domingo, 25 de janeiro de 2009

Nada como uma auto-descrição!

O céu, em sua grande essência apresenta a luz do sol, que aquece, que fornece vida, que ilumina, e que engrandece todas as pequenas coisas que o homem possivelmente nem se quer repara. Porém mais uma vez venho falar da noite.
Neste céu enegrecido de tanto mistério, há diversas estrelas, umas maiores e incertas, outras menores, porém intrigantes com o seu brilho intenso, por onde tu olhares, verás estrelas. Numa imensurável contagem de tanta beleza. São pontos luminosos que nos trazem uma impressão de magnitude e grandiosidade deste Universo. Há várias estrelas, milhões delas, mas os homens enobrecem a Lua.
"Assim como a lua só é lua... Quem a faz perfeita são os amantes!".
Até então, onde se encontra tal descrição? Não está no Universo, uma vez que me encontro no Fim dele. Está aqui, em um admirador desta protagonista, reluzente e de estonteante beleza.
Sou eu, me auto-denominando um sapo, que vivendo em um lago, ou mesmo um brejo, que por minha mais nobre e singela distração passo a vasculhar um valor perante este lugar, que se diz pacato, silencioso... Estático.
Pulando de pedras, em folhas, vitórias-régias, conversando com o silêncio desta noite, me volto a refletir, e refletindo e refletido procuro ao fundo deste lago algo mais intrigante, procuro respostas para diversas perguntas que não apresentam fundamento algum. Ao fundo deste lado, não há nada do que as minhas angústias, sendo esta a metáfora de toda a essência em ser o sapo. O fundo do lago em que vivo estão todas as minhas angústias, e por que não, um dia posso ser vítima delas, me afogando neste breu e esvaindo-se perante as próprias águas que eu criei.
Pois bem, o vento, uma brisa leve passa a criar pequenas ondas, que me dispersam de todas as angústias, desisto de me lamentar com as pedras que já se encontravam entediadas. E reparo, este vento que não vejo, mas sinto fizeram meus belos olhos que se encontravam fixos e vidrados em um nada, passaram a emergir de tanta angústia e reparam, nesta pequena ondulação do meu lago há vida, há uma luz.
A luz mais bela, a mais pura, está lá, em meu lago, ao meu lado. Uma vez a cada noite, conto as horas do dia, não me importo tanto com o sol, passe-o, quero a minha amada. A Lua.
Eu, um sapo, que sabe que a sua amada está tão longe, apenas um pequeno reflexo dela me faz tão bem, um apaixonado. Porém um sapo.
O que me resta senão ficar pulando entre as pedras, entre as folhas apenas em uma busca recorrente do reflexo desta linda Lua (princesa) que reluz lá no céu, distante, uma linda Lua, inalcançável. Porém linda Lua.
Sei que há muitos admiram-na, idolatram-na, há cães, lobos, pássaros, outros animais, e por que não o Homem, os homens.
O que me resta, sendo um sapo, nada mais do que admirá-la e pelos meus pequenos, singelos e insignificantes pulos tentar alcançá-la? Eu, um sapo.
O que me resta senão, um simples “Grab... Grab...”.
Sim, muitas vezes me convenço de ser um sapo encantado, dotado de diversas qualidades que neste encanto demonstro dádivas, qualidades, mas não acredito que um beijo me transforme em príncipe, não é deste encanto que se quebra, nem mesmo a Lua poderia fazer tal vontade. Creio que meu encanto seja ser príncipe sim, porém “Príncipe dos Sapos”, por que não? Não há encantos a serem quebrados, não há magias a serem rompidas.
Assim sendo, o “Príncipe dos Sapos”! Sem coroas, sem tronos, apenas o meu lago e tudo que se reflete nele.
Ser sapo apresenta seu lado bom, aparenta características vantajosas, pois ninguém espera nada de especial de um sapo, apenas o rejeita, por apresentar o famoso aspecto asqueroso (não me apresento como este tipo de sapo), pois bem, de um sapo, não se espera nada de um sapo, até que inesperadamente posso dar um salto, um salto grandioso, impossível, improvável, passando por vitórias-régias, pedras, árvores, nuvens, atravessa folclores, contos e histórias, e não por menos, alcança, a princesa, aquela que eu julgava ser a inalcançável Lua.
Agora por que não, sendo um príncipe e depois deste vôo supremo, estou cá eu, sentado no Fim do Universo, balançando minhas pernas...

2 comentários:

  1. Nossa! ... Nunca gostei tanto de um blog como estou gostando do seu .. seus escritos são muito inspiradores... ^^) .... Vc escreve muito bem .. continue assim ^^)

    Beijos ... Leila (UuuuuAaaaaaaRrrrrrrr) ... rs

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  2. vc sabe oquanto te admiro
    a unica coisa q posso te falar é p vc continuar a escrever e a ser essa pessoa maravilhosa.
    vc é o meu "prícipe dos sapos"
    sucesso sempre!!

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