sábado, 7 de março de 2009

Nossa Vida – Minha vida

Vivemos constantemente rodeados de pessoas, de coisas, de enigmas, rodeados em cidades, em campos, praias, ou em um nada. Daí nos damos conta, as coisas que perdemos, que não vivemos, que esquecemos.
Ao perambular pela cidade, em um final de dia, o céu apresentava-se alaranjado, lindo, porém o que eu via era apenas o asfalto, este asfalto seco, quente desta cidade demonstra que possamos ter esquecido as estações do ano, não pela cor enegrecida que é refletida deste tapete, nem pelas repletas sombras que passamos a conviver. Apenas por não nos preocuparmos mais.
Não ouvimos mais os cantos dos pássaros, os sons da natureza, não ouvimos mais as cigarras, outros seres, não ouvimos o vento, pois os automóveis se locomovem aos nossos ouvidos.
Não conseguimos ver nada, tudo está se confundindo em uma miragem que se levanta do calor quente deste asfalto.
Não há ninguém, nas calçadas, na rua, no cruzamento, mas por um instante viro para traz e vejo uma sombra, uma sombra longa, que se aproxima com o meu caminhar mais lento, estico o meu braço, mas apenas sinto um calor humano, que logo some, e uma brisa tenra, densa e poluída me empurra para frente.
Neste momento pensei em várias pessoas, em amores, em sentidos novos para a vida, mas descobri e refleti que ali não houve toques, não ouve olhares... mas sucintamente percebo que ou nossos caminhos já se cruzaram, ou mesmo iremos nos encontrar em algum lugar mais distante.
Por diversas vezes atravessamos céus repletos de enigmas que seguem até o breu de uma noite, onde um sol se põe em uma cena inesquecível, surreal, e maravilhosamente este sol se põe sobre um conjunto de prédios, assim, mesmo que nós não possamos ver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário