Palavras, apenas palavras, simples letras, unidas que tentam descrever um dos mais sublimes, belos e intensos sentimentos, cujo mesmo o ser humano, racional, não foi capaz de descreve-lo, decifrá-lo. Se este sentimento é tão enorme, por qual motivo foi apenas denominado, foi resumido por, simplesmente, “AMOR’? Qual o verdadeiro amor?
Se há vários caminhos para chegar a um mesmo objetivo, como e por qual motivo é tão difícil dizer “Amo-te!”?
Diversas pessoas tentam, procuram, vasculham vestígios históricos, filosóficos, até mesmo biológicos que definam-no, que expliquem-no, porém nem o maior e melhor “histórico filósofo das artes biológicas” não os definiu, apenas, em comunhão de várias outras idéias, apelidou este nobre sentimento de amor.
Algumas imposições a respeito do assunto não o definem, apenas tentam compara-lo com fatos, visões, paisagens, entretanto, ainda, não se encontra o sentido, por mais obscuro e fascinante que seja, o sentido da palavra amor.
Conhece-se músicas, artes, poesias, porém simples tentativas, sem o devido êxito, tentativas grandiosas e gloriosas de descrever o que é o amor, que, ainda, continua a ser um mistério desejado.
Muitos dos vestígios dizem que o amor é algo onde a mente manipule o corpo, com as reações tipicamente inesperadas, porém deliciosamente desfrutadas, inesquecíveis, por ambas as partes, sentimento mútuo, uma troca de confidências, de atos, de gestos imersos sobre o gigantesco oceano do amor.
Esteticamente, este nobre sentimento, perfeito, pode ser confundido com paixão, atração e um simples desejo de união, porém o amor, segundo os moldes históricos, é nobre , fiel e conselheiro, tecendo em seus finos fios dourados, intensamente luminosos, indignos de serem olhados por simples seres não amantes, cujo o emaranhado desses fios mostram os fatos que leva-se a crer que apenas o amor prevalece.
Livros, peças de teatros, novelas dizem do amor, algo inacabável, quando despertado, há apenas um final, o final feliz, onde os apaixonados ficam juntos e, eternamente, desfrutarão deste sentimento, sobressaindo, até mesmo, sobre a morte.
Por fim, amor, isoladamente analisado, pode ser apenas um sentimento cativante entre duas pessoas, porém para estas duas pessoas, apaixonadas, não há um significado completo, uma ideologia concluída a esse respeito, levando-nos a acreditar que o amor surge, não para ser decifrado, mas sim para ser vivido e desfrutado.
Não há maior declaração de amor para ti, simplesmente, AMO-TE...
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