenta alegre, sarcástico, irônico. Mas se torna belo, transmite energia, nos sede, fornece a luz, o calor que nos aconchegam, mas também nos trazem a apreensão e o medo, que nos fazem seguir em frente, com muito mais cautela, nos traz a emoção, a satisfação de que muito treinamento nos serviu para vida, e mesmo assim vem aquele frio na barriga, o mesmo e indescritível frio que nos faz perder as forças, que nos faz gelar, que nos faz ficar estáticos, enfim que descreve os efeitos fisiológicos do amor, “é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente... e blábláblá” e faz frio. E nestes “blábláblás” da vida percebemos que rir nos faz bem, tanto em palcos abertos como em pequenos camarins, e que o convívio com pessoas em um mesmo palco é o melhor medicamento para uma dor assintomática, imprevisível e incurável, que sempre teremos que resistir, e nos faz refletir, nos faz refletir quem somos e o porquê de sermos assim, agirmos assim e de nos enxergarmos assim e pensarmos assim...
São muitos propósitos em um só intuito, são muitos dados em uma só idéia, é um tudo em um nada. Estas são as ausentes páginas de um livro que não tem nome, que não tem autor, que não se apresenta com letras muito menos com palavras, um livro sem imagens sem gravuras, mas com muitas cores. É um livro que realmente não gostaríamos de ler, mas sim apenas tê-lo, vivê-lo e fazer parte, nem que seja uma mínima parte, pois somos personagens de uma “não-história” fantástica, fabulosa, enfim sem fim.”
Estando sentado no Fim do Universo, vos apresento... Lhe convido a entrar em um mundo, o mundo deste autor.
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