Um conjunto inacabado destas insignificantes letras, que menosprezam todo o sentido e intuito que carregam, assim como os homens depreciam qualquer sentido de vida humana quando decidem improvisar o ato de guerrear. Tais palavras mórbidas exaladas como esputos, não expressam o menor sentido daquilo que meu coração quer enfatizar.
Palavras pobres de sentimentos, eu questiono-vos se podes realmente transmitir aquilo que sinto, ou continuam a se apresentar como insensíveis e insensatas? Sempre que pergunto sobre como transmitir aquele sentimento, razão e emoção que sinto, mas não há palavras. Toda raiva que sinto, está em enclausurar os meus sentimentos em vós. Palavras mesquinhas.
Todo sentimento que transpassa, transporta e transmite, duvido que possas saber seu real significado, não aquela acepção que estão contidas em dicionários, com seus nomes e classes gramaticais, mas sim o significado e o motivo para serem proferidas. Palavras cegas, inquietas e virulentas.
Transbordo-me de sentimentos, mas quando as emprego, apenas o vazio de usá-las e o receio de serem inadequadas à ocasião, me afogo e acabo inerte em meu meio frasco de ilusões. Nem um quanto meio cheio, nem um quanto meio vazio. Apenas inerte.
Nesta face de uma moeda sem gravuras, em uma forma de sorte cega e manipulada, me iludo e as coloco em um arranjo engajado e com pompas e glamour de uma forma suave entretanto intensa, mas me decepciono com a força efêmera que tu consegues transformar aquilo que digo intenso e me constranjo com a petulância com que abscondes o que quero transpassar.
Aquele sentimento que conoto e ilusória mente defino-o como perfeito, quando a ti encarrego de revelá-lo, com a arrogância dos sujos ruídos e maldade das terríveis sombras, vocês denotam imoralmente em indiferentes classes gramaticais, voltando aos meus textos, como um simples punhado de inferiores letras reordenadas.
Palavras que não sentem, não podem exprimir aquilo que penso e se assim tivesse a devida competência, demiti-las-ia. Imprestáveis letras do meu caminho.
Neste amontoado de poucas emoções, infelizmente afirmo que és cruel para aqueles que amam, e desejam exprimir com toda a competência aquele sentimento que está a exalar pela pele, pela expiração, e por todos os movimentos do cotidiano, em vida e em sonhos.
Palavras das quais não descrevo, mas não as ausentam de definições, pois ao cometer este cruel ato de aprisionar os sentimentos como um egoísta, sem fornecer toda a explosão de vida contida naquele que as utiliza. Não descrevo pois não deves sofrer do mesmo mal que te condena.
Nome as cores, letras as notas musicais, números para encontros e desejos a encontrar, palavras para o amor, armas para o terror, palavras que governam os homens, que manipulam os apaixonados, e que iludem os poderosos. Palavras ocas, vazias que roubam, como ratos imundos e sem valor toda a essência de quem as emprega, iludindo assim os autores e seus leitores. Palavras hipócritas.
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adorando cada vez mais =D
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