“Muito repentinamente, o Mágico que se faz totalmente inexperiente algumas ocasiões, coloca a sua mão na cartola e ‘tira’ aquele Coelho da cartola, a platéia fica atônica, confusa e calada, o silêncio toma conta de todo o interior do espetáculo, não há Coelho na mão do mágico, que repete a cena, e continua sem êxito. O Coelho não aparece, e aqueles instantes sem o protagonista deste fabuloso acontecimento se tornam incontáveis, pois o coelho tende a não aparecer, por mais que a magia da ocasião sempre leve a acreditar que em momentos mais inesperados se tornarão dos mais especiais.
O Mágico, no silencio de um possível desencontro para encaminhá-lo para o desfecho deste acontecimento, onde a agonia e o anseio, lhe consomem veemente, se torna repetitivo, incansavelmente todas as vezes, todos os instantes, com a esperança de que em uma vez, o Mágico possa fazer o Coelho aparecer novamente, e assim, completar toda a magia indescritível, que sempre sentiu desde quando optou por se dedicar à este encanto.
E na mais das incansáveis das vezes, o Mágico, ainda aflito, com o seu coração pulsando como se estivesse este próprio buscando o Coelho, o que não seria nenhum exagero nesta ocasião, pois o coração precisa tanto do Coelho, para que forneça vida ao Mágico.
Um suspiro. O coração sussurra ao Mágico:
- Tente mais uma vez, desta vez, acredito que ele venha e seremos felizes novamente, e todo o mar de agonia, se acalmará e mais vida e alegria se dará com a mais desejada das companhias.
O Mágico, impetuoso, recebe tais palavras com tanta desmotivação, que aparentemente desiste. Aparentemente, pois o coração volta a lhe falar:
- Coloque a mão na cartola novamente – assim o Mágico o fez .
Com o mais profundo e sincero sentimento, vendo que o Mágico ainda tinha esperança de que o Coelho lhe daria o prazer da companhia, disse com profundo sentimento:
- Vem Coelho, vem nos fazer felizes novamente, preciso de você, aqui, comigo!
Magicamente, o Coelho aparece, com o mais doce e carinhoso olhar, que fez com que o Mágico e seu coração fossem dominados pelo silêncio. Eles sentiram como pela primeira vez, novamente, que aquele Coelho é a fonte da plena Felicidade.
Não precisariam de aplausos, gritos, saudações, muito pelo contrário. O espetáculo acabara de começar.”
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Vitor,emocionante e intenso tudo que escreve!
ResponderExcluirAdorei do começo ao fim .
Beijos