quinta-feira, 22 de julho de 2010

Como é Gostar de ti?

Conta-se a história de um rapaz, que por mera curiosidade e pelo desejo de se prolongar uma conversa que se revelava cativante, emite singelas palavras em forma de uma pergunta, que encontra certa e específica garota da seguinte forma:

_ Como é gostar de ti?

Tais palavras ele não soube nem sabe ao certo mencionar como ela reagiu ao recebê-la, entretanto logo recebeu a resposta desta garota, que não prolongou a conversa, foi certeira ao dizer:

_ Não sei, não sei como é gostar de mim, acho que é normal!

Hoje, este rapaz sou eu e certamente há algo além, algo indecifrável, indescritível e fascinante.
Um sonho que me trouxe a dádiva da noite e o presente do dia, neste contraste fascinante de teus olhos enegrecidos com a claridade do sorriso e do brilho encantador dos teus olhos. Esta garota é tão doce, tão meiga. Quisera eu poder descrevê-la em palavras, mas que responsabilidade imensa colocaria as palavras para ostentar. As belas imagens em suas fotos fascinam e a integridade e singularidade de tuas palavras lhe aprisionam mais do que eu poderia conseguir com apenas aquela minha pergunta.
O formato do teu rosto, as linhas suaves que delicadamente delimitam teus lábios, a forma com que estes se apresentam doces e intensos e demais de harmoniosos quando vistos com a divina expressão de teus olhos, eles brilham, reluzem e refletem toda a alegria que há dentro e ao teu redor. Tua aura é boa, teu riso contagiante e teu coração apaixonante.
“Um suspiro interior toma conta do ambiente”, Já dizia o poeta, toma conta de mim toda vez que ouso em repetir os meus pensamentos naquela noite, naquele instante quando um sorriso e o sotaque que ela deixou escapar, e eu de certa forma fascinado e envolvido comentei de uma forma extrovertida.
Todo mundo sabe que quando se faz uma brincadeira, apenas o orador e somente ele sabe o encaixe perfeito para que a brincadeira seja intensa, pois bem, eu me surpreendi, havia outro encaixe e outra pessoa além de mim que conseguira completar a brincadeira. Surpreendi-me. Ela não poderia ser real.
Eu poderia ficar admirando a beleza dela todos os dias e nestes dias poderia falar e mostrar para ela o quão linda ela é, eu abraço-a todos os dias de uma forma incompreensível a muitas pessoas, aquela voz doce que sempre se apresenta para mim, do qual timbre, da tal forma, com tal carisma sonho em ouvir um “eu também!”, como já disse a ela diversas vezes. Aflora sempre em mim, todos os dias, o desejo de mais um dia, de mais uma palavra, de mais um sorriso.
O encantador é que sinto que sei quase tudo dela, porém ao mesmo tempo descubro que não sei nada, e me surpreendo, pois descubro que tudo aquilo que ontem eu sentia não é nem ao menos a metade do que sinto hoje por ela, do que sentirei amanhã. Eu gosto de todo o teu você.
É neste sentimento que aprendi realmente acreditar que todos os “blá blá blá” que escutava quando mais jovem, que descrevia amores, que descrevia príncipes e princesas, que descrevia contos, eram verdadeiros. Não apenas ladainhas para encantar crianças. Existe, é real e intenso e tão delicioso quanto desejo de brigadeiro, tão intenso quanto ser protagonista em “Romeu e Julieta”, tão terno quanto romantismo de “Brás Cubas”. O sentimento é Intermunicipal, vive intenso e sem fronteiras, eu pude viajar à Espanha conhecer a língua local, à Argentina e me derreter como uma pedra de gelo em meu Martine envolvente.
Pude descobrir que neste meu “cofrinho de sentimentos” pode haver mais belezas em um passo acompanhado do que em percorrer o mundo sozinho. E dedico à todo sentimento as eternas três formas de mostrar que tudo pode ser eterno e perfeito. Cada vez que meu coração bate mais intenso, sinto um toque de carinho de suas mãos, descobri que é impossível não lhe amar. E falando em amar-te:

“Eu adoraria começar meu dia em tua companhia,
Olhar para teus olhos com pura alegria, mas que bom seria...
Ao teu lado Beijo com Brigadeiro saborearia, todo sentimento em euforia,
Se pudesse hoje gritar, eu gritaria: EU TE AMO GURIA!”


Sabes como é gostar de ti? Hoje acordei pensando em você, já era de se esperar, pois ultimamente isto acontece todos os dias. A Saudade é uma palavra viva e presente em meu vocabulário. Se isto é normal, como me disse primeiramente, que se siga aquela famosa frase “todas as pessoas tem defeitos, até você se apaixonar por ela”, e eu apaixonado passo a amar esta normalidade.
Sabes como é gostar de ti? Acredito que nem eu, ao certo, sei. Mas acredito que todo o sentido da minha própria resposta para esta pergunta está em sempre descer toda a escadaria após uma despedida, sorrindo, pensando e refletindo.
E toda vez, quando chego lá em baixo, eu paro, inspiro profundamente e sento que posso novamente ficar sem fôlego, pego uma flor na recepção, no jardim ou qualquer lugar que seja, nem que tenha que acabar com as margaridas, com as rosas e as mais belas flores violetas que possa haver e sinto o perfume da flor e subo correndo de volta. Fico à tua frente novamente apenas para sentir minhas pernas bambearem, meu coração bater tão forte que quase sai pela boca e o desejo intenso e incontido de passá-lo para ti, em um Beijo.

sábado, 17 de julho de 2010

Devo ser eu o problema

(TRISTE POR ESTE TEXTO)
Certa tarde, eu estava voltando para casa, olhei para o céu e sutilmente a prateada Lua estava gigante, me olhando, sentei e comecei a pensar sobre uma mensagem que havia enviado, com todo o carinho, amor e saudade, podendo ser comparado como se escrevera em um pequeno papel e colocado com todo zelo comprimindo-o dentro de uma garrafa com todo o sentimento que queria demonstrar, esta garrafa poderia ser fechada com cortiça para que turbulência alguma afetasse o conteúdo da garrafa. Esta garrafa quisera eu colocar perante o mar com um pedido para que fosse entregue com todo amor que o próprio Mar testemunhara. Mas de alguma forma inesperada a garrafa se abriu.
O mar se encarregou de espalhar e acabar com qualquer sentimento e palavra que eu ousara em ofertar. O Silêncio e ausência se tornaram donos desta comparação.
Mas mesmo assim, “o Sol iluminava o tranqüilo lugar fazendo transcender a Lua... e eu com meus pés firmes neste horizonte, deixando-me levar entre os ventos e suspiros de saudade”, saudade esta que me fez novamente sonhar, e como diria uma eterna Luz “Sonhar, ah sonhar é bom!”, e com este sonho passei a desejar, “queria te tocar, queria viajar contigo, estar contigo como anjos vigiando-te e protegendo-te em possíveis lágrimas”.
Neste meu devaneio, voltei para casa e reli a última mensagem que esta garota me escrevera, e partindo de suas próprias palavras, e dos meus sentimentos verdadeiros, adaptei as sentenças, ousei em palavras e rascunhei em um papel. Um dos textos em forma de declaração mais intensos que eu pude escrever, eu sabia e sentia amor, carinho e saudade. Acho que se foi.
Este papel, voltei a pegar recentemente, entretanto com muita dor e tristeza. Acho que até com um pouco de raiva, mas sem saber os motivos. Em um ato de grande rebeldia, arrogância e agressividade eu amassei o papel e joguei no chão. Estava disposto a ajudá-la a me esquecer, assim como ela avisou que queria fazer.
Um sábio, ao passar um dia inteiro ao meu lado, me encontrou algumas semanas depois e me disse: “Caro jovem, eu me lembro de ti, observei-te demais naquela ocasião e pude perceber que você é um garoto com um coração bom, reservado, você se apaixona de verdade e ama em teu silêncio, mas o que mais me impressionou em ti foi a forma com que você está disposto a ajudar as pessoas que você ama, mesmo que estas nem saibam disto. Você as ajuda, em tudo e arrisco a afirmar que ajudaria até mesmo se esta pessoa lhe falasse que precisava lhe esquecer”. – O sábio não mais o vi, mas as palavras que me disse ficaram comigo e reavivaram naquele momento.
Lembro-me dormir e ao acordar as palavras: “Te esquecer seria impossível, pois alguns dias acordo e tenho a sensação de que o meu sonho foi contigo ou mesmo a vontade pertinente de voltar a dormir apenas para lhe encontrar”, tais palavras estavam latentes e vivas, como o sentimento por aquela garota.
Levantei-me assustado, voltei e peguei aquela folha toda amassada que eu desprezara antes de dormir e abrindo-a a palavra “palhacinho” me fez lacrimejar de saudade, dor da ausência. Vendo aquele papel todo amassado, e agora com uma gota de lágrima que fazia com que algumas letras ficassem borradas, mas ainda de fácil compreensão passei a perceber que o problema poderia ser eu. O problema para tanta dor, tanto a minha quanto a das pessoas que eu gosto que eu admiro e por que não para as pessoas que eu amo, simplesmente sou eu.
Abri aquela folha de papel, e tentei desesperadamente deixá-la novamente lisa, coloquei-a em meu peito e segurando-a com a mão esquerda passava de forma intensa a minha mão direita sobre a folha, suplicando com que ela pudesse voltar ao normal e por que não, nada daquilo pudesse ter ocorrido, entretanto era tudo em vão.
Procurei passá-la, prensá-la entre livros, porém nada adiantava. E creio que aprendi a preciosa lição: Eu poderia ter escrito o texto e guardá-lo, deixá-lo intacto, lindo e tão sublime quanto ao ter acabado de fazê-lo, eu poderia, ao receber a noticia que abalaria meus pensamentos, poderia dobrar a folha e deixar ainda guardado, para que as dobras nunca deixem se perder os sentimentos carreados pelas palavras que ali escrevi, poderia ter feito um coração, um pássaro ou mesmo um barquinho de papel e deixá-lo me levar, em verdade ou em sonhos, até a garota. Ou simplesmente, poderia, ter rasgado-o, queimado-o ou algo assim. A decisão era minha.
Com esta própria decisão, e agora ciente do ensinamento, me lembrei que escrevi aquele texto de saudade, com um carinho enorme e afeto indescritível e agora com algumas palavras ao final do texto, sendo as tais: “Hoje eu sei... para nunca mais”, conscientemente transformei o texto de uma declaração de amor para uma declamação de profunda decepção. E fui eu mesmo quem fiz esta escolha. Eu que acabei com o amor esperançoso de um texto, quem sabe o que eu poderia fazer com tudo a minha volta?
Este texto assim escrito seria perfeito para que um suicida nato cometesse o próprio ato, e deixasse tais palavras como jogadas em forma do que possa ter sentido e levado ao final possivelmente mais feliz, entretanto eu não faria como este possível desiludido, pois acredito que este final não seria mais feliz do que relembrar dela, dos momentos bons que eu tive com ela e das palavras que incentivam o meu coração bater: “Permanecerás viva em meu coração. Sempre e para sempre! Batendo forte a cada vez que eu me lembro de você.”
E ele não sorriu, olhou para o teu texto, releu a ultima sentença e novamente engoliu as próprias lágrimas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ps. – Quero lhe dizer...

(TRISTE POR ESTE TEXTO)
“Nossa! Não sei nem por onde começar. Sinto que a saudade é tanta que sinceramente me faltam às palavras e creio que a ti ocorre as mesmas sensações, chego ficar emocionado de lembrar-me de todas as poucas conversas que tivemos, sendo que estas foram as melhores que eu poderia ter nessa "virada" que a minha vida um tanto quando conturbada resolveu seguir.”
“Tanto tempo já se passou, tempo sem noticias, tempo sem palavras, tempo sem sinais de tua pessoa, de tua companhia e só agora tive esta oportunidade de te escrever. Poderíamos ter celebrado nossos aniversários, da forma mais contagiante que nós queríamos um para o outro, nem deu pra darmos os parabéns da forma que desejamos: com aquele abraço apertado que havíamos pedido um ao outro, ou mesmo aquela viagem que combinamos de ir, a viagem para Lua para fazermos um lanchinho.”
São pequenas e mais importantes coisas que jamais poderíamos esquecer. Isso tudo que aconteceu que sentimos e que desejamos tempo nenhum consegue apagar, se tornou eterno. Você foi especial pra mim naquele tempo e continua sendo agora mesmo distante, assim como eu tentei lhe transmitir a mesma sensação que você, com este teu dom, fez o meu ser tão feliz, me fez sonhar. Nós somos especiais em nossos corações. Onde decidimos guardar um ao outro, bem guardado. Ultimamente releio todas as tuas palavras em que cita que “em toda noite você pára nem que seja cinco minutos pra lembrar de cada sorriso que eu te dei, de cada palavra de carinho que eu coloquei em nossas conversas e você me diz que fica tudo tão claro, a lembrança faz com que tudo se torne como se fosse no naquele momento.”
“Foi o sentimento que eu tive mais intenso em toda minha vida, disso só tenho certeza agora, longe e refletindo” estas tuas palavras entraram em minha mente e capricharam com a sinestesia de emoções em meu coração, confirmando contigo que agora podemos dizer mesmo que o sentimos um pelo outro, pode parecer loucura, mas sim, nos apaixonamos um pelo outro de uma forma inexplicável, a ponto de doer profundamente ter que viajar assim a trabalho, tem que distanciar das tuas palavras, do teu aconchego. Esta carta continua com divinas palavras:
“Da distância não me arrependo. Porque o que eu vivi com você é a coisa mais linda que já tive na vida, todos e cada suspiro, os inúmeros e aquele sorriso especial que você tirava de mim, cada batida acelerada do coração, que se destacava dentre as demais e inúmeras que já foram batidas em minha vida, aquela batida acelerada que aparecia sempre que poderia conversar, nem que cinco minutos com você. Estes minutos eram a minha eternidade e assim isso tudo já me bastava, por que alimentava minha alma de carinho, afeto, paixão e porque não dizer um tanto de amor.
Essa saudade toda que eu sinto me inspira a dizer que poderia ser isso também, um tanto de amor. Esses sentimentos vão estar sempre comigo, em meu coração e vão ficar intactos enquanto eu respirar nesse mundo, tenha certeza disso!
Como há anjos em nossas vidas, uma vez um destes anjos me disse que você é inesquecível, e por mais que coisas aconteçam, por mais que mudanças ocorram, sem contestar com esta minha anjinha linda, eu concordei plenamente nela. Você é um anjo vestido de palhacinho e disfarçado de gente, para ser tão especial assim.
Obrigada por ter me dado tantos momentos de felicidade intensa e pura, por me fazer ter de novo um sorriso doce como o de uma criança, obrigada por fazer com que eu tenha esse sentimento por você, obrigada por ser quem você é e da forma que és. Obrigada pelo carinho, pela atenção e cuidado, lhe agradeço pelo olhar doce que você tem, pela sinceridade e agradeço muito pelo encanto que você transmite. Tenho que lhe agradecer pelos sonhos, pensamentos e imaginações. Fico feliz em ter-te em uma das mais felizes histórias da minha vida. Obrigada por fazer com que eu me apaixonasse por você. Obrigada! Obrigada!”
E ela se despediu, com suavidade e graciosidade, com toda a doçura que apenas ela poderia emitir:
“Talvez seja uma despedida, talvez não, prefiro pensar só no agora, do que ficar a imaginar coisas num futuro que possivelmente é incerto, mas espero um dia poder ter a alegria de receber esse abraço apertado seu. Que eu tanto espero.
Imenso beijo meu palhacinho. Levo sempre essa imagem comigo, a de um anjo feliz, sorrindo, com nariz de palhaço. Permanecerás vivo em meu coração. Sempre e para sempre! Batendo forte a cada vez que eu me lembro de você.”
Ela sorriu. Assinou a carta, enxugou um pouco as tuas lágrimas que escorriam pela tua face, e embarcou. Hoje eu sei, para nunca mais...